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segunda-feira, 14 de maio de 2018

Malandrinha do Morro



Atendendo ao pedido da minha amiga e seguidora Poliana Lemos, vou falar sobre uma Menina do samba, cria da Favela, salve ela. 

Há muito tempo, quando os Morros iam sendo erguidos pelos homens e mulheres que foram escravizados, nascia pelas mãos da parteira, uma filha de "bamba". A menina, fruto do amor da Lavadeira ex escrava com um sambista, gritava seu choro, como quem anuncia :
"Vim pra fazer barulho, pra movimentar, pra sambar e levantar poeira."
Essa linda criança, filha do Morro, aprendeu desde cedo, pobre não descansa, pobre acorda cedo. Pobre trabalha, rala, cuida. Um cuida do outro.
Isso iria influenciar seu trabalho espiritual, muito tempo depois. Mas voltando a sua breve trajetória, foi abusada quando nova, isso lhe trouxe muita dor, profunda dor emocional, armou para seu malfeitor. Como era homem tido como "de bem", não lhe restou alternativa, começou a traçar um plano de vingança. Seu pai ficou muito revoltado, quis tirar satisfação, mas acabou assassinado pelo abusador. Isso dobrou o ódio da Menina, fez trato com homens marginalizados da época, plano traçado, noite sem lua, navalha afiada, emboscada armada, briga. Luta. Fim.
Estava vingada.
Só não sabia que não teria proteção para sempre. 
Foi morta aos 16 anos por comparsas de seu algoz.

Após muita reluta, foi acolhida, tratada, e recebeu sua roupagem como Malandra, por ter desencarnado jovem, a espiritualidade e Dona Maria Navalha (Chefe), ordenaram esse nome espiritual, pertencente ao Agrupamento de Malandrinhas, e o fundamento Morro, para levar humildade, perserverança, Amor, perdão, mas principalmente a determinação de um povo que luta muito e uma maior compreensão sobre as dores da carne.

"Nem sempre a vingança compensa dores, nem sempre dores podem ser vingadas, algumas o tempo leva, outras o tempo renova."

Malandrinha do Morro. 

Caracteristicas :
Indumentária : Calças , saias simples com pouca roda, camisas lisas, camisas listradas, gosta de preto e branco, algumas utilizam vermelho. Chapéus simples, aba curta, nas cores : branco e preto, vermelho e preto, vermelho e branco. 

Comidas : Azeitona, pimentas, salame, linguiça frita acebolada, farofas, sardinha no dendê, etc.

Bebidas: Cerveja branca, cerveja preta, cachaças, etc.

Fundamentos: Bengala (Não tem haver com roupagem, ela é nova, outro tipo de fundamento), baralhos, dados, navalhas, sinuca, terços, cruz, crucifixo, samba de roda, partido alto, etc.

Espero que vocês gostem, em especial você Poli.

Obs: Respeitem os direitos autorais.
Imagem meramente ilustrativa.
História de Uma Malandrinha do Morro, não generalizem, e não se apropriem indevidamente.
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