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quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Roupagens Fluídicas e a Malandragem (Malandras e Malandrinhas):

Olá seguidores, hoje vou falar um pouco sobre a visão limitada de algumas pessoas em relação as entidades, questões sobre roupagens fluídicas, confusões e esteriótipos.


Certa vez eu estava pesquisando textos na internet sobre Malandragem (eu sempre leio tudo, coisas boas, coisas ruins, as coisas que escrevi no passado, livros raros sobre malandros, principalmente Zé Pelintra, fora as minhas vivências no meu terreiro e nos terreiros de amigos), mas voltando aos textos virtuais, encontrei um texto falando que Malandras "parecem" com as Pin ups de antigamente. Nada contra o autor, nada contra a doutrina, abordagem, referencias desse autor, mas isso me deixou um pouco perplexa, por dois simples fatores. O primeiro, é que talvez o autor conheça poucas Malandras, por generalizar que são como "pin up", a segunda é que talvez seja culpa minha, das antigas postagens do blog, que tinham imagens meramente simbólicas para indicar boêmia, jogos, vida noturna. O blog sempre teve imagens ilustrativas, mas elas nunca deveriam ser tomadas ao pé da letra. Não é porque tem uma moça de roupa extremamente curta, decotada, cheia de purpurina, balangandãs, lantejoulas, magrinha, branca, ou qualquer coisa do gênero, que Malandras e Malandrinhas deveriam ser consideradas assim, pelo menos não todas. 
Existem os mais variados tipos de indumentárias para entidades, todas são expressas por seu trabalho, algumas até por vaidade, porém, sua grande maioria condiz com a doutrina umbandista. Uma Malandra que viveu no cabaré, poderá pedir jóias, saia com fenda (ou não), um adereço dourado. Entretanto, não vai se apresentar como na época, porque já não condiz com sua missão espiritual, não há real necessidade de ter um vestido muito curto, maquiagem pesada, ou pedir um adereço em ouro puro. Essas questões implicam em vaidade excessiva, destoante do trabalho, vaidade mediúnica por desequilíbrio energético/psíquico, mistificação, entre outras coisas.

É importante sempre estabelecer que nenhuma entidade é igual a outra, não existe uma verdade absoluta, mas existem dogmas essenciais. Não é porque é de um jeito no terreiro de Zequinha, que Joãozinho está completamente errado. Ambos podem ter a mesma entidade, com mesmo nome, campo de atuação, falanges, mas nunca serão completamente iguais. Não é porque Maria Preta aqui é Malandra nova, que em outra casa será, ou usará a mesma roupa, terá o mesmo fundamento, não é por aí.
Isso se aplica amplamente nas questões de roupagem fluídica, uma Malandra poderá se apresentar para sua médium como uma moça branca, de cabelos ruivos, mas não é toda Malandra que será da mesma maneira. É de suma importância pensar nas minucias da espiritualidade, ela se apresenta com a roupagem escolhida por ela e seus superiores, a roupagem da última vida, ou da vida anterior, isso varia essencialmente, podendo apresentar de várias inclusive. Podemos conhecer muita coisa, basta estudarmos, nos dedicarmos e termos humildade. 

A reflexão sobre as imagens que consideramos para nossas entidades também são reflexo de nosso interior, tem médiuns que se focam em fantasias, em vidas sempre muito boas para suas entidades, desconsiderando seus sofrimentos, defeitos, aprendizagens. Já vi pessoas que focam em um biotipo fundamentado na beleza exterior, no luxo, roupas vistosas, sem considerar que existiram Malandras novas, velhas, brancas, ruivas, loiras e negras, muitas, muitas, muitas negras. Elas trazem mirongas, fuxicos e mistérios de muitas vidas, e nem sempre tiveram uma vida tão simples, reduzida, como muitos médiuns atribuem.

Muita gente não ouve a própria entidade, muita gente se baseia no amigo, no irmão, no paizinho, na internet. As pessoas podem sim nos ajudar, mas cabe a nós com imenso respeito, nos conectarmos com nossos guias. Nem sempre Malandro vai jogar capoeira, nem sempre vai beber cerveja, nem sempre vai ser galanteador, nem sempre vai usar branco e vermelho, nem sempre vai ser jogadora de baralho, ou viveu no cais. Existem muitas formas de trabalho, cabe a nós, focarmos no que nos ronda, o que nos protege, cabe a cada um de nós reconhecermos nosso poder, principalmente o axé da nossa Malandragem.

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Edição - Falanges de Malandros - Malandros e Malandrinhos da Estrada:

Olá amigos seguidores, dando sequência a nossa série sobre falanges de Malandros, falarei sobre a falange da Estrada.

Os Malandros e Malandrinhos da Estrada, em geral são um pouco parecidos, são próximos em vestimentas, fundamentos, entre outras coisas. Sua principal diferenciação está pautada no trejeito, roupagem fluídica e linguagem. Os Malandros normalmente são um pouco mais sérios que os Malandrinhos, ressaltando que todos variam no humor, e essa característica condiz com apenas alguns. Tem presença muito forte nos terreiros, são charmosos, galanteadores, mantendo grande carinho, respeito pelas pessoas, são simpáticos e muito receptivos. Dentro dos terreiros assumem papéis de conselheiros, algo que também é comum no âmbito astral, tem um pouco de liberdade no trabalho, pois em qualquer lugar existem ruas, as estradas estão no urbano, no rural, nas grandes cidades ou em povoados, isso também retrata como a falange é composta por espíritos antigos.

Existem muitos tipos de Malandros nessa falange, não tem como afirmar um perfil único, existem catimbozeiros, boêmios, trovadores, sambistas, homens da terra, são infinitas formas de apresentação.
Gostam muito de conversar com o povo, tem simplicidade no falar, não costumam ser diretos, por isso são escolhidos para lidar com situações de delicada exposição, emoções a flor da pele, por sua grande sensibilidade e gentileza.

Os Malandros da Estrada tem como função organizar as energias contidas em seus pontos de força, atuam no equilíbrio dos caminhos, são grandes magistas de acordo com suas afinidades e responsabilidades no astral. Podem ser condutores espirituais, conselheiros emocionais ou curadores da saúde emocional e espiritual das pessoas.

São grandes mestres em diversos sentidos, podem intuir mensagens de amor e luz, podem transmitir lições nos terreiros, orientar médiuns, devotos e assistidos ou fazer sessões de cura, buscando revitalização energética, por meio de passes, ervas e mirongas.
Dos boêmios, temos um grupo de espíritos afinizados com o samba, a cadência, cabrochas, tem muitas ligações com as artes, apreciando as manifestações populares, sua cultura e a felicidade.

Características:
Indumentária: São muito raros os Malandros dessa falange que "fogem" as cores mais comuns, vermelho e branco. As entidades dessa falange utilizam o vermelho e o branco, diversificando nas peças, os mais simples utilizam calça branca e camisa listrada branca e vermelha, outros gostam da Camisa branca, gravata vermelha, terno completo. Os chapéus seguem o mesmo padrão, normalmente sendo brancos com fita vermelha, apreciam o tipo panamá. 

Bebidas: A cerveja branca é sua preferida, alguns raros bebem cinzano, cerveja preta, coquinho, etc.

Comidas: Gostam muito de linguiça calabresa acebolada, moranga recheada com carne seca, pastéis, queijo coalho frito e sardinhas fritas.

Fumo: cigarros de Filtro vermelho, filtro branco e alguns fumam cigarro de palha.

Fundamentos: Dados vermelhos, dados brancos, dados coloridos, baralhos, jogo do bicho, números, samba de roda, samba de raiz, samba enredo, punhais (vermelho e branco, branco, dourado, prata/aço), velas brancas, velas vermelha e branca, cachaça, pólvora, ervas, rezas antigas, magias de catimbó, naipe de copas, naipe de ouros, entre outras coisas.

Espero que vocês tenham gostado !
Salve os Malandros da Estrada !
Salve a Malandragem ! 

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Dúvidas eternas:


1º Um amigo, irmão, parente, conhecido me disse que tenho um Malandro ou Malandra, o que fazer?
Resposta: Visite um terreiro, conheça a umbanda, pesquise sobre o candomblé, leia sobre religiões de Matriz Africana, frequente muitas vezes, vá em dias alternados, não só em Giras de Malandragem. Depois disso tudo, comece a pensar se quer entrar para alguma dessas religiões. Estude as possibilidades, converse com dirigentes, veja suas possibilidades financeiras (Temos gastos gerais, não são exorbitantes, mas existem, tais como: Mensalidade, roupas, instrumentos de trabalho de entidades).


- Não quero essas religiões, posso cuidar do meu Malandro, Malandra sozinho em casa?
  Não é proibido, é desaconselhável. 

Porque ?
Como você vai aprender, sem ter um professor ? 

Alguém mais experiente, habituado com a espiritualidade ?
E se acontecer algo ruim, a quem você vai recorrer ?
Como suas entidades vão conseguir te ajudar, se ainda estão no desenvolvimento com você ?
Se você se sustenta por livros, youtube e o google, você tem plena certeza que eles te passam todas as soluções, mirongas, segredos e axé necessários ?


2º Minha entidade incorpora em várias linhas, em cada uma das linhas dá um nome, está certo ?
Resposta: Eu não sou ninguém para dizer o certo e errado, mas vou ensinar minha doutrina de terreiro. 
A entidade incorporar em várias linhas, não vejo problema algum. Porém, a sua entidade não vai mudar de nome ou de identidade porque mudou de linha. 


Exemplo 1:
Se sua Malandra se chama Malandra do Cais, ela na gira de Baiano vai continuar se chamando Malandra do Cais. Então diremos: A Malandra do Cais está trabalhando intercruzado com Baiano. Ela não será chamada de "Baiana do Cais" por causa disso, ela não muda de identidade.

Exemplo 2: Minha Navalha é Pombagira, estando numa gira de Malandros, ela é considerada Malandra ?
Não. Se ela disse na primeira vez que teve permissão, que ela é uma Pombagira, ela será uma Pombagira trabalhando com Malandros.

* Isso significa que tenho uma Malandra ?
Sim.


* Isso significa que vou trabalhar com uma Malandra ?
Depende.
Se sua casa permitir um trabalho maior, você irá incorporar um de cada linha ou um casal. Se sua casa não permite desenvolvimento de muitas entidades, não estuda, você não irá incorporar. 

Tudo depende do terreiro. Se o terreiro permitir, você vai incorporar suas egrégoras.
Mirim, Malandras, Pombagiras, Exus, etc.
Mesmo trabalhando em duas linhas, sua entidade não deixa de ter a identidade dela. Se falou que é Malandra, é Malandra, se falou que é Pombagira, é Pombagira. Ela não muda de nome, só mudou de linha para trabalhar. O nome permanece, não tem porque ela mudar de nome, não faria sentido, não agrega em nada na sua trajetória, e só vai te trazer confusão.

3º Minha entidade trabalha em duas linhas, o trabalho pode se diferenciar ?
Sim.
Exemplos: 
Quando está com Baianos, a entidade bebe coquinho,
Quando está com Malandros bebe cerveja.

4º Minha Malandra disse que pode trabalhar dentro das cores, preto, branco e vermelho, que pode variar na indumentária, o que isso significa ?
Resposta:Significa que se o seu terreiro permitir, ela vai ter diversas indumentárias de trabalho, se o seu dirigente permitir ela vai poder usar variações de cores para trabalho.
Exemplos: Uma Malandra trabalhando na Linha de Baianos usa branco, saia, chapéu branco e preto e bebe no coité (cuia do coco).
A mesma Malandra trabalhando numa Gira de Malandragem, usa calça, chapéu preto, camisa e bebe num copo.
Aqui o que vale é o bom senso, o que importa é o trabalho espiritual, se serve para a espiritualidade ou se é apenas nossa vaidade em querer fazer várias roupas, tem mil acessórios e apetrechos.

5º Minha Malandra se chama 7 Navalhadas, eu já comprei as navalhas dela, fiz certo ?
A primeira questão é :
* A sua entidade quis ?
* A sua entidade pediu ?
* Sua entidade falou que era pra agora ?
* Você já se sente plenamente desenvolvido com essa entidade, a ponto de acontecer um "pepino" no barracão e você resolver ?
* Sua entidade firmou os instrumentos ?
* Sua entidade utiliza Navalhas ? 
E se ela utilizar punhais, o que você vai fazer ?
* São necessárias tantas armas para o trabalho ?


6º Aonde você aprendeu que Malandra só usa calça ?
* Muitas usam calça, saias ou ambos.


Aonde você aprendeu que Navalha só usa saia ?
* Existem várias entidades no mundo, elas nunca serão iguais.


Aonde você aprendeu que Malandra só bebe cerveja ?
* Elas podem utilizar qualquer bebida alcoólica, pois o trabalho é relacionado a função do álcool. Que é dissipar energias negativas, potencializar energias, manipular, entre outras coisas.


Aonde você aprendeu que toda Malandra joga dados ?
* Algumas podem não utilizar dados. A entidade sempre explica porque quer determinada coisa, ela explica para que serve, como vai utilizar e porque é importante aquilo. Elas nunca pedem a toa, sempre é com propósito de trabalho.


Aonde você aprendeu que Dona 7 Navalhas trabalha sempre com muitas Navalhas ?
*Ás vezes ela só precisa de uma para cortar a negatividade.

Vamos refletir !
Espero que vocês tenham gostado!
Estou a disposição para quaisquer dúvidas,
Axé !

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Reflexão sobre Imagens de Entidades (Principalmente Malandras):


Antigamente, muito antigamente, quando íamos numa loja perguntar sobre imagens de Malandras, diziam que não existia fôrma. Não sei se algum umbandista aqui na página já ouviu essas coisas, mas me parece comum. Depois passamos para o período de "Imagens de Malandra Maria Navalha". Não existia outra imagem de Malandra, apenas uma, e nos diziam, batize, vai ser igual. Apesar de muitos não conseguirem nas cores certas, ou roupa certa, apesar de ser simbólico, aceitávamos. 
Agora que vejo inúmeras imagens de Navalha, com todas as cores, tipos, com saias, calças, saias longas, penduricalhos, balangandãs, pedrinhas coladas, mini punhais, dados colados, me pergunto se é realmente isso que nossas entidades querem, será que elas querem ser representadas com tanta pompa, será que faz diferença para Maria aquela imagem material, totalmente simbólica, criada por homens para chamar mais, e mais nossa atenção ?
Também percebo o trabalho de artesãos, criando novas Malandras de resina, com sainhas a mão, daqui a pouco devem vir bonecas de porcelana, imagens de argila, entre outros. A questão não é critica a esses artistas, afinal, esse é o seu trabalho honesto, muito menos a beleza das obras, todos ficamos encantados com as lindas imagens, apesar da maioria custar acima dos 300,00. 
O importante é colocarmos na balança, aonde começam os instrumentos de trabalho de um Malandro e aonde param nossos desejos ?
Desejo de chamar atenção.
Desejo de ser o melhor (ou pelo menos reconhecido como).
Desejo de obter valorização (Seja material, espiritual).
Aonde pairam nossos desejos ? 
Como confundimos tão facilmente os nossos sentimentos, puramente humanos com a precisão de uma entidade ?
Penso eu, desde que me conectei fortemente a Maria, quando comecei a dar valor a cada uma de suas palavras, instruções e ordens, algumas coisas mudaram. Não deixei de querer dar o melhor para minha entidade, mas percebi que Maria não quer a melhor taça, tulipa com purpurina, chapéu caríssimo, salaminho "do bom", tecido vistoso, Maria quer que eu seja melhor, Maria quer que eu estude, lute, busque as coisas com simplicidade. O melhor para nossa entidade, é quando nós estamos cientes de nossas missões, evoluções, caminhada e desistir jamais.

Priscila de Maria Navalha da Lapa - Criadora Oficial do Blog Malandros e Malandras.


Oferenda pra Zé Malandro (Prosperidade)


Material:
Um prato de barro;
Uma cerveja;
3 cigarros;
Uma cebola;
Uma linguiça calabresa;
Um Às de Ouros;
Um dado vermelho;
1 vela vermelha e branca;

Essa oferenda deverá ser feita no terreiro, numa Casa de Malandro/Casa de Exu/ Assentamento de Zé/ Cantinho de Baiano.
Como fazer:
Peça permissão a Deus antes de tudo.
Peça permissão ao seu dirigente, auxílio de irmãos mais velhos e suas entidades.
Vestido de branco, com o corpo limpo e estando de preceito, faça a preparação da comida.
Frite a linguiça, como para consumo, doure a cebola, tudo com silêncio, carinho, fé e não desejando a comida da sua entidade.
Coloque o Às de Ouros no centro do prato, coloque a linguiça feita por cima, arrume a cebola com capricho.
Acenda os três cigarros pedindo prosperidade, não peça dinheiro, não seja ambicioso, mas pense em realizações de sonhos, caminhos abertos, sua família com saúde e comida na mesa. (Essa é a verdadeira prosperidade da Malandragem).
Com um dos cigarros sopre fumaça no dado vermelho, pedindo axé ao seu Zé.
Coloque os três cigarros em pé, ao lado do prato.
Coloque a cerveja no copo; E depois o dado dentro da cerveja.
Acenda a vela vermelha e branca, ofereça a Zé Malandro da Estrada, faça orações sinceras. Bata paò se for da sua tradição.
No dia seguinte jogue a cerveja na pia, lave o copo e use normalmente. O dado é para sua prosperidade, carregue com você, na bolsa, bolso, carro, pasta, etc.
Deixe a comida três dias. Após três dias coloque a comida numa grama junto com o Às, sem o prato.
Lave o prato e use normalmente.
Restos de vela e cinzas vão para o lixo.
Obs: Pode ser oferecido a qualquer Zé, inclusive para Malandras também, só coloquei o Zé Malandro , porque foi o direcionador hoje.
Não faça sozinho.
Não faça se não estiver em condições emocionais, físicas, espirituais e financeiras (Se estiver com muita dificuldade financeira, aguarde para fazer).
Não faça e espere milagres, busque trabalho sempre, empregos, qualificações, estude muito e corra atrás. Aqui é só um auxílio , uma "fézinha"
Não deixe que toquem no dado, a sorte é sua, se o outro quiser, que ele busque e lute todos os dias como você !
Não faça na lua minguante.
Dê preferência para o domingo 
Axé a todos !

Firmeza de Malandra para Harmonização no Lar:

Material:

Um Às de copas, pode ser de baralho antigo, novo, só não vai poder ser reutilizado para outros fins depois. O resto do baralho pode ser usado para qualquer coisa, ou guardado.
Uma cerveja pequena;
Um copo liso;
Um cigarro (de qualquer tipo);
Um prato branco;
Uma vela de 7 dias branca;
Açúcar;
Um cinzeiro;
Uma caneta azul.
Como fazer:
Pedir permissão a Deus e os Orixás para realizar a firmeza no seu lar, autorização do seu dirigente e das suas entidades.
Pegar a carta entre as mãos, pedindo que as Malandras tragam amor, paz e luz para a sua família.
Pedindo que Deus conceda graças e bênçãos, com a intervenção dos espíritos da Malandragem.
Escreva o nome de cada familiar da casa na carta de baralho.
Colocar a carta no meio do prato branco. Espalhar açúcar por cima imaginando cenas felizes entre todos.
Colocar a vela branca encima, centralizada no meio.
Acender, oferecendo a sua Malandra, uma Malandra de sua devoção, ou a um Malandro pedindo força, coragem e tranquilidade. Faça orações sinceras. Execute um paò se for de sua tradição.
Ao lado acenda o cigarro, dê três tragadas reforçando o pedido, coloque em pé no cinzeiro. Abra a cerveja, coloque no copo, oferecendo ambos a Malandragem que te rege.
Coloque em um lugar seguro, de preferência na varanda, quintal ou cozinha. Não coloque em quartos e nunca no chão. Não deverá pegar vento. Se a vela apagar, reacenda.
No dia seguinte jogue a cerveja na pia. Lave o copo e use normalmente.
Jogue as cinzas do cigarro no lixo, lave o cinzeiro, use normalmente.
Deixe a vela queimar por 7 dias, encima do prato, sempre com segurança, todos os dias converse com a Malandra, pedindo união e proteção.
Após os 7 dias, jogue os restos de vela no lixo.
O açúcar em terra/planta.
E o Às de copas guarde para sempre, pois essa é a proteção do seu lar.
Obs: Se você for inexperiente na umbanda, não faça. E mesmo que seja experiente, peça auxílio, autorização e ajuda de zeladores, dirigentes, irmãos mais velhos.
Se sua família for contra umbanda, não faça, a energia e má fé irão atrapalhar. Peça auxílio das entidades que harmonizem, mesmo sem fazer.
Não faça em lua minguante.
Dê preferências a sextas feiras/segundas feiras na parte da manhã ou tarde.
Lave o prato, use normalmente.
Se refizer depois de 7 meses, use o mesmo Às.
Guarde a carta com você, sempre reforçando seu pedido.
Espero que vocês tenham gostado !
Muito axé pra vocês !
Estou a disposição para qualquer dúvida !

sábado, 23 de setembro de 2017

Mensagem da Malandra Rosa do Cabaré ♡


"Os Mistérios de uma Malandra vem de muitas vidas, os fundamentos que uma entidade recebe na Umbanda fazem parte do seu trabalho espiritual, porém, suas magias vem de muitos, muitos anos. Todas as vidas da entidade tem aprendizagem, tem leis, coisas boas, coisas ruins, não importam detalhes de suas vidas encarnados, mas é de suma importância sua evolução espiritual, o que foi aprendido até aqui, e como isso pode auxiliar a todos que buscam os ensinamentos de Deus:

Humildade, respeito, caridade e Amor.

Humildade para seguir valorizando o que realmente importa. Não só valorizando coisas materiais.
Respeito para cuidar de si, dos outros e não humilhar ninguém.
Caridade, colocando em prática a centelha divina que Deus nos proporciona, iluminando a alma e transcendendo o espirito.
Amor, amando o próximo, mas sobretudo amando a si mesmo."


Malandra Rosa do Cabaré da Beira do Cais 

domingo, 17 de setembro de 2017

Edição - Falanges de Malandros - Malandros da Calunga, Cruzeiro e das Almas

Aos meus queridos seguidores, imensa gratidão por todo o carinho ao blog, nós fazemos com muito amor e respeito. Hoje darei continuidade as Falanges de Malandros, caracterizando cada uma, explicando como trabalham dentro da linha.

Os Malandros da Calunga, do Cruzeiro e das Almas são parecidos em personalidade com as Malandras, a diferença é que as Malandrinhas não tem a seriedade forte como esses homens, eles se apresentam sérios na maior parte do tempo, é raríssimo uma entidade dessa falange ser risonha, falante ou aberta, isso não demonstra que não sejam amigos, muito pelo contrário, são companheiros, leais, amigos, só que costumam serem fechados e com temperamento austero.
Os Malandros dessas falanges trabalham na mesma frequência vibratória, mas com trabalhos essencialmente diferentes, os Malandros da Calunga trabalham nas questões de resgate, grande parte do seu trabalho é focado em resgates espirituais, eles cuidam dos mais diversos espíritos no plano invisível, trabalhando com sua doutrinação. Os Malandros do Cruzeiro são pontuais, trabalham dentro do seu campo de força recebendo os espíritos que foram resgatados, realizam tratamentos espirituais, basicamente servindo de ponto de apoio, base espiritual para o acolhimento. As suas faixas de cuidado se caracterizam como postos de socorro, auxiliando os companheiros da mesma frequência. E os Malandros das Almas realizam o transporte dos espíritos, resgate e tratamento da mesma forma que os outros, a diferença é que seu trabalho é expansivo, eles tem algumas permissões nos locais para realizar os resgates, conseguem cuidar e amparar os que se encontram perdidos. Os Malandros da Calunga e do Cruzeiro tem um importante trabalho no cuidado com os irmãos negativados, os quiumbas, obsessores, entre outros, mas seu exercício é um pouco mais restrito, eles tem limitações no trabalho, por isso essas três falanges costumam trabalhar em equipe.

Suas roupagens fluídicas podem ser de homens novos, velhos, tendo variações nas aparências, cada um se apresenta de uma forma, por isso existem os mais jovens, os mais "velha guarda", porém em sua grande maioria tem atuação sob forma de "sombras", que é uma nomenclatura para sentinelas na linha da malandragem.
Normalmente trabalham para os Orixás Omulu e Oyá, não sendo obrigatoriamente os Orixás do médium, mas suas atuações vem a partir dessas divindades, pelo trabalho exercido, afinidade espiritual e condicionamento energético.
Atuam no campo mental dos médiuns, buscando o equilíbrio, contribuindo para a saúde psíquica, fortalecimento da saúde física e suporte da saúde espiritual (defesas). Podem trabalhar no desmanche de feitiços, defesas de forças negativas, ataques dentro de possíveis demandas, curas em geral, emprego e raramente para questões amorosas. 

Características: 

Indumentária: Não costumam pedir nada além do necessário, sendo simples em seus traços, atuam bastante dentro do preto, branco, marrom e raramente o cinza. Alguns utilizam vermelho, mas é um pouco mais raro. Chapéus preto, branco, branco com fita preta, preto com fita branca, marrom, chapéu de palha amarela, ternos, camisas de listras preta e branca, camisas na cor preta, camisas de cor branca, roupas na cor cinza. Raramente utilizam cachecol.

Bebidas: Gostam de bebidas fortes, apreciam cachaças, Whisky, gim, rum conhaques, cachaça com mel (melado, meladinha), raramente tomam coquinho ou cervejas.

Comidas: Padês com dendê, farofa de carne seca, azeitona preta, jiló frito, batata calabresa, cebola (especialmente a roxa) camarão, sardinha, etc.

Fumo: Cigarro de filtro vermelho, cigarros de palha, charutinhos e charutos. Raramente fumam filtro branco.

Fundamentos: Dados brancos, dados pretos, baralhos, naipe de paus, naipe de espadas, pimentas, dendê, pólvora, navalhas, punhais (preto/ preto com branco/ preto com amarelo), facas, velas de cera, velas pretas, velas bicolores preto e branco, búzios, moedas (principalmente prata), pembas, terço, cruz, crucifixo, entre outras coisas.

Espero que vocês tenham gostado !
Salve os Malandros da Calunga, os Malandros do Cruzeiro e os Malandros das Almas !
Salve a Malandragem !


quarta-feira, 13 de setembro de 2017

As Faces de Maria: Malandra Maria Navalha


Aos que nos acompanham no Blog, ou pela página do facebook , poderão notar que essa é a última postagem sobre a série "As Faces de Maria", uma conjunção de textos que realizei, diferenciando as formas de Maria Navalha se apresentar nos terreiros de umbanda, com seus arquétipos, trejeitos e características. A última face é a origem de toda minha trajetória com minha guardiã, seus ensinamentos e o principal motivo para eu começar esse blog.

Depoimento da Autora : "Há 7 anos atrás eu ouvi falar desse nome, Maria Navalha, e já ouvi como Malandra mesmo, eu fiquei curiosa sobre ela, não tinha nada em livros, apostilas, o material era escasso, então por ordens da espiritualidade, por intuição, amor, carinho, gostar de aprender e ensinar, comecei a me aprofundar na busca por "Maria", comecei a ler sobre ela, copiar textos, procura - la em todos os terreiros, nas casas dos amigos, mas ela parecia tão distante, rara. Mesmo assim, não desisti, continuei minha jornada, após aprender um pouco com a Malandra do Cabaré sobre a linha das Malandras, aguardei ansiosamente o dia que Maria ia "incorporar" no meu terreiro, ela foi bem simples, depois da primeira vieram muitas outras, tanto Navalhas, quanto diversas Malandras diferentes. Eu tive contato com a minha através de um longo trabalho, faltava aceitação plena da minha capacidade mediúnica, faltava acreditar nas minhas entidades, faltou fé e acreditar que Maria estava nos meus caminhos, e queria me ensinar diretamente, com minha intuição e humildade.
Quando finalmente acreditei e conheci mais sobre a minha, tudo deslanchou, comecei a escrever mais sobre todas as Malandras, sobre a linha, mistérios, fundamentos, foi e é uma grande satisfação fazer parte da honraria de Maria, não me sinto sozinha, desamparada ou insegura, Maria me defende, me ensina, me acalenta, me encanta, me esclarece, me envolve com muito amor e luz, é assim que a falange da Malandra Maria Navalha trabalha, com imensa fraternidade e amizade com suas médiuns, existem muitas Marias, Navalha na nossa vida?
Só uma."

Priscila - Editora e Criadora Oficial do Blog Malandros e Malandras.


Sobre o inicio da Linha de Malandras eu escrevi algumas vezes, existia um texto sobre elas terem começado na década de 50, eu o escrevi, mas continham erros, coisas para serem lapiadas, por isso o apaguei, mas ele ainda circula na internet. Quando eu escrevi esse texto, eu estudava muito pouco sobre Malandras e Malandrinhas, e também não escutava minha intuição e os ensinamentos da Navalha da Lapa (minha mentora), por isso eu já desmistifiquei muita coisa sobre ele ao longo desses anos, mas plagiadores continuam copiando sem explicarem os fundamentos corretamente.
A linha realmente ganhou força há algumas décadas, pelos motivos expostos em outros textos aqui no blog, antes eram só consideradas como "Pombagiras", o termo Malandra demorou a se firmar, popularizar, ganhar respeito e ser objeto de estudo, também existiram tantas e tantas confusões, que eu escreveria o dia inteiro, e ainda faltariam horas.
O importante é que em quase qualquer terreiro existe um trabalho sério com respeito as Malandras e Malandrinhas, seus fundamentos estão sendo cada dia mais conhecidos, estudados e respeitados, elas não ficam sob a sombra de Malandros e Malandrinhos, mas atuam na mesma linha, com reciprocidade, gentileza e cordialidade. Os adeptos também perceberam que elas trabalham de modo independente, pois os fundamentos são parecidos, mas não exatamente iguais.
As Malandras trabalham com ginga, trazem sofrimentos em suas histórias encarnadas, mas trazem muita força de vontade, garra, fé, luta e enorme superação.
Tem como característica a determinação, empoderamento, igualdade e a compaixão, principalmente por nós mulheres, que tanto batalhamos todos os dias.
As Malandras são nossas amigas, são as guerreiras, as eximias lutadoras, que nunca irão esmorecer com uma ofensa ou calúnia, porque antes de tudo, são o que são, mulheres que tem orgulho de serem mulheres.
Características:

Indumentária: A mais variada possível, utilizam calças, saias, branco, branco e vermelho, preto e branco, preto e vermelho, camisas, blusas, chapéus de todos os tipos e também utilizam bengalas (só é mais raro). Variam muito no uso de jóias, algumas gostam, outras não, algumas utilizam anéis e cordões de são jorge, cordão de aço, flores no chapéu, tudo depende da entidade.

Bebidas: Cerveja branca, cerveja preta, Whisky, conhaque, gim, cachaça, cachaça com mel e muitas outras.

Comidas: Todas as Comidas da Malandragem.

Fumo: Cigarro de filtro vermelho, cigarro de palha, charutos, charutinhos, varia muito.

Fundamentos: Baralhos, dados, moedas, capoeira, sambas (samba de roda, samba raiz, samba de breque, partido alto, etc), bolas de sinuca, lenços, navalhas, punhais, naipe de ouros, entre muitos outros.

Eu espero que vocês tenham gostado,
Muito Axé para todos e Salve a Malandra Maria Navalha !



As Faces de Maria: Pombagira Maria Navalha


Olá amigos seguidores, irmãos de axé, companheiros de jornada, antes de iniciar mais um texto, quero deixar claro que foi muito difícil estudar sobre esse tema, desde que me conheço por gente, o que vi em umbandas, em toda minha trajetória como umbandista eu tive imensa dificuldade de entender o mistério de Maria sob a corruptela Pombagira. 
Apesar de ter grandes amigos que a tem como guardiã, sempre aprendi, vi e conheci suas outras faces (Mestra, Baiana e principalmente Malandra), a minha Maria também sempre me passou que é uma Malandra, porém, após alguns anos, muito estudo, aprendizagem, evolução e humildade, comecei a compreender que Maria Navalha usa de vários arquétipos para exercer seu trabalho nos terreiros. 

Antes de estudarem mais a fundo sobre seu mistério nos terreiros, ou começarem os desenvolvimentos com Malandros e Malandras, ela não era aceita, nem como Pombagira, muito menos como Malandra. As antigas zeladoras a temiam, muitos tinham preconceito, sua fama era ruim, suas histórias mal contadas, Maria não simbolizava luta, na visão errônea e preconceituosa, nossa Maria era só dor. Muitos dirigentes lhe torceram o nariz, afirmaram que era "perigosa", hoje ela é popular em muitos terreiros, comanda giras de malandragem, fazem festas, homenagens, sambas, músicas, eventos, mas nem sempre foi assim.

A Maria Navalha que se apresentava como Pombagira muito antigamente, é bem diferente da Malandra que conhecemos, ela é extremamente séria, era muito rara, mais raro ainda seu trabalho ser desenvolvido. Existem casas que não sabiam ao certo o que Maria era, diziam ser dama das comadres por vestir vermelho, mas ela quis jogar baralho, então muitos para zombar disseram: é um Malandro. Muito pior quando Maria afirmou usar calças, a calça foi o grande marco da linha das Marias Navalha, e tem muitas explicações para ela. Essa parte da indumentária era roupa de muitas quando encarnadas, algumas por simplesmente quererem ficar mais a vontade, outras por não aceitarem o papel feminino (saias longas, anáguas, ser dona de casa, não poder beber, brigar, amar muitos homens ou amar mulheres). Até disso falaram, muitos para desmerecerem ela, falaram dos amores do passado, dos amores impossíveis de algumas, falaram que era "Sapatão". Não existe sexualidade para uma entidade, existe prazeres das suas vidas encarnadas, que nada alteram seu trabalho espiritual. Os Malandros e Malandras foram homens e mulheres como nós, amaram, erraram, acertaram, tiveram amigos, inimigos, empregos, jogos, famílias, religiões e todas as coisas que fazem parte da humanidade. Essa "peça" de roupa também foi o divisor de águas para as Malandras se apresentarem, elas através disso, começaram a incorporar mais nos terreiros, trazendo espíritos que por muito tempo lutaram pra fazer o que gostavam, para trabalhar em empregos "masculinos", para lutar, para gingar capoeira, para serem reconhecidas como mulheres no meio de tantos homens, para poderem se apresentar como "Malandras". Mas Maria não se deixou abater, ela seguiu em frente na Umbanda, hoje, graças a Maria, podemos dizer que existe espaço para essas moças, existe um bom caminho, oferendas, saudações e muita devoção. Hoje existe um trabalho para todas as faces de Maria, porém quase qualquer terreiro reconhece que existem Malandras. Não mais só um arquétipo, ou Navalha Pombagira, ou os termos usados antigamente "Pombagira Malandreada", "Pombagira Malandra", muito utilizados quando a linha ainda não estava estabelecida, no momento que ainda era pouco conhecido o trabalho de Maria, ou terreiros que não acolhiam "Malandras".

Alguns poucos terreiros ainda trabalham com o arquétipo Pombagira, eu parei de condenar, parei de julgar os que são diferentes de mim, porque se louvam com fé e a entidade atende, com certeza Oxalá está ali.

Características da Pombagira Maria Navalha:

Indumentária: Uma grande característica, elas raramente usam chapéu, as que conheci não usam.
Gostam de vermelho, preto e dourado. Utilizam jóias, principalmente na cor dourada ou ouro velho. Apreciam saias, também não conheço as que usam calças, não existe uma proibição quanto a isso, porém elas são mais femininas que qualquer outra face de Maria, são as que gostam de saias, maquiagens, os trejeitos de Pombagiras.

Fumo: Cigarros (cigarrilhas) de todos os tipos, principalmente filtro longo.

Bebidas: Gostam de champanhe, licor de anis, cachaças. Apreciam taças.

Comidas: Gostam de Padê com bastante dendê, pimentas, carnes, não tendo muita preferência por flores.

Sua principal Arma são punhais, mas podem eventualmente utilizar navalhas (navaletes).

Nem sempre utilizam oráculos, essa é uma das diferenças entre elas e as Malandras, também não é obrigatório terem dados ou baralhos em seus fundamentos.

Obs 1: Não falarei de outras Pombagiras, tendo em vista que já existe bastante material sobre as guardiãs. E o blog tem enfoque em Malandras e Malandros.

Obs 2: Eu não acreditava nessa entidade, mas fui humilde em entender que existe, assim como seus raros médiuns, porém, continuo cultuando como Malandra (Baiana/Juremeira) no meu terreiro. Nada contra terreiros que cultuam como Pombagira, na minha banda ela só se apresenta com as outras faces.

Obs 3: Essa postagem é única e exclusivamente para entendermos porque Maria tem muitas faces, as diferenças entre as Marias, mas não deve servir como pauta de discussões inúteis como : "Navalha só existe de tal forma", "Navalha Malandra não existiu". Respeite a umbanda que seu irmão pratica, mas também respeitem as Navalhas Malandras, Juremeiras e Baianas.

Obs 4: Você pode ter uma Pombagira Maria Navalha e uma Malandra Maria Preta, ou uma Pombagira Maria Mulambo e uma Malandra do Cais, você não terá uma Malandra Maria Navalha e uma Pombagira Maria Navalha, mesmo que de falanges diferentes, pelo simples fato que você precisa trabalhar com uma dessas energias e equilibrar, você vai aprender com uma falangeira de Navalha de alguma face, mas terá outras mulheres para aprender (Padilhas, Mulambos, Meninas, Figueiras, etc).

Obs 5: Elas costumam trabalhar de acordo com sua Falange e acompanham o Exu do Médium:
Exemplo: Navalha das Almas - Exu Caveira, não necessariamente com Malandros, aliás seu trabalho é focado na Linha de Esquerda, e suas atuações com Exus, Exus Mirins e Pombagiras.

Estou a disposição para qualquer dúvida !
Muito Axé pra todos vocês !

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Pontos Riscados da Malandros e Malandras:

Boa noite irmãos de axé, amigos, seguidores, fiéis leitores do blog. Obrigada a todos pelo carinho, elogios, criticas, por toda a ajuda recebida. Obrigada aos que colocam "ver primeiro" no ícone seguindo, ao lado do curtir da página, aqueles que acreditam no nosso trabalho e não perdem uma postagem. Conforme o nosso combinado, hoje irei fazer um texto dedicado aos 3.000 seguidores da nossa página.

Pontos Riscados da Malandragem:

Os pontos riscados são os elementos mais utilizados dentro do rito umbandista, todas as entidades de umbanda riscam pontos, exceto Orixás. Qualquer entidade utiliza dessa simbologia mágica para diversos fins, abrir portais, fortalecer trabalhos, condensar energias, potencializar forças, muitos são os objetivos dessa grafia ancestral. Quando uma entidade risca um ponto, vai muito além de desenhos aleatórios, as pessoas sem o devido conhecimento, respeito e estudo, não conseguem a compreensão necessária para entender que não é um só um conjunto de símbolos, mas uma verdadeira marca que manipula energias, sendo também forma de trabalho de cada espirito.
Com os Malandros e Malandras não poderia ser diferente, todos eles também utilizam pembas, a tábua de ponto, o uso de símbolos, mandalas, cada um tem o seu registro, ou seja, seu ponto de identificação.

Os Pontos Riscados basicamente se dividem em:

* Pontos de Identificação: É o ponto máximo da entidade, esse é o ponto que consagra, a identifica, é o que ele recebeu como selo mágico no astral.

* Pontos de Trabalho: São pontos desde o mais básico, utilizado para trabalhos simples, até pontos complexos, para trabalhos em que são necessários maiores fundamentos.

Quando uma entidade risca seu ponto de identificação, é quando ela já irá afirmar seu nome espiritual + Falange (Campo de Atuação). Exemplo: Maria Preta da Estrada. 

Maria Preta = Nome espiritual, em alguns terreiros é tida como primeira falange.
Estrada = Falange de trabalho, é a falange pela qual a entidade será conhecida no terreiro.
Nesse mesmo dia, dizendo seu nome, a entidade irá riscar o ponto para ser confirmada. Esse é o selo mágico pelo o qual ela é identificada no astral e tida como entidade firme no desenvolvimento.

Os Pontos de trabalho são pontos diversos, riscados em giras com fins específicos, nem sempre esses pontos serão explicados por completo, pois o objetivo deles é firmar trabalhos. Existem Pontos de Defesa e Ataque (Demanda), saúde, prosperidade, caminhos abertos para amor, emprego, e muitas outros.

Os Símbolos utilizados por Malandros e Malandras são os que os consagram dentro de sua linha, os elementos que eles utilizam vão desde ícones de orixás até grafias de seus fundamentos. Porém, um Malandro não tem necessidade de riscar, já que ele tem os elementos a mão.

Exemplo: Um Malandro pode riscar um 7 de ouros, mas ele tendo a carta ali, pode apenas manipular a carta.

Já um Exu não tem um tridente de ferro, então para manipular aquela energia, risca um tridente. Essa basicamente é a explicação principal para Malandros nem sempre riscarem, mas qualquer entidade de umbanda risca, basta o terreiro estudar e conversar sobre isso.

O que Malandros e Malandras podem riscar:

Suas Armas astrais (Gilete, navalha, punhais, facas, etc).
Naipes, cartas de baralho, dados, números (Sim, Malandros e Malandras sabem contar), búzios, bengala, chapéu, lua, sol, estrelas, corações (Pode significar o naipe de copas, amor ou Oxum), setas, semi - círculos, círculos (Mandalas), cruzeiro, cruz, flores, Morro, listras parecendo águas (Cais, Iemanjá, Oxum, Beira do Cais), Estrada, cigarro, charutos, moedas, tem tantas coisas que um texto não daria para escrever rs.

A Malandragem costuma utilizar pemba branca, vermelha e preta (raramente), mas podem usar outras cores.


 É importante para nós desmistificarmos certas coisas: 

- Malandro risca ponto sim, como qualquer entidade de umbanda.

- Ponto é forma de magia, é ferramenta de trabalho.

- Nem sempre terá tridentes em pontos de Malandros e Malandras, aliás raramente terá. E quando houver, é provável trabalho intercruzado com Exu.

- Pontos riscados fazem parte da liturgia umbandista, é uma magia que se perde dia após dia, com as modernidades nos terreiros, a ignorância, a falta do estudo, o desinteresse de médiuns e dirigentes, o animismo e a mistificação (Já que as pessoas pesquisam pontos na internet, querem riscar logo, não esperam a entidade "firmar", dirigentes mal preparados), enfim uma série de coisas.

- Dirigentes de Umbanda podem riscar pontos antes das giras, com o auxilio de suas entidades, esses pontos serão de trabalho, intuitivos, firmados e com muita seriedade. Exemplo: *Ponto riscado do Caboclo Mirim, antes da Gira de Caboclos, aquele ponto será riscado pelo dirigente, mas com a entidade lhe intuindo a grafia.

Espero que vocês tenham gostado.
Se houver qualquer dúvida, estarei a disposição de vocês.
Muito Axé e Salve a Malandragem !

 
Eu fiz esse desenho de Ponto riscado como exemplo, apenas para demonstrar para vocês o que seria um Ponto riscado de Malandro, com intuição da Navalha. Esse ponto é para defesa.

Explicação:

* Navalha - Arma astral, defesa, proteção. (Sob o fio da minha Navalha só os mentirosos).

* Número 7 - Número cabalístico, todos sabem o quanto esse número é importante para os diversos graus de magia.

* Uma seta para baixo, uma para cima - Navalha (Malandra) atacando e defendo ao mesmo tempo.

* Cruzes - Auxilio de Malandro das Almas.

* Lua - Feminino, ancestralidade, a noite, magia.

Os outros dois símbolos não tenho autorização para falar.

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