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terça-feira, 15 de agosto de 2017

Pontos Riscados da Malandragem:

Boa noite irmãos de axé, amigos, seguidores, fiéis leitores do blog. Obrigada a todos pelo carinho, elogios, criticas, por toda a ajuda recebida. Obrigada aos que colocam "ver primeiro" no ícone seguindo, ao lado do curtir da página, aqueles que acreditam no nosso trabalho e não perdem uma postagem. Conforme o nosso combinado, hoje irei fazer um texto dedicado aos 3.000 seguidores da nossa página.

Pontos Riscados da Malandragem:

Os pontos riscados são um dos elementos mais utilizados dentro do rito umbandista, todas as entidades de umbanda riscam pontos, exceto Orixás. Qualquer entidade utiliza dessa simbologia mágica para diversos fins, abrir portais, fortalecer trabalhos, condensar energias, potencializar forças. muitos são os objetivos dessa grafia ancestral. Quando uma entidade risca um ponto, vai muito além de desenhos aleatórios, as pessoas sem o devido conhecimento, respeito e estudo, não conseguem a compreensão necessária para entender que não é um só um conjunto de símbolos, mas uma verdadeira marca que manipula energias, sendo também forma de trabalho de cada espirito.
Com os Malandros e Malandras não poderia ser diferente, todos eles também utilizam pembas, a tábua de ponto, o uso de símbolos, mandalas e cada um tem o seu registro, ou seja, seu ponto de identificação.

Os Pontos Riscados basicamente se dividem em:

* Pontos de Identificação: É o ponto máximo da entidade, esse é o ponto que consagra, a identifica, é o que ele recebeu como selo mágico no astral.

* Pontos de Trabalho: São pontos desde o mais básico, utilizado para trabalhos simples, até pontos complexos, para trabalhos em que é necessário maiores fundamentos.

Quando uma entidade risca seu ponto de identificação, é quando ela já irá afirmar seu nome espiritual + Falange (Campo de Atuação). Exemplo: Maria Preta da Estrada. 

Maria Preta = Nome espiritual, em alguns terreiros é tida como primeira falange.
Estrada = Falange de trabalho, é a falange pela qual a entidade será conhecida no terreiro.
Nesse mesmo dia, dizendo seu nome, a entidade irá riscar o ponto para ser confirmada. Esse é o selo mágico pelo o qual ela é identificada no astral e tida como entidade firme no desenvolvimento.

Pontos de trabalho são pontos diversos, riscado em giras com fins específicos, nem sempre esses pontos serão explicados por completo, pois o objetivo deles é firmar trabalhos. Existem Pontos de Defesa e Ataque (Demanda), saúde, prosperidade, caminhos abertos para amor, emprego, e muitas outras.

Os Símbolos utilizados por Malandros e Malandras são os que os consagram dentro de sua linha, os elementos que eles utilizam vão desde ícones de orixás até grafias de seus fundamentos. Porém, um Malandro não tem necessidade de riscar, já que ele tem os elementos a mão.

Exemplo: Um Malandro pode riscar um 7 de ouros, mas ele tendo a carta ali, pode apenas manipular a carta.

Já um Exu não tem um tridente de ferro, então para manipular aquela energia, risca um tridente. Essa basicamente é a explicação principal para Malandros nem sempre riscarem, mas qualquer entidade de umbanda risca, basta o terreiro estudar e conversar sobre isso.

O que Malandros e Malandras podem riscar:

Suas Armas astrais (Gilete, navalha, punhais, facas, etc).
Naipes, cartas de baralho, números (Sim, Malandros e Malandras sabem contar), búzios, bengala, chapéu, lua, sol, estrelas, corações (Pode significar o naipe de copas, amor ou Oxum), setas, semi - círculos, círculos (Mandalas), cruzeiro, cruz, flores, morro, listras parecendo águas (cais, Iemanjá, Oxum, beira do Cais), estrada, cigarro, charutos, moedas, tem tantas coisas que um texto não daria para escrever rs.

A Malandragem costuma utilizar pemba branca, vermelha e preta (raramente), mas podem usar outras cores.


 É importante para nós desmistificarmos certas coisas: 

- Malandro risca ponto sim, como qualquer entidade de umbanda.

- Ponto é forma de magia, é ferramenta de trabalho.

- Nem sempre terá tridentes em pontos de Malandros e Malandras, aliás raramente terá. E quando houver, é provável trabalho intercruzado com Exu.

- Pontos riscados fazem parte da liturgia umbandista, é uma magia que se perde dia após dia, com as modernidades nos terreiros, a ignorância, a falta do estudo, o desinteresse de médiuns e dirigentes, o animismo e a mistificação (Já que as pessoas pesquisam pontos na internet, querem riscar logo, não esperam a entidade "firmar", dirigentes mal preparados), enfim uma série de coisas.

- Dirigentes de Umbanda podem riscar pontos antes das giras, com o auxilio de suas entidades, esses pontos serão de trabalho, intuitivos, firmados e com muita seriedade. Exemplo: *Ponto riscado do Caboclo Mirim, antes da Gira de Caboclos, aquele ponto será riscado pelo dirigente, mas com a entidade lhe intuindo a grafia.

Espero que vocês tenham gostado.
Se houver qualquer dúvida, estarei a disposição de vocês.
Muito Axé e Salve a Malandragem !

 
Eu fiz esse desenho de Ponto riscado como exemplo, apenas para demonstrar para vocês o que seria um Ponto riscado de Malandro, com intuição da Navalha. Esse ponto é para defesa.

Explicação:

* Navalha - Arma astral, defesa, proteção. (Sob o fio da minha Navalha só os mentirosos).

* Número 7 - Número cabalístico, todos sabem o quanto esse número é importante para os diversos graus de magia.

* Uma seta para baixo, uma para cima - Navalha (Malandra) atacando e defendo ao mesmo tempo.

* Cruzes - Auxilio de Malandro das Almas.

* Lua - Feminino, ancestralidade, a noite, magia.
Os outros dois símbolos não tenho autorização para falar.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Interpretação de um Ponto Cantado de Maria Navalha:

"Eu tava lá no Morro, mandaram me chamar,
avisei pros meus amigos, é um pé lá e outro cá.

Afiei minha Navalha, pra garantir minha chegada,

Eu sou Maria Homem, eu sou Maria Navalha.

Mas seja meu amigo moço, seja o meu camarada,
Se precisar de ajuda, é só chamar minha navalha.
Le le ô, muito sangue já rolou,
Le le á, muito sangue vai rolar ..." 
(Autoria de Bento Ferraz)


Interpretações do Ponto a partir de intuições de Maria.

No trecho " Eu tava lá no Morro, mandaram me chamar.." 
É uma representação do campo astral aonde Malandros ficam. O morro descrito é o Morro no plano invisível.
"Avisei para os meus amigos, um pé lá e outro cá." 
O fundamento próprio da entidade, fazendo trabalhos quase que simultâneos, ao lado de outros malandros. Um trabalho de caridade no nosso plano, e a continuidade no plano astral.
"Afiei minha Navalha, pra garantir minha chegada" 
Independente do pedido, demanda, problema, a entidade já está preparada, fundamentada e munida com sua arma astral. (No caso uma Navalha).
"Eu sou Maria Homem, eu sou Maria Navalha" 
Auto afirmação da Maria que luta, a Navalha que superou dificuldades e preconceitos.

"Mas seja meu amigo moço, seja o meu camarada,
Se precisar de ajuda, é só chamar minha navalha." 
A entidade mostrando que se estivermos em perigo, dificuldades, mas confiarmos nela, ela estará conosco. Tudo depende da nossa fé.

"Le le ô, muito sangue já rolou,
Le le á, muito sangue vai rolar." 
Muitos já foram os problemas, mas se vierem mais demandas, estaremos a postos para te socorrer.

Na sua casa tem aula de pontos cantados ?
As entidades trazem seus pontos ?

Você tem intuição do ponto da sua entidade ?

Você já escreveu músicas para as entidades ?
Você sabe dos fundamentos dos pontos ?
Os significados por trás de cada um ?
Você sabia que pontos são mensagens espirituais codificadas ?
Vamos estudar, porque Umbanda tem fundamento, é preciso preparar.

Maria Navalha do Morro.

Homenagem a Zé Pelintra do Morro:


"Subiram o Morro todo e mandaram me chamar,
Seguraram minha nega, pra poder me pegar,
Minha pretinha me chamou, e por ela que eu desci,
O Malandro que é Malandro jamais pensa em fugir.
A vida é um jogo, só não perde quem tentou,
Eu perdi a minha vida, por causa do meu amor.
Saravá a Malandragem, é nela que eu tenho fé,
Eu me chamo Zé do Morro e vim trazer o meu axé.
E vim trazer o meu axé, e vim trazer o meu axé,
Eu me chamo Zé do Morro e vim trazer o meu axé."

Salve a Malandragem 
Salve Zé Pelintra do Morro 😏🔓🌹

Pontos Cantados do Malandro Zé do Cais:

"Ele é Malandro e trabalhava lá no Cais, 
Por onde passava, as mulheres corriam atrás, 
Andou na Lapa, um parceiro de verdade,
Mas tinha um dilema, não aceita falsidade. 
Por onde passava, chamava atenção, 
Meu amigo Zé do Cais, me dê a sua proteção." 

"Zé o que te faz esperar,
Estou esperando as almas que vem do mar.
Fui malandro e beberrão,
Trabalhava todo dia,
Era na atracação,
Que eu ficava a esperar.
Quando vinha lá nas ondas, as almas que vem do mar,
Quando vinha lá nas ondas, as almas que vem do mar"

Autores: Jorge Raffael e Rai Neto.
Salve Zé do Cais !

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Malandro Zé do Cais

Olá irmãos de axé, amigos, seguidores, faz mais ou menos uma semana que esse Malandro entrou em contato comigo, juntamente com minha Maria Navalha para ensinar as pessoas sobre ele. Sua energia tranquila, serena, porém forte, cruzou - se com meus pensamentos, então vou escrever o pouco que sei, conforme eles me passaram.
A primeira coisa que ele e a Navalha me pediram foi pra desfazer a confusão entre Marinheiros e Malandros, algo que as pessoas vem popularizando isso sem estudar. Esse lindo espirito, trabalhador exímio do Cais, Beira do Cais, Portos e colônias de pescadores, sucinta que Marinheiro é Marinheiro, Malandro é Malandro, entretanto a linha que o espírito vai trabalhar no Terreiro de Umbanda é decidida bem antes do seu contato com médium (desenvolvimento), ou seja, ele é determinado a trabalhar com uma dessas linhas, podendo, ou não trabalhar intercruzado. Não existe Marinheiro Malandro, assim com a palavra junta, isso não é uma falange, o que existem são inúmeros espíritos que foram pescadores, estivadores, marujos, trabalhadores do cais, escravos e até boêmios que se encontravam nessas localidades, esses mesmos foram posteriormente designados a trabalhar como Marinheiros na linha da Marujada da Umbanda, ou como Malandros de Umbanda. O Malandro que trabalha intercruzado com o Marujo não se torna um Malandro Marinheiro, ou vice - versa, mas um Malandro com ligações a esse povo, o contrário também acontece, com marinheiros que podem, ou não trabalhar com Malandros, porém, isso é complexo e completamente raro.
Existem muitas casas de umbanda, que não fazem giras de malandros ou marinheiros separadas, cada gira única com sua energia própria, então intercruzam chamando essas duas linhas juntas, não cabe a nós julgar esses trabalhos, pois muitos marinheiros não obtém reconhecimento para trabalhar, então encontram isso como única forma de exercer a caridade. Contudo, eu prefiro que as giras sejam completamente distintas, separadas, por múltiplos fatores, um deles é que todos os médiuns tem marinheiros, malandras e malandros, sendo que todos precisam do espaço para trabalhar, outro fator é que as energias cruzadas podem interferir em alguns trabalhos específicos. Também prefiro todas as giras separadas por questões energéticas, mas respeito casas que fazem trabalhos cruzados, por suas doutrinas e tradições. Exemplos: Malandros/Baianos, Malandros/Exus, Malandros/Marinheiros, Malandros/Exus Mirins.
Voltando a falar do Zé do Cais, ele é um belíssimo Malandro, ele realmente trabalhou, viveu no cais e toda sua trajetória está junto dos Portos, mercados populares, feiras regionais, com estivadores, marinheiros, prostitutas e vadios (termo vadiagem em construto histórico). A sua falange também faz parte dos sub chefes composta principalmente por homens que tem trajetórias ligadas a essas coisas.
Um Malandro extremamente educado, simples, humilde e gentil, valoriza seus médiuns como bons amigos, costuma ter roupagem fluídica como jovem, se apresenta jovem, apesar de uns raros na falange serem mais velhos. Muito sedutor, mas na medida certa, é galante com mulheres, sempre muito flexível e um grande trabalhador nas emoções. Leva em seu chapéu nossas dores, desamores, tristezas, mágoas e uma infinidade de sentimentos ruins, positivando nosso chakra cardíaco no que condiz ao amor, harmonia e felicidade. Por isso devemos cuidar dele com carinho, respeito e muito agrado.


Características:

Cores: Branco, vermelho, azul claro, azul escuro, cinza e raramente preto.
Indumentária: Calça branca, calça preta, calça cinza. Camisas azul clara/azul escuro/cinza ou branca (Sim, ele pode usar tudo branco). Chapéu simples, podendo até ser de palha de boa qualidade, mas gosta muito do chapéu branco com fita azul.

Fumo: Cigarro de filtro branco/vermelho e cigarro de palha.

Bebida: Coquinho, pinga com mel (melado/meladinha), cerveja branca, rum, gim, cachaça pura.

Comida: Quase todos os petiscos do Mar, principalmente sardinha (Em 7, fritas no dendê), manjubinha, camarão frito e ovos de codorna.

Fundamentos: Moedas (principalmente antigas), naipe de paus, naipe de copas, dados brancos, dados vermelhos, dados coloridos, dados azuis, dados cinzas, búzios, chaves, baús, flores, pregos, velas brancas, velas azuis.


Salve a Malandragem !
Salve Zé do Cais !

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

As Faces de Maria: Mestra Maria Navalha


Olá amigos seguidores, hoje vou explicar um pouco sobre a outra face de Maria, uma das mais deturpadas com certeza, a mestra Maria Navalha, que também já foi chamada de Amália (Amalha), com diversas histórias atreladas a Zé Malandro e a outros mestres da Jurema Sagrada, vou tentar esclarecer com muito carinho, humildade e fé sobre essa linda catimbozeira, apontando as diferenças dela para suas outras "faces".

A Mestra Maria Navalha tem seus fundamentos pautados no Catimbó (Culto da Jurema), proveniente em sua grande parte no Nordeste brasileiro, ainda que existam cultos semelhantes no Norte do país, ela que tem seu legado atrelado a Recife (Pernambuco), ao Mercado São José, as Ruas da Guia, Apolo e Judeu, como também ao Cais do Porto Pernambucano. A História da bela Mestra tem a referencia do Zé Malandro (Mestre), a sua irmã Anália (Nome que vez ou outra confunde - se ao seu) e ao Bairro Casa Amarela, sempre apontada como uma belíssima mulher, que trabalha astralmente com bons caminhos, defesas e no combate as negatividades semelhante as suas outras faces. A SUA história de encarnada também tem sofrimento, quase como todas as que conhecemos, o que faz da Mestra Maria Navalha, diferente da Malandra, Baiana ou Pombagira é a sua forma de atuação, ela trabalha muito diferente quando acostada na sua médium lá no culto nordestino. Ela tem acesso a portais, linhas, elementos, alcances e manifestações completamente diferentes das outras.

 A Mestra Maria Navalha não é só regionalista, ela traz consigo todo o conhecimento ancestral da ciência da Jurema, ela traz as ervas, a cura, o sagrado da natureza. As semelhanças entre ela e as diversas faces de Maria reside na luta da mulher, os direitos das mulheres, a feminilidade, a emancipação feminina, a ancestralidade, o sagrado feminino, a garra, coragem e a força, mas seus trabalhos são essencialmente diferentes.

A Encantada Mestra traz seus fundamentos voltados ao Catimbó nordestino, podendo ou não conter muitos elementos, pois apesar de Jurema ser diferente de Umbanda, lá também existem esferas de evolução. Os Mestres e Mestras se tratam com respeito, carinho, cada qual trabalhando em sua erva, função magística, densidade energética, propósito, encanto e mistério, mas sem deixar de respeitar o que o outro encantado se propõe. Também respondem espiritualmente a outros Mestres mais velhos, mais fortes* (Evolução*)
Apesar do grande sofrimento que essa linhagem de espíritos compõem o termo Mestra Maria Navalha, todas são muito fortes, valentes, destemidas, para não dizer bravas rs, são tidas como onças, que defendem que é seu sem medir esforços, tanto quando eram encarnadas, como depois de passarem pelo processo de encantamento. A Mestra Maria Navalha não tem haver com a Malandra Maria Navalha, mas algumas Malandras, não só Maria Navalha, trazem consigo os mistérios do catimbó, porque muitas em suas vidas encarnadas tiveram contato com o culto, por isso não é de se estranhar que algumas Malandras tenham essa referência, isso quando não vem de vidas enraizadas no Nordeste. Porém, a Mestra Maria Navalha que se apresenta nos Cultos de Jurema mais ruralistas, interioranos no Nordeste raramente tiveram contato com as formas de atuação das Malandras, Pombagiras ou Baianas, são coisas muito distintas, essas Mestras Juremeiras nem sempre tem contato com outras religiões, mesmo que a casa tenha culto de Jurema, e trabalhe com Umbanda, Candomblé, etc. Astralmente essas Mestras tem suas localidades, aldeias e cidade encantada, cujo o trabalho se dá ligado a Mestres, Encantados, que inclusive tem outra frequência vibratória, escala evolutiva diferente de entidades de Umbanda.

(Mesa de Jurema)

A Mestra (Catimbozeira) Maria Navalha não tem subordinação de um Orixá, falangeiro ou qualquer denominação do tipo, pois os Mestres tem fundamentos muito diferentes de Umbanda e Candomblé, mas eles tem grande respeito pelas Divindades Africanas, a Mestra Navalha, assim como outros, trabalha com o Fumo (Mistura de Jurema e outras ervas de segredo), vinho de Jurema (Vinho tinto com segredos) terços (Ligação do Catimbó com catolicismo), raízes, cascas, frutos, sementes, ervas, garrafadas, chás, banhos, maracá, chave, bengala de mestra, cachimbo (Que pode ser de jurema, angico, junco, aroeira). A Mestra Navalha também tem sua erva principal, sua raiz, sua aldeia (cidade) e mistérios, mas isso é um segredo próprio do culto. Muitas outras coisas não puderam ser reveladas aqui, para preservação do culto, seus adeptos fazem segredo e mantém tradições veladas.

Lírios de Mestra I (Pontos de Jurema)

"Eu Vou Beber, Vou Farrear,
Para A Polícia Me Levar.
Eu Moro Em Casa Amarela,
Lá Na Encruzilhada é a minha perdição,
E Quem Quiser Saber Meu Nome,
Sou Eu Maria Navalha."

Aqui diz claramente, a mestra diz quem ela é, da onde ela vem. Que morava no Bairro Casa Amarela mas lá na Encruzilhada, tinha a sua perdição, pois era lá que morava o seu amor, Zé Malandro.

Lírio de Mestra II

"Eu a Procuro Mas Não Vejo,
Cadê Maria Navalha?
Vai Pro Japão, Jandaia.
Mulher De Malandro Tem Nome,
E Se Conhece Pela Saia.
Nego Meu, Neguinho Meu,
Nego Meu, Neguinho Meu
Ele é Preto, é Maconheiro
É Vagabundo Mais É Meu."

Lírio de Mestra III


"Oh ôôôôôô Anália
Cadê Maria Navalha
Ela é Moça Bonita
Que Se Veste Com Sete Saias."


Eu espero que vocês tenham gostado !
Muito Axé pra vocês !
Salve a Mestra da Jurema Maria Navalha !



quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Malandrinha da Estrada


Olá amigos, irmãos de axé hoje venho atender o pedido muito especial de algumas seguidoras da página, que me pediram uma postagem em homenagem a linda Malandrinha da Estrada, com carinho, humildade e fé, irei dividir com vocês o pouco que sei sobre essa linda entidade.

Malandrinha da Estrada é um nome espiritual atribuído a espíritos que tiveram desencarnes com tenra idade, espíritos que morreram jovens, mas também foram acolhidos e preparados para o trabalho espiritual. As Malandras com designação de Malandrinha tem a mesma importância que Malandras com esse termo, a nomenclatura é sempre para apontar que estes espíritos são muito novos, são moças, meninas, jovens mulheres que aceitaram trabalhar junto de suas médiuns, promovendo o bem, o amor e acima de tudo a caridade. Gostam muito de trabalhar para questões amorosas, pois não suportam verem mulheres sofrendo, principalmente suas médiuns, trazem muita feminilidade, vaidade, um grande carisma e charme, não há quem não se encante com elas. Sempre amáveis, não é ´por serem novas que deixam de cobrarem suas coisas, ou cobrar seriedade nos trabalhos, não são forçadamente exigentes, mas gostam de suas coisas arrumadas, perfumadas e serem bem tratadas. Se são menosprezadas pelo fato de serem novas, ou se veem humilhações as suas médiuns, logo partem para grande defesa. Tem um grande carinho por Maria Navalha da Estrada (Sub - Chefe), por Malandra da Estrada e seu Zé Pelintra da Estrada, costumam ser "apadrinhadas" por eles, para executar os serviços espirituais com maestria. Normalmente suas vidas encarnadas tem últimas trajetórias aqui no Rio de Janeiro, mas nada impede que tenham vindo de outros estados, são ligadas a Malandragem carioca, aos seus fundamentos, costumes e tradições. Sua principal manifestação popular é o samba, o samba de roda, muito na raiz de suas alegrias e amores. Gostam de sambar logo quando chegam, encantando a todos com seu gingado, beleza e habilidade.

Características:

Cores: Vermelho, branco e raramente preto, mas podem usar outras cores.

Indumentária: Usam mais saias do que calças, mas nada impede que peçam calças.
Gostam de chapéus de qualidade e muito trato com suas coisas, que devem sempre estar separadas, organizadas e cuidadas.
Podem usar blusa listrada branca e vermelha (opcional).

Bebidas: Podem beber quase qualquer coisa, mas sua preferencia é a cerveja branca.

Comidas: Gostam de pratos arrumados, comidas enfeitadas, com capricho e carinho. Fazem bom gosto do salame e linguiça calabresa.

Fumo: Gostam de filtro branco e filtro vermelho.

Fundamentos: Samba de roda, cigarro, velas vermelhas, dado vermelho, dado colorido, baralhos, naipe de copas, naipe de ouros, perfumes, flores (rosas), pimentas (principalmente dedo de moça), saias com roda, punhais.

Espero que vocês tenham gostado !

Axé e Salve a Malandrinha da Estrada.

Imagem da Loja Arte Esotérica.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

As faces de Maria: A Baiana Maria Navalha :


Olá amigos seguidores, hoje vou escrever sobre uma face pouco conhecida de Maria Navalha, a sua forma de trabalho na Linha dos Baianos (Nordestinos) da Umbanda Sagrada. Essa face de atuação, é muito mais comum em São Paulo, devido a grande difusão dessa linha na Umbanda "Paulista", a Maria Navalha baiana é completamente regionalista, ou seja, ela é muito mais ligada aos costumes nordestinos do que ao arquétipo Malandragem comumente projetado no RJ. A Baiana Maria Navalha tem grande ligação com os retirantes, os sertanejos, os violeiros, principalmente as parteiras, ela em si tem ligação com o cuidado a família, como boa mulher nordestina, defende seus médiuns, sua família e é pra lá de arretada. Gosta muito de cuidar de crianças, mulheres e dos menos favorecidos, teve vida difícil, sempre tendo uma palavra de esperança e superação como as entidades de luz da umbanda.

Características:

O que é mais importante falarmos é que suas nuances e preferências, condizem com baianos, não necessariamente com malandras, pombagiras ou mestras catimbozeiras.
Gosta de coquinho, cachaça, cachaça com mel (pinga com melado/meladinha), fumo de palha (cigarro de palha), fumo de rolo, cigarro de filtro branco, panos de cabeça (torço/ojá), lenços, chapéus de palha ou o mais simples possível, saias com roda, coco seco, argolas, pulseiras, colares, punhais, peixeiras (facas/apenas no astral/ raramente na mão de médiuns), dendê, comidas nordestinas (principalmente a farofa).

Algumas das Falanges de Maria Navalha na Linha de Baianos:

Maria Navalha de Alagoas, Maria Navalha do Maranhão, Maria Navalha do Sertão de Pernambuco, Maria Navalha do Recife, Maria Navalha do Sertão do Piaui, Maria Navalha da Paraíba, Maria Navalha do Rio Grande do Norte, etc.

Obs: Essas falanges correspondem as formas de atuação dos Baianos da Umbanda, não as falanges de Malandros e Malandras.

Espero que vocês tenham gostado ! 

Salve Maria Navalha ! É da Bahia meu pai !
Salve a Baiana Maria Navalha !

terça-feira, 4 de julho de 2017

Maria Navalhada, Sete Navalhadas, Maria das Sete Navalhas, Sete Facadas e Sete Punhais:

Olá amigos, seguidores, irmãos de axé, hoje venho trazer um pouco mais das mulheres da esquerda, que podem trabalhar como pombagiras ou como malandras, as senhoras da lâmina, as mulheres do corte, as sérias moças que trabalham no fio da Navalha, espero que vocês gostem.
Vamos diferenciar todas elas, e antes de fazer isso, é importante dizer, elas não são a mesma classe de espíritos, cada um desses nomes é um agrupamento espiritual, com coisas semelhantes em alguns aspectos, mas não em sua totalidade. Também precisamos desfazer o nó utilizados por alguns em dizer que além de serem a mesma, todas vem a partir de Navalha, não, sem confusões, Navalha é um nome espiritual, um conjunto enorme de significados, com diversas faces, que eu particularmente chamo de faces de Maria, já que ela pode ser catimbozeira (Mestra), Baiana, Malandra e o mais raro Pombagira. Eu levei muitos anos para entender, aceitar e compreender o mistério de uma Navalha Pombagira, já que só conheci suas outras faces. Na minha casa só trabalhamos com seu mistério como Malandra, mas que Maria tem diversas faces, isso é verdade.

Retomando aos nomes que irei explicar hoje, essas são mais comuns no trabalho como Pombagiras, são entidades muito complexas, de difícil trato, mas que trabalham bem na densidade das demandas que surgem para nós. Essas senhoras são as damas que vem com seriedade, força e grande mistério, trabalham incansavelmente com o corte advindo dos seus instrumentos, e estes não se resumem apenas em navalhas, navalhetes, essas mulheres trabalham astralmente com facas, punhais, giletes, entre outros. tudo imensamente afiado para retalhar as energias emanadas por irmãos negativados, as damas de corte trabalham cuidando de obsessores, defendendo seus médiuns, terreiros, ou seja, são protetoras que merecem imenso respeito e consideração.

Alguns desses nomes foram oferecidos pela espiritualidade, mas nem sempre eles tem haver totalmente com os agrupamentos, nem sempre essas mulheres desencarnaram com mortes por cortes, foram retalhadas, ou esfaqueadas. Algumas utilizavam os instrumentos em suas épocas, para os mais diversos fins, ou seja, aqui existe desde a mulher que cortava os alimentos, a mata, a caça, a mulher que lutava na capoeira com navalhas, até a bruxa que usou seu punhal em algum momento importante, são inúmeras as circunstâncias para estes nomes, eles surgem e vem como presente, já que estar prestando a caridade é ajudar sobretudo a si mesmo e ainda contribuir com o próximo.
Sendo Pombagiras ou Malandras, sempre são de humor a meio termo, tendo com característica o trabalho, os feitiços. como grandes mandingueiras que são, trabalham nos mistérios ocultos, são fortalezas de sortilégios, cuidado com elas, cuidado ao tratar, respeito ao chamar, aqui podemos saravar como moças da noite que são. Salve a Malandragem ou Laroiê não faz diferença para elas, como faz para outras "Malandras" da Umbanda, inclusive atuam mais em roças de candomblé.

Aqui apresentamos apenas agrupamentos espirituais, mas cada agrupamento tem suas falanges de trabalho e atuação.

Maria Navalhada - Confundida muitas vezes com Maria Navalha, é uma das falangeiras de Oyá, é sempre ágil no terreiro, muito imponente, é uma entidade forte, vaidosa, pode ser falante ou não, dependendo da falange, abriga muitas mulheres que foram de vida fácil, se bem tratada é faceira, gostando de trabalhar para amor e prosperidade.



Maria das Sete Navalhas/Sete Navalhas - Em tempos antigos foi catimbozeira, grande mandingueira, trabalha com sete navalhas completamente firmadas, não é de brincadeiras, sempre com a língua afiada, conta verdades sem rodeios. Suas Sete Navalhas simbolizam suas formas de trabalho, executa, corta, ajusta, acerta, pondera, firma e ordena, trabalha com ordens de Oyá, também podendo trabalhar com médiuns do Orixá Ogum, não é comum sua presença nos terreiros, tornando seu mistério complexo e raro.

Sete Navalhadas - Atua junto com o Malandro de mesmo nome, tem história triste, o agrupamento dessas mulheres traz as violências que sofreram, por isso, costuma trabalhar levando sofrimentos, mágoas e dores. Trabalha no combate as demandas, gosta de feitiços, porém, prefere atuar como defesa nos terreiros. Tem maior regimento de Ogum, porém também vem por Oyá.

Sete Facadas - É um nome espiritual pertencente ao agrupamento sob ordens de Oyá, são muito sérias, extremamente fechadas, não gostam de seus trabalhos expostos, exigem muito de seus médiuns, exigem dedicação, seriedade e respeito, normalmente não falam muito, só sendo chamadas para executar trabalhos nos terreiros.

Sete Punhais - Essa sinhá Dona é muito bonita, tem humor a meio termo, é uma entidade rara, simples e nova, não é comum vermos seu nome divulgado, porque ela mesma é nova na linha, trabalha muito com falanges de Zé Pelintra, é raro vermos seu trabalho com outras mulheres, mas pode trabalhar junto sem problemas, é bonita, catimbozeira, gosta de mandingas, podendo atuar junto a linha dos baianos, sempre verdadeira, cobra muita fé de suas médiuns, pois é na fé que ela resolve as coisas, se duvidar, já viu, pode esquecê - la. Costuma trabalhar com regimento de Ogum e Oyá também.
Todas as Moças aqui citadas tem suas falanges, histórias, fundamentos, campos de atuação, alguns aspectos elas tem em comum, outras só as próprias entidades para trazerem em cada terreiro, dividirem com zeladores, cambones e médiuns.

Características:

Cores: Podem usar branco, preto, vermelho e dourado, porém costuma prevalecer o vermelho.

Indumentária: Utilizam saias, é raríssimo usarem calças, muito difícil mesmo, mas podem pedir também. Costumam usar saias simples, não costumam pedir babados, fendas ou enfeites, mas gostam de tudo organizado. Algumas usam lenços de várias formas, inclusive como instrumento de trabalho, podendo ou não colocar nos chapéus. Algumas apreciam flores nos chapéus, depende do trabalho, falange.

Bebidas: Cachaças fortes, coquinho, cerveja, conhaque, batidas, entre outros.

Comidas: Apreciam muito farofas nas oferendas, farofa com carne seca, gostam de linguiça calabresa, azeitonas (pretas principalmente), cebola (principalmente roxa), salame, jiló frito, sardinha, ovo de codorna, entre outras.

Fumo: cigarros de filtro vermelho e charutos.

Religiosidade: São extremamente feiticeiras, então costumam atuar com Pombagiras, Pombagiras Mirins, Exus e alguns Baianos. Podem trazer encantarias ou bruxarias de suas vidas, origens e passado, varia um pouco.

Fundamentos: Navalhadas, Navalhetes, giletes, punhais (preto, branco, amarelo e preto, preto e vermelho, vermelho e branco e o branco), facas (astral/firmezas) nunca como objeto de trabalho mediunizado, ou seja, na mão dos médiuns. Dados coloridos, dados vermelhos, dados brancos, lenços, flores, fitas, bebidas (cachaça), cigarros, capoeira, ervas, dendê, moedas, pólvora, azougue, pimentas,  entre outros.

Eu espero que vocês tenham gostado !

Salve as senhoras de corte ! Salve as Damas das Lâminas !

Axé.



sexta-feira, 16 de junho de 2017

Malandras e Malandrinhas da Umbanda:

Chefe da Linha das Malandras e Malandrinhas – Maria Navalha


Falanges de Malandras e Malandrinhas da Umbanda:

* Morro
* Estrada
* Cais/Beira do Cais
* Lapa/Arcos da Lapa
* Cruzeiro das Almas
* Cabaré
* Calunga
* Encruzilhada/Sete Encruzilhadas
* Almas



Falanges de atuação de Maria Navalha (Ou subdivisões):



¨ Maria Navalha do Morro

¨ Maria Navalha do Cais
¨ Maria Navalha da Beira do Cais
¨ Maria Navalha da Estrada
¨ Maria Navalha da Lapa
¨ Maria Navalha dos Arcos da Lapa
¨ Maria Navalha do Cruzeiro das Almas
¨ Maria Navalha das Almas
¨ Maria Navalha da Calunga
¨ Maria Navalha da Encruzilhada
¨ Maria Navalha das Sete Encruzilhadas
¨ Maria Navalha do Cabaré


Sub - Falanges das Malandras e Malandrinhas da Umbanda e suas ligações:

- Maria Pimenta (Linha dos Baianos/Catimbó/Malandragem/Pombagiras)
- Maria Pelintra/Rosa Pelintra/Joana Pelintra (Linha dos Baianos/Malandragem)
- Maria Rosa (Catimbó/Malandragem/Linha dos Baianos) 
- Maria Preta/Maria Branca (Catimbó/Malandragem)
- Maria do Baralho/Maria Baralho (Linha da Malandragem)
- Rosinha/Ritinha (Catimbó/Malandras jovens/Pombagiras Mirins)

Exemplos: Malandra Rosinha do Cabaré, Maria Pelintra da Estrada, Maria Preta das Almas.


Podem atuar tanto como Pombagiras ou como Malandras:

- Maria Navalhada 

- Sete Navalhadas 

- Maria das Sete Navalhas

- Sete Navalhas 

- Malandra das Rosas Vermelhas

- Malandrinha da Rosa Vermelha

- Malandra Rosa Vermelha 

- Sete Saias

- Maria Sete Punhais

- Sete Facadas

Exemplos: Maria Navalhada do Cabaré, Sete Navalhadas da Calunga, Malandrinha das Rosas Vermelhas dos Arcos da Lapa.


Nomes usuais dentro da linha (mas que não configuram sub – falanges):

- Maria Helena 
- Maria Alzira 
- Odete 
- Dolores 
- Terezinha 
- Sussu 
- Maria do Rosário 
- Catarina
- Maria Izabel
- Gilda
- Maria Amália

(Aqui não está identificado nem falange, sub – falange, nem atuação, isso pode ser temporário, mudar após o desenvolvimento ou não. A entidade permanece com esse nome e acrescenta sua atuação).

Exemplo 1: Maria Helena, após o desenvolvimento se identifica como Maria do Cais.
Exemplo 2: Maria Alzira, após o desenvolvimento se identifica como Maria Alzira da Estrada.


Nomes que geram confusões:

Malandra da Praça (Praça não é falange. É um local de encontros de Malandros. Exemplo: Praça Mauá).

Malandra Cigana (Malandros tem pouquíssimas coisas em comum com Ciganos, algumas que podemos citar: bebidas, alegria, galanteio, oráculos, gosto por danças, músicas, noite. Porém, não podemos cruzar essas duas linhas, ou é Malandra, ou é Cigana).

Maria Navalha das Sete Navalhadas (Não tem como ter Navalha, Navalhada,  Sete Facadas, Sete Punhais, Sete Navalhas e Sete Navalhadas no mesmo nome da entidade, ela recebe apenas um desses grupamentos espirituais). Exemplos que existem: Maria Navalha do Cais/Sete Navalhadas do Cais.

Malandra da Ladeira (É a mesma coisa que Malandra do Morro)

Malandra do Forró (Forró não é falange, é manifestação cultural e popular).

Malandra do Samba (Samba não é falange, é manifestação cultural e popular).

Malandra da Esquina (Esquina não é falange, provavelmente Malandra da Encruzilhada, das sete encruzilhadas ou Estrada)

Malandra do Asfalto (Nome errôneo, provável Malandra da Estrada).

Malandra da Boêmia (Boêmia não é falange, é nome usual, provavelmente não quer contar o verdadeiro nome, que pode ser qualquer um).

Malandra da Madrugada/Neguinha da Madrugada (Madrugada não é falange, é nome usual, provavelmente não quer contar o verdadeiro nome, que pode ser qualquer um).

Malandra da Noite (Noite não é falange, é nome usual, provavelmente não quer contar o verdadeiro nome, que pode ser qualquer um).

Malandra Pé de Valsa (não é falange e é apenas uma referência que gosta de dança)

Malandrinha do Morro Alto (É a mesma coisa que Malandrinha do Morro, ter vivido na parte baixa, ou na parte alta, não interfere no trabalho espiritual, assim como falar o Morro em que viveu na última encarnação)

Maria do Balaio ( Ela é Baiana, pode ter dado esse nome numa Gira de Baianos, mas configura como Baiana não Malandra, já que existe o fundamento dessa Baiana na Linha dos Nordestinos).

Maria Seresteira (Seresteira não é falange, pode ter falado o nome errado mesmo, ou para mostrar que gostava de músicas, serestas e dar o nome certo depois)

Miquilina da Lapa (Miquilina é um jogo de copas, para mim a Malandra gosta de cartas, jogava baralho e ganhou o apelido na vida encarnada, mas não configura como nome espiritual, para mim é Malandra da Lapa, Malandrinha da Lapa, Maria da Lapa, etc).

Viriata da Esquina (Viriata não é nome espiritual, não é falange, sub falange, configura nome errôneo).

Maria Rosa Navalha (Aqui temos duas falanges, ou seja, o nome por si só já está errado, ou a Malandra é Maria Rosa, ou é Maria Navalha).

Sete Saias, Maria Mulher (É apenas forma de falar, a entidade se chama Sete Saias, mas o Maria Mulher não faz parte do nome espiritual).

Malandra Merçalina (A palavra em si não existe, nas pesquisas só encontrei Messalina, que foi imperatriz romana, chamada de adúltera e prostituta, portanto o nome é errôneo).

Maria Padilha Malandra/Maria Mulambo Malandra (Ambas atuam apenas como Pombagiras, inclusive tem histórias, livros, falanges, firmezas, fundamentos, completamente diferentes de Malandras).


Quando Malandras falam estados de identificação, complementações regionais, lugares tem algumas possibilidades:

Primeira: O médium não pode saber sua falange e atuação ainda. Exemplo: Sou Malandra de Alagoas. Após o desenvolvimento, se identifica como Malandra das Almas.

Segunda: Ela quer apontar que trabalha junto com a linha de baianos. Exemplo: Sou Malandra de Pernambuco. Ela atua com o Baiano Zé do Coco do Sertão de Pernambuco, da mesma médium.

Terceira: Ela está apontando para o estado de sua última encarnação. Exemplo: Sou Malandra da Bahia. Ela viveu na Bahia no ano de 1894.

Todos esses estados, lugares, mudam se a entidade for trabalhar com a linha da Malandragem mesmo, ou seja, após um período maior de desenvolvimento. Existem raros casos de Malandras que permanecem com o nome do estado, mas isso é em alguns terreiros de São Paulo, aonde Malandros e Malandras vem muitas vezes na Linha de Baianos (Nordestinos).


Malandra do Catimbó/ Malandra da Figueira – São locais de feitiçaria, normalmente são entidades fechadas, que falam esses nomes para esconder suas verdadeiras falanges, seus mistérios e fundamentos. As entidades existem, mas não constituem falanges, sub falanges ou campos de atuação. Constituem ligações, fundamentos e magias. Catimbó (Culto da Jurema), Figueira (Linhas de Exus/Pombagiras). São os mais difíceis de revelarem nomes espirituais, falanges, origens, campo de atuação.


Obs: A postagem não é para denegrir ninguém, não é para ofender as pessoas, cada um tem uma casa, um fundamento, uma entidade, uma explicação. Eu apenas quero desmistificar algumas coisas, de acordo com o que aprendo no meu terreiro, com o que aprendo com minha mentora Maria Navalha da Lapa, com o que estudo há 7 anos, inclusive toda a pesquisa para esse Blog, com o que as entidades me passam, com os amigos, os terreiros de amigos, espero que ajude algumas pessoas, pois este é o objetivo.

Muito Axé a todos e Salve a Malandragem.
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