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sábado, 4 de maio de 2013

Malandro Zé Pretinho do Morro



♪  "Sentado lá  na delegacia, 
Seu delegado, Eu não Matei minha Pretinha, 
Preta, pretinha minha, ela é safada, macumbeira, vagabunda mas é minha " 

Ponto Cantado Domínio Público

Saravá Seu Zé Pretinho do Morro !

Salve a Malandragem !



Ponto Cantado do Seu Zé Pelintra


"Disseram que Zé pelintra morreu,

 isso é conversa de quem não tem o que fazer,
botaram fogo no defunto, 

mas o defunto desapareceu, 

quem falar mal do seu Zé ,

vai ver o caldeirão ferver"

Ponto cantado Domínio Público.
Salve Seu Zé Pelintra !
Salve a Malandragem !

Seu Zé Pelintra do Morro da Mangueira



Seu Zé Pelintra do Morro da Mangueira, é um malandro antigo, tem cadência no samba, sabe chegar, foi cliente da Estudantina, Amante da Gafieira e nos Bares de Esquina se criou, é um Malandro sério, fechado, que foge ao arquétipo Malandro divertido de Umbanda. 

Tem incorporação pesada, é meio rústico até, é fechado e não é de falar muito, porém quando fala, olha atentamente nos olhos e sempre é para deixar alguma reflexão na pessoa, tem um porte fino, e não é de beber ou fumar muito, somente o necessário para trabalhos. 

Aprecia Cervejas, Pingas e Batidas, fuma cigarro de palha, cigarro de filtro vermelho e até mesmo charutos. Foi envolvido com muitas coisas erradas, drogas, prostitutas, agiotagem, e principalmente jogos ( incluindo Jogo do Bicho ) mas nem sempre foi um fora da lei, teve que aprender num desencarne infeliz o preço da vida, fez o que queria e o que não queria, fez muitos sofrerem, alguns espíritos que até hoje não o perdoam, por isso ele é tão na dele, porém é um Malandro muito sincero. 

Dos Zés é o que baixa menos nos Terreiros. Do Morro existem muitos, mais do Morro da Mangueira são poucos. E é lá que está guardada toda sua história, nos becos estão suas memórias, na época onde o Bagulho era o que importava, a próxima cerveja e a mulher que tivesse. 

Só amou duas coisas na vida, uma mulher e o Samba, esses eram seus verdadeiros amores. Amou o Samba como a ele mesmo, estava no seu sangue, no corpo, na ginga, na alma. A Mangueira era sua Paixão, aquela escola, aquele Morro, aquela vida, vida que ele levou rasgado, conseguindo tudo o que quis e não medindo as consequências. 

Obs: Este texto, assim como os outros, estão proibidos para cópias, sejam parciais ou integrais, sem prévia (expressa) autorização da autora. Não copie. Plágio é crime.

Vou colocar aqui uma Canção que tem tudo a ver com esse Malandro :


A alegria não durou, pois ele teve que voltar

Para o Morro da Mangueira que é seu lugar

Para não magoar a baiana

Aquele bom malandro cantou

Que em Mangueira a poesia, feito o mar, se alastrou

Tudo começou quando ele chegou na Bahia
Cantando aquele samba de Tupi de Braz de Pina
Conhecendo a malandragem ali do Pelô
Sem mais nem menos ele avistou
A baiana faceira subindo a ladeira
Filha de Orixá Iaiá mandingueira
Uma idéia, um olhar, então se cruzaram
Como num sonho encantado se apaixonaram
Foi aí que começou uma linda história de amor
A baiana pelo forasteiro se encantou
Só que aquele romance não duraria muito tempo
Pois o malandro voltaria para o Rio de Janeiro
Era mandingueiro, tocava berimbau
Na hora do Quebra Jereba não corria do pau
Capoeirista de moral, respeito e fé
Dobrava um rum como ninguém nas gírias de candomblé
Bem alinhado, vestido todo de branco
Uma pena azul no chapéu pra saudar o Santo
E cantava, ah! Como ele cantava
Pra Oxossi, santo que em sua cabeça mandava
E ao cantar rezava mesmo no seu inconsciente
Não gostaria que sua baiana sofresse
Pois chegara o dia de sua partida
E sua baiana ele nunca mais veria...

Um malandro não casa
Um malandro não é feliz
Um malandro não é feliz
O seu destino não quis

Aquela baiana ao ver seu homem partir
Dali pra frente dificilmente voltaria a sorrir
Aquele navio que zarpara com destino ao Rio de Janeiro
Levara seu amor único e verdadeiro
Igomar Navarro, Neguinho da Mangueira
João da Baiana, nascido na Estação Primeira
Respeitado em Madureira, no Jongo da Serrinha
Portela, considerado na favela
Na Praça Onze era o Rei do Carnaval
Relíquia natural de um Brasil desigual
O Carnaval era a festa do povo
Das comunidades, da gente do morro
E do morro ele olhava o povo
Trabalhando, sofrendo, passando sufoco
E dizia: Oxossi existe, eu sei
Por isso eu também tenho um Rei
E cantava com sua bela garganta afinada
Compunha com sua mente iluminada
O coração batia, a saudade apertava
Pois da sua baiana se lembrava
Um homem de várias mulheres, várias ilusões
Poucos sonhos, muitas decepções
No seu mundo de sambas e canções
Morreu degolado nos braços de uma de suas paixões
Considerado hoje até nas Amoreiras
Nascido e criado na Estação Primeira
Levou com ele três coisas, a Mangueira, o samba
E a sua inesquecível baiana

Em Mangueira a poesia, feito o mar, se alastrou

Um malandro não casa...

Autoria de Braiam e Sam.

Nome - História de Um Malandro.

Interpretação de Braiam.

Pontos Cantados do Malandro Zé Pelintra do Morro da Mangueira :

"LÁ NO MORRO DA MANGUEIRA
EU VI SEU ZÉ DANÇAR
CADA PASSO QUE ELE DAVA
TINHA UMA HISTÓRIA PRA CONTAR !
LÁ NO MORRO DA MANGUEIRA
EU VI SEU ZÉ DANÇAR
CADA PASSO QUE ELE DAVA
TINHA UMA HISTÓRIA PRA CONTAR !

NO PRIMEIRO A SUA VIDA
E POR ONDE ELE PASSOU
NO SEGUNDO A VIVÊNCIA
QUE DAQUI ELE LEVOU

COM SOFRIMENTO E DOR
SEU CORAÇÃO SE LIBERTOU
NEM POR ISSO ELE DEIXOU
DE CULTIVAR A HUMILDADE
PRA SEUS FILHOS DA UMBANDA
VEM FAZER A CARIDADE

VEM CHEGANDO, VEM DANÇANDO,
VEM TRAZENDO A SUA LUZ,
NEM POR ISSO ELE DEIXOU,
DE CARREGAR A SUA CRUZ,
QUE SÃO MARCAS TÃO PROFUNDAS,
QUE A ELE SÓ CONDUZ."

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"ZÉ PELINTRA, PEGUE O SEU CHAPÉU !
VEM PRA GAFIEIRA
DANÇAR E BAILAR !
ZÉ PELINTRA, PEGUE O SEU CHAPÉU !
VEM PRA GAFIEIRA
DANÇAR E BAILAR !

Ô, ZÉ !
DE CHAPÉU E BENGALA !
VEM BAILANDO NA PONTA DO PÉ ! Ô, ZÉ !
Ô, ZÉ !
DE CHAPÉU E BENGALA !
VEM BAILANDO NA PONTA DO PÉ !"

*****************************************************************

"Seu Zé Pelintra não tinha onde morar,
Ele arrumou um Barraco de Madeira,
Foi Morar com a Padilha,
Lá no Morro da Mangueira."

Salve a Malandragem !


Saravá Seu Zé Pelintra !

Salve o Malandro Zé Pelintra do Morro da Mangueira.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Ponto Cantado do Malandro Miguel Camisa Preta.



Ponto Cantado do Malandro Miguel Camisa Preta

"DIZEM QUE ELE MATOU,
MAS NA VERDADE ELE CUROU,

ELE CUROU UM CEGO,
UM ALEIJADO SAROU,
UMA MULHER GRÁVIDA,
ELE AMPAROU.

ESSA CRIANÇA CRESCEU,
É SEU AMIGO FIEL,
PERGUNTOU O NOME DELE,
É O MALANDRO MIGUEL.


DIZEM QUE ELE MATOU,
MAS NA VERDADE ELE CUROU.


ELE É UM AMIGO
QUE ESTENDE A MÃO
ELE NÃO DERRUBA QUEM JÁ ESTÁ NO CHÃO


DIZEM QUE ELE MATOU,
MAS NA VERDADE ELE CUROU.


ELE JOGA BARALHO,
ELE GOSTA DE TRINCA,
É O MALANDRO MIGUEL,
MANÉ SOARES,
E ZÉ PELINTRA."

Desconheço a Autoria, porém gosto da Interpretação do Cantor Tião Casemiro, para este ponto, é a voz de ouro dos festivais de Umbanda e Candomblé.

Salve o Malandro Miguel !

Salve Seu Zé Pelintra !




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