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segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Mensagem do Malandro Zé Navalha:

"Seu Zé Navalha, eu tenho que reconhecer,
Se hoje eu tenho caminho, 
Eu agradeço a você ..."

Seu Zé Navalha, entidade com roupagem de um Malandro jovem, porém experiente. Sério, porém sábio. Muitas vezes temido por pessoas ignorantes, é um Malandro atuante nas defesas, cortes de demandas e equilibrador mental. Atua como doutrinador, recebendo ordens diretas da espiritualidade, tal qual um ordenado de Ogum. Normalmente se apresenta de forma tranquila, tendo o peso de suas palavras como sua maior característica. Seu contra ponto é a Malandra Maria Navalha, entretanto, eles não necessariamente atuam juntos mediunizados, gosta de tudo o que é forte, sobretudo caráter. Apoia e incentiva a força interior de seus médiuns, o não "deixar a peteca cair", o "dar a volta por cima". Se for para choramingar, volte 3 casas no tabuleiro. Melhor superar e enfrentar a vida de cabeça erguida, não há outra maneira.
Salve seu Zé Navalha !
Salve a Malandragem !


sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Edição - Falanges de Malandros - Malandros e Malandrinhos do Morro:

Olá amigos seguidores, dando continuidade a série de textos sobre falanges de Malandros, falarei sobre a Malandragem do Morro e seus fundamentos.
Os Malandros e Malandrinhos do Morro não são tão parecidos com as outras falanges, entre si eles divergem por questões de autoridade, hierarquia, fundamentos, conhecimento e principalmente formas de trabalho. Um Malandro do Morro tem um arquétipo de homem das "antigas", seus trejeitos tem humor variado, pode ser muito sério em algumas situações, e boêmio, galanteador em outras. Já um Malandrinho do Morro tem uma personalidade forte, de muita luta, mas sempre é marcado nos terreiros como uma figura alegre, festiva, simpática, não que este não realize trabalhos sérios, ele faz sim, mas continua com bom astral. Ambos tem seus momentos de companheirismo e pontualidade, contudo, os Malandrinhos quase nunca são fechados ou austeros. Minha analise sobre a personalidade deles, comportamento e roupagens fluídicas vem através de 7 anos de estudo, mas não são taxativas, existirão entidades diferentes em casas por aí.
Essa falange é muito comum no estado do RJ, não é a toa, os chefes da falange vem do RJ, os espíritos vem de muitos Morros, favelas, comunidades cariocas, trazendo suas histórias, memórias, culturas e trejeitos desses lugares. Os Malandros que se apresentam de outras formas, tiveram pouca vivência no Nordeste, construindo suas vidas no Rio, e/ou após a construção da falange, espíritos de outros lugares se afinizaram, por isso podem ter Malandros de outros Morros do Brasil, entretanto, a essência da falange remonta uma irmandade do RJ.
Eles são parecidos em seus gostos, indumentária, histórias, mas os Malandros são mais velhos que os Malandrinhos, tendo maior conhecimento, experiência e as vezes obtém autorizações. Raros são os Malandrinhos que estão no mesmo nível evolutório de um Malandro do Morro. Toda essa egregora espiritual se apresenta assim, por conta das vivências. Muitos Malandrinhos ainda estão galgando seu trabalho da seara umbandista, mas os que conheci, fazem de modo louvável.

Não é uma falange nova, mas constantemente abriga, ampara e cuida de novos espíritos, que trazem alegria, garra, luta e força de vontade aos seus médiuns. São entidades que agradam a todos nos terreiros, tem respeito pelos idosos, simpatizam com crianças, são parceiros de homens de bem e as mulheres ?

Essas são Rainhas na frente deles. São os mais amorosos, finos e corteses da Linha. Muitas tem carinho e devoção por eles.
Suas histórias são atreladas a cultura negra, a expansão, valorização, respeito e conservação das comunidades. São os Barões da Ralé, reis das favelas, becos e vielas, são a ancestralidade que correu pelas descidas e subidas no Morro de uma gente que ri, quando "deveria" chorar.

Sua forma de trabalho não varia muito, cuidam das famílias encarnadas, como se fossem deles. São essencialmente ligados aos seus médiuns e ao terreiro que estão trabalhando. Transmitem mensagens de conforto, ajudam em negócios, cortam vícios, demandas, pensamentos negativos. Ajudam mulheres em situações de violências, ainda mais agressão doméstica. Ás vezes trabalham para empregos, amor, amizades e raramente para saúde. (Gostam de ajudar nas questões emocionais).

Características:

Indumentária: Gostam das cores tradicionais na linha, vermelho e branco, porém, alguns podem usar a cor preta. Usam camisa listrada, camisa branca, calça branca, chapéu branco com fita vermelha, chapéu de palha amarela, não costumam usar chapéus grandes (com abas largas). Alguns usam bengalas (Firmeza, apoio e fundamento) e dentro da linha são os que mais utilizam cachecóis, pois são exímios capoeiristas.
Bebidas: Cerveja branca é a principal, mas podem beber outras coisas. Apreciam copos e tulipas de qualquer tipo.
Comidas: Salame, queijo coalho, linguiça frita, sardinha, entre outros.
Fumo: Fumam qualquer tipo. (Filtro branco, vermelho, palha, charutinho, charutos, etc).
Fundamentos: Baralhos, dados vermelhos, dados brancos, dados coloridos, punhal (cabo branco/cabo vermelho e branco),dominós, moedas, capoeira, cachecol, bengala, bolas de sinuca, navalhas, partido alto, samba de raiz, samba de roda, tampinhas de cerveja, números, jogo do bicho, velas brancas, velas brancas e vermelhas, velas pretas e brancas, entre outras coisas.

Espero que vocês tenham gostado!

Salve os Malandros e Malandrinhos do Morro!
Salve a Malandragem e muito axé !

sábado, 21 de outubro de 2017

Edição - Falanges de Malandros - Malandros e Malandrinhos da Lapa ou Arcos da Lapa:


Olá meus amigos seguidores, peço desculpas pela demora em postar um texto novo. Hoje falarei sobre os Malandros e Malandrinhos ligados ao Bairro Boêmio, localizado no Rio de Janeiro. Os Malandros dessa falange são essencialmente relacionados ao bairro, isso ocorre em diversas épocas, existem alguns que relatam vidas antes da criação dos Arcos, porém, é mais frequente quando as suas histórias vem do contemporâneo, ou após a construção do Aqueduto (Nome oficial dos Arcos). Esses homens muitas vezes tiveram seus caminhos, destinos e vidas muito próximas a tudo o que o bairro representa. Então encontraremos escravos, boêmios, músicos, cafetões. batedores de carteira, donos de bar, donos de bordel, seguranças, engraxates, entres outros. Normalmente são muito alegres, populares, amigos, tendo muitos devotos nos terreiros, podem existir alguns diferentes do que eu descrevo aqui, entretanto, são raros. Todos os que conheci, ouvi falar são galanteadores, felizes, simpáticos e muito queridos. Dentro da linha executam trabalhos diversos, sendo mais comum em relacionamentos (amorosos, amizades, familiares), emprego, abertura de caminhos e as vezes saúde (especificamente espiritual). A maioria tem ligações com jogos, foram exímios jogadores de suas épocas, isso amplia muito seu trabalho com oráculos, aos quais tratam com carinho e respeito.
Seus médiuns não devem ficar próximos de vícios, principalmente jogatinas sem sentido e álcool em excesso, por conta do desequilíbrio energético. A maioria da falange teve problemas com coisas em excesso, por isso a recomendação e o cuidado, muitos trazem histórias tristes, começando com uma Lapa boêmia, muita diversão e alegria, mas culminando em finais nem sempre felizes.
Suas roupagens fluídicas são muito jovens, poucos se apresentam velhos, trazem jovialidade aos seus médiuns, bem como a sedução e o carisma, suas grandes marcas. Podem trabalhar eventualmente com Malandros do Morro ou da Estrada.

Características:
Indumentária: Gostam do vermelho e branco, raramente utilizam preto. Normalmente usam preto quando associados a outras falanges onde essa cor é forma de trabalho (Camisa Preta, Zé Pretinho). Usam camisas, gravatas, camisas listradas, ternos, chapéus panamá branco com fita vermelha, amarelado com fita vermelha. Variam bastante na indumentária. Alguns usam bengalas (Fundamento) e Lenços (Principalmente os Capoeiras).

Bebidas: Gostam de cerveja branca, mas podem beber outras bebidas.

Comidas: Salame, linguiça calabresa, frios, entre outros.

Fumo: Cigarro de filtro vermelho, cigarro de palha e raramente filtro branco.

Fundamentos: Baralhos, bolas de sinuca, canivetes, punhais, navalhas, dados vermelhos, dados brancos, dados coloridos, tampinhas (de cerveja), dominós, partido alto, samba de raiz, velas brancas, velas vermelha e branca, jogo do bicho, números, moedas, bengalas, entre outros.

Espero que vocês tenham gostado !
Salve a Malandragem !
Save os Malandros e Malandrinhos da Lapa !

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Roupagens Fluídicas e a Malandragem (Malandras e Malandrinhas):

Olá seguidores, hoje vou falar um pouco sobre a visão limitada de algumas pessoas em relação as entidades, questões sobre roupagens fluídicas, confusões e esteriótipos.


Certa vez eu estava pesquisando textos na internet sobre Malandragem (eu sempre leio tudo, coisas boas, coisas ruins, as coisas que escrevi no passado, livros raros sobre malandros, principalmente Zé Pelintra, fora as minhas vivências no meu terreiro e nos terreiros de amigos), mas voltando aos textos virtuais, encontrei um texto falando que Malandras "parecem" com as Pin ups de antigamente. Nada contra o autor, nada contra a doutrina, abordagem, referencias desse autor, mas isso me deixou um pouco perplexa, por dois simples fatores. O primeiro, é que talvez o autor conheça poucas Malandras, por generalizar que são como "pin up", a segunda é que talvez seja culpa minha, das antigas postagens do blog, que tinham imagens meramente simbólicas para indicar boêmia, jogos, vida noturna. O blog sempre teve imagens ilustrativas, mas elas nunca deveriam ser tomadas ao pé da letra. Não é porque tem uma moça de roupa extremamente curta, decotada, cheia de purpurina, balangandãs, lantejoulas, magrinha, branca, ou qualquer coisa do gênero, que Malandras e Malandrinhas deveriam ser consideradas assim, pelo menos não todas. 
Existem os mais variados tipos de indumentárias para entidades, todas são expressas por seu trabalho, algumas até por vaidade, porém, sua grande maioria condiz com a doutrina umbandista. Uma Malandra que viveu no cabaré, poderá pedir jóias, saia com fenda (ou não), um adereço dourado. Entretanto, não vai se apresentar como na época, porque já não condiz com sua missão espiritual, não há real necessidade de ter um vestido muito curto, maquiagem pesada, ou pedir um adereço em ouro puro. Essas questões implicam em vaidade excessiva, destoante do trabalho, vaidade mediúnica por desequilíbrio energético/psíquico, mistificação, entre outras coisas.

É importante sempre estabelecer que nenhuma entidade é igual a outra, não existe uma verdade absoluta, mas existem dogmas essenciais. Não é porque é de um jeito no terreiro de Zequinha, que Joãozinho está completamente errado. Ambos podem ter a mesma entidade, com mesmo nome, campo de atuação, falanges, mas nunca serão completamente iguais. Não é porque Maria Preta aqui é Malandra nova, que em outra casa será, ou usará a mesma roupa, terá o mesmo fundamento, não é por aí.
Isso se aplica amplamente nas questões de roupagem fluídica, uma Malandra poderá se apresentar para sua médium como uma moça branca, de cabelos ruivos, mas não é toda Malandra que será da mesma maneira. É de suma importância pensar nas minucias da espiritualidade, ela se apresenta com a roupagem escolhida por ela e seus superiores, a roupagem da última vida, ou da vida anterior, isso varia essencialmente, podendo apresentar de várias inclusive. Podemos conhecer muita coisa, basta estudarmos, nos dedicarmos e termos humildade. 

A reflexão sobre as imagens que consideramos para nossas entidades também são reflexo de nosso interior, tem médiuns que se focam em fantasias, em vidas sempre muito boas para suas entidades, desconsiderando seus sofrimentos, defeitos, aprendizagens. Já vi pessoas que focam em um biotipo fundamentado na beleza exterior, no luxo, roupas vistosas, sem considerar que existiram Malandras novas, velhas, brancas, ruivas, loiras e negras, muitas, muitas, muitas negras. Elas trazem mirongas, fuxicos e mistérios de muitas vidas, e nem sempre tiveram uma vida tão simples, reduzida, como muitos médiuns atribuem.

Muita gente não ouve a própria entidade, muita gente se baseia no amigo, no irmão, no paizinho, na internet. As pessoas podem sim nos ajudar, mas cabe a nós com imenso respeito, nos conectarmos com nossos guias. Nem sempre Malandro vai jogar capoeira, nem sempre vai beber cerveja, nem sempre vai ser galanteador, nem sempre vai usar branco e vermelho, nem sempre vai ser jogadora de baralho, ou viveu no cais. Existem muitas formas de trabalho, cabe a nós, focarmos no que nos ronda, o que nos protege, cabe a cada um de nós reconhecermos nosso poder, principalmente o axé da nossa Malandragem.

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Edição - Falanges de Malandros - Malandros e Malandrinhos da Estrada:

Olá amigos seguidores, dando sequência a nossa série sobre falanges de Malandros, falarei sobre a falange da Estrada.

Os Malandros e Malandrinhos da Estrada, em geral são um pouco parecidos, são próximos em vestimentas, fundamentos, entre outras coisas. Sua principal diferenciação está pautada no trejeito, roupagem fluídica e linguagem. Os Malandros normalmente são um pouco mais sérios que os Malandrinhos, ressaltando que todos variam no humor, e essa característica condiz com apenas alguns. Tem presença muito forte nos terreiros, são charmosos, galanteadores, mantendo grande carinho, respeito pelas pessoas, são simpáticos e muito receptivos. Dentro dos terreiros assumem papéis de conselheiros, algo que também é comum no âmbito astral, tem um pouco de liberdade no trabalho, pois em qualquer lugar existem ruas, as estradas estão no urbano, no rural, nas grandes cidades ou em povoados, isso também retrata como a falange é composta por espíritos antigos.

Existem muitos tipos de Malandros nessa falange, não tem como afirmar um perfil único, existem catimbozeiros, boêmios, trovadores, sambistas, homens da terra, são infinitas formas de apresentação.
Gostam muito de conversar com o povo, tem simplicidade no falar, não costumam ser diretos, por isso são escolhidos para lidar com situações de delicada exposição, emoções a flor da pele, por sua grande sensibilidade e gentileza.

Os Malandros da Estrada tem como função organizar as energias contidas em seus pontos de força, atuam no equilíbrio dos caminhos, são grandes magistas de acordo com suas afinidades e responsabilidades no astral. Podem ser condutores espirituais, conselheiros emocionais ou curadores da saúde emocional e espiritual das pessoas.

São grandes mestres em diversos sentidos, podem intuir mensagens de amor e luz, podem transmitir lições nos terreiros, orientar médiuns, devotos e assistidos ou fazer sessões de cura, buscando revitalização energética, por meio de passes, ervas e mirongas.
Dos boêmios, temos um grupo de espíritos afinizados com o samba, a cadência, cabrochas, tem muitas ligações com as artes, apreciando as manifestações populares, sua cultura e a felicidade.

Características:
Indumentária: São muito raros os Malandros dessa falange que "fogem" as cores mais comuns, vermelho e branco. As entidades dessa falange utilizam o vermelho e o branco, diversificando nas peças, os mais simples utilizam calça branca e camisa listrada branca e vermelha, outros gostam da Camisa branca, gravata vermelha, terno completo. Os chapéus seguem o mesmo padrão, normalmente sendo brancos com fita vermelha, apreciam o tipo panamá. 

Bebidas: A cerveja branca é sua preferida, alguns raros bebem cinzano, cerveja preta, coquinho, etc.

Comidas: Gostam muito de linguiça calabresa acebolada, moranga recheada com carne seca, pastéis, queijo coalho frito e sardinhas fritas.

Fumo: cigarros de Filtro vermelho, filtro branco e alguns fumam cigarro de palha.

Fundamentos: Dados vermelhos, dados brancos, dados coloridos, baralhos, jogo do bicho, números, samba de roda, samba de raiz, samba enredo, punhais (vermelho e branco, branco, dourado, prata/aço), velas brancas, velas vermelha e branca, cachaça, pólvora, ervas, rezas antigas, magias de catimbó, naipe de copas, naipe de ouros, entre outras coisas.

Espero que vocês tenham gostado !
Salve os Malandros da Estrada !
Salve a Malandragem ! 

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