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terça-feira, 15 de agosto de 2017

Pontos Riscados da Malandragem:

Boa noite irmãos de axé, amigos, seguidores, fiéis leitores do blog. Obrigada a todos pelo carinho, elogios, criticas, por toda a ajuda recebida. Obrigada aos que colocam "ver primeiro" no ícone seguindo, ao lado do curtir da página, aqueles que acreditam no nosso trabalho e não perdem uma postagem. Conforme o nosso combinado, hoje irei fazer um texto dedicado aos 3.000 seguidores da nossa página.

Pontos Riscados da Malandragem:

Os pontos riscados são um dos elementos mais utilizados dentro do rito umbandista, todas as entidades de umbanda riscam pontos, exceto Orixás. Qualquer entidade utiliza dessa simbologia mágica para diversos fins, abrir portais, fortalecer trabalhos, condensar energias, potencializar forças. muitos são os objetivos dessa grafia ancestral. Quando uma entidade risca um ponto, vai muito além de desenhos aleatórios, as pessoas sem o devido conhecimento, respeito e estudo, não conseguem a compreensão necessária para entender que não é um só um conjunto de símbolos, mas uma verdadeira marca que manipula energias, sendo também forma de trabalho de cada espirito.
Com os Malandros e Malandras não poderia ser diferente, todos eles também utilizam pembas, a tábua de ponto, o uso de símbolos, mandalas e cada um tem o seu registro, ou seja, seu ponto de identificação.

Os Pontos Riscados basicamente se dividem em:

* Pontos de Identificação: É o ponto máximo da entidade, esse é o ponto que consagra, a identifica, é o que ele recebeu como selo mágico no astral.

* Pontos de Trabalho: São pontos desde o mais básico, utilizado para trabalhos simples, até pontos complexos, para trabalhos em que é necessário maiores fundamentos.

Quando uma entidade risca seu ponto de identificação, é quando ela já irá afirmar seu nome espiritual + Falange (Campo de Atuação). Exemplo: Maria Preta da Estrada. 

Maria Preta = Nome espiritual, em alguns terreiros é tida como primeira falange.
Estrada = Falange de trabalho, é a falange pela qual a entidade será conhecida no terreiro.
Nesse mesmo dia, dizendo seu nome, a entidade irá riscar o ponto para ser confirmada. Esse é o selo mágico pelo o qual ela é identificada no astral e tida como entidade firme no desenvolvimento.

Pontos de trabalho são pontos diversos, riscado em giras com fins específicos, nem sempre esses pontos serão explicados por completo, pois o objetivo deles é firmar trabalhos. Existem Pontos de Defesa e Ataque (Demanda), saúde, prosperidade, caminhos abertos para amor, emprego, e muitas outras.

Os Símbolos utilizados por Malandros e Malandras são os que os consagram dentro de sua linha, os elementos que eles utilizam vão desde ícones de orixás até grafias de seus fundamentos. Porém, um Malandro não tem necessidade de riscar, já que ele tem os elementos a mão.

Exemplo: Um Malandro pode riscar um 7 de ouros, mas ele tendo a carta ali, pode apenas manipular a carta.

Já um Exu não tem um tridente de ferro, então para manipular aquela energia, risca um tridente. Essa basicamente é a explicação principal para Malandros nem sempre riscarem, mas qualquer entidade de umbanda risca, basta o terreiro estudar e conversar sobre isso.

O que Malandros e Malandras podem riscar:

Suas Armas astrais (Gilete, navalha, punhais, facas, etc).
Naipes, cartas de baralho, números (Sim, Malandros e Malandras sabem contar), búzios, bengala, chapéu, lua, sol, estrelas, corações (Pode significar o naipe de copas, amor ou Oxum), setas, semi - círculos, círculos (Mandalas), cruzeiro, cruz, flores, morro, listras parecendo águas (cais, Iemanjá, Oxum, beira do Cais), estrada, cigarro, charutos, moedas, tem tantas coisas que um texto não daria para escrever rs.

A Malandragem costuma utilizar pemba branca, vermelha e preta (raramente), mas podem usar outras cores.


 É importante para nós desmistificarmos certas coisas: 

- Malandro risca ponto sim, como qualquer entidade de umbanda.

- Ponto é forma de magia, é ferramenta de trabalho.

- Nem sempre terá tridentes em pontos de Malandros e Malandras, aliás raramente terá. E quando houver, é provável trabalho intercruzado com Exu.

- Pontos riscados fazem parte da liturgia umbandista, é uma magia que se perde dia após dia, com as modernidades nos terreiros, a ignorância, a falta do estudo, o desinteresse de médiuns e dirigentes, o animismo e a mistificação (Já que as pessoas pesquisam pontos na internet, querem riscar logo, não esperam a entidade "firmar", dirigentes mal preparados), enfim uma série de coisas.

- Dirigentes de Umbanda podem riscar pontos antes das giras, com o auxilio de suas entidades, esses pontos serão de trabalho, intuitivos, firmados e com muita seriedade. Exemplo: *Ponto riscado do Caboclo Mirim, antes da Gira de Caboclos, aquele ponto será riscado pelo dirigente, mas com a entidade lhe intuindo a grafia.

Espero que vocês tenham gostado.
Se houver qualquer dúvida, estarei a disposição de vocês.
Muito Axé e Salve a Malandragem !

 
Eu fiz esse desenho de Ponto riscado como exemplo, apenas para demonstrar para vocês o que seria um Ponto riscado de Malandro, com intuição da Navalha. Esse ponto é para defesa.

Explicação:

* Navalha - Arma astral, defesa, proteção. (Sob o fio da minha Navalha só os mentirosos).

* Número 7 - Número cabalístico, todos sabem o quanto esse número é importante para os diversos graus de magia.

* Uma seta para baixo, uma para cima - Navalha (Malandra) atacando e defendo ao mesmo tempo.

* Cruzes - Auxilio de Malandro das Almas.

* Lua - Feminino, ancestralidade, a noite, magia.
Os outros dois símbolos não tenho autorização para falar.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Interpretação de um Ponto Cantado de Maria Navalha:

"Eu tava lá no Morro, mandaram me chamar,
avisei pros meus amigos, é um pé lá e outro cá.

Afiei minha Navalha, pra garantir minha chegada,

Eu sou Maria Homem, eu sou Maria Navalha.

Mas seja meu amigo moço, seja o meu camarada,
Se precisar de ajuda, é só chamar minha navalha.
Le le ô, muito sangue já rolou,
Le le á, muito sangue vai rolar ..." 
(Autoria de Bento Ferraz)


Interpretações do Ponto a partir de intuições de Maria.

No trecho " Eu tava lá no Morro, mandaram me chamar.." 
É uma representação do campo astral aonde Malandros ficam. O morro descrito é o Morro no plano invisível.
"Avisei para os meus amigos, um pé lá e outro cá." 
O fundamento próprio da entidade, fazendo trabalhos quase que simultâneos, ao lado de outros malandros. Um trabalho de caridade no nosso plano, e a continuidade no plano astral.
"Afiei minha Navalha, pra garantir minha chegada" 
Independente do pedido, demanda, problema, a entidade já está preparada, fundamentada e munida com sua arma astral. (No caso uma Navalha).
"Eu sou Maria Homem, eu sou Maria Navalha" 
Auto afirmação da Maria que luta, a Navalha que superou dificuldades e preconceitos.

"Mas seja meu amigo moço, seja o meu camarada,
Se precisar de ajuda, é só chamar minha navalha." 
A entidade mostrando que se estivermos em perigo, dificuldades, mas confiarmos nela, ela estará conosco. Tudo depende da nossa fé.

"Le le ô, muito sangue já rolou,
Le le á, muito sangue vai rolar." 
Muitos já foram os problemas, mas se vierem mais demandas, estaremos a postos para te socorrer.

Na sua casa tem aula de pontos cantados ?
As entidades trazem seus pontos ?

Você tem intuição do ponto da sua entidade ?

Você já escreveu músicas para as entidades ?
Você sabe dos fundamentos dos pontos ?
Os significados por trás de cada um ?
Você sabia que pontos são mensagens espirituais codificadas ?
Vamos estudar, porque Umbanda tem fundamento, é preciso preparar.

Maria Navalha do Morro.

Homenagem a Zé Pelintra do Morro:


"Subiram o Morro todo e mandaram me chamar,
Seguraram minha nega, pra poder me pegar,
Minha pretinha me chamou, e por ela que eu desci,
O Malandro que é Malandro jamais pensa em fugir.
A vida é um jogo, só não perde quem tentou,
Eu perdi a minha vida, por causa do meu amor.
Saravá a Malandragem, é nela que eu tenho fé,
Eu me chamo Zé do Morro e vim trazer o meu axé.
E vim trazer o meu axé, e vim trazer o meu axé,
Eu me chamo Zé do Morro e vim trazer o meu axé."

Salve a Malandragem 
Salve Zé Pelintra do Morro 😏🔓🌹

Pontos Cantados do Malandro Zé do Cais:

"Ele é Malandro e trabalhava lá no Cais, 
Por onde passava, as mulheres corriam atrás, 
Andou na Lapa, um parceiro de verdade,
Mas tinha um dilema, não aceita falsidade. 
Por onde passava, chamava atenção, 
Meu amigo Zé do Cais, me dê a sua proteção." 

"Zé o que te faz esperar,
Estou esperando as almas que vem do mar.
Fui malandro e beberrão,
Trabalhava todo dia,
Era na atracação,
Que eu ficava a esperar.
Quando vinha lá nas ondas, as almas que vem do mar,
Quando vinha lá nas ondas, as almas que vem do mar"

Autores: Jorge Raffael e Rai Neto.
Salve Zé do Cais !

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Malandro Zé do Cais

Olá irmãos de axé, amigos, seguidores, faz mais ou menos uma semana que esse Malandro entrou em contato comigo, juntamente com minha Maria Navalha para ensinar as pessoas sobre ele. Sua energia tranquila, serena, porém forte, cruzou - se com meus pensamentos, então vou escrever o pouco que sei, conforme eles me passaram.
A primeira coisa que ele e a Navalha me pediram foi pra desfazer a confusão entre Marinheiros e Malandros, algo que as pessoas vem popularizando isso sem estudar. Esse lindo espirito, trabalhador exímio do Cais, Beira do Cais, Portos e colônias de pescadores, sucinta que Marinheiro é Marinheiro, Malandro é Malandro, entretanto a linha que o espírito vai trabalhar no Terreiro de Umbanda é decidida bem antes do seu contato com médium (desenvolvimento), ou seja, ele é determinado a trabalhar com uma dessas linhas, podendo, ou não trabalhar intercruzado. Não existe Marinheiro Malandro, assim com a palavra junta, isso não é uma falange, o que existem são inúmeros espíritos que foram pescadores, estivadores, marujos, trabalhadores do cais, escravos e até boêmios que se encontravam nessas localidades, esses mesmos foram posteriormente designados a trabalhar como Marinheiros na linha da Marujada da Umbanda, ou como Malandros de Umbanda. O Malandro que trabalha intercruzado com o Marujo não se torna um Malandro Marinheiro, ou vice - versa, mas um Malandro com ligações a esse povo, o contrário também acontece, com marinheiros que podem, ou não trabalhar com Malandros, porém, isso é complexo e completamente raro.
Existem muitas casas de umbanda, que não fazem giras de malandros ou marinheiros separadas, cada gira única com sua energia própria, então intercruzam chamando essas duas linhas juntas, não cabe a nós julgar esses trabalhos, pois muitos marinheiros não obtém reconhecimento para trabalhar, então encontram isso como única forma de exercer a caridade. Contudo, eu prefiro que as giras sejam completamente distintas, separadas, por múltiplos fatores, um deles é que todos os médiuns tem marinheiros, malandras e malandros, sendo que todos precisam do espaço para trabalhar, outro fator é que as energias cruzadas podem interferir em alguns trabalhos específicos. Também prefiro todas as giras separadas por questões energéticas, mas respeito casas que fazem trabalhos cruzados, por suas doutrinas e tradições. Exemplos: Malandros/Baianos, Malandros/Exus, Malandros/Marinheiros, Malandros/Exus Mirins.
Voltando a falar do Zé do Cais, ele é um belíssimo Malandro, ele realmente trabalhou, viveu no cais e toda sua trajetória está junto dos Portos, mercados populares, feiras regionais, com estivadores, marinheiros, prostitutas e vadios (termo vadiagem em construto histórico). A sua falange também faz parte dos sub chefes composta principalmente por homens que tem trajetórias ligadas a essas coisas.
Um Malandro extremamente educado, simples, humilde e gentil, valoriza seus médiuns como bons amigos, costuma ter roupagem fluídica como jovem, se apresenta jovem, apesar de uns raros na falange serem mais velhos. Muito sedutor, mas na medida certa, é galante com mulheres, sempre muito flexível e um grande trabalhador nas emoções. Leva em seu chapéu nossas dores, desamores, tristezas, mágoas e uma infinidade de sentimentos ruins, positivando nosso chakra cardíaco no que condiz ao amor, harmonia e felicidade. Por isso devemos cuidar dele com carinho, respeito e muito agrado.


Características:

Cores: Branco, vermelho, azul claro, azul escuro, cinza e raramente preto.
Indumentária: Calça branca, calça preta, calça cinza. Camisas azul clara/azul escuro/cinza ou branca (Sim, ele pode usar tudo branco). Chapéu simples, podendo até ser de palha de boa qualidade, mas gosta muito do chapéu branco com fita azul.

Fumo: Cigarro de filtro branco/vermelho e cigarro de palha.

Bebida: Coquinho, pinga com mel (melado/meladinha), cerveja branca, rum, gim, cachaça pura.

Comida: Quase todos os petiscos do Mar, principalmente sardinha (Em 7, fritas no dendê), manjubinha, camarão frito e ovos de codorna.

Fundamentos: Moedas (principalmente antigas), naipe de paus, naipe de copas, dados brancos, dados vermelhos, dados coloridos, dados azuis, dados cinzas, búzios, chaves, baús, flores, pregos, velas brancas, velas azuis.


Salve a Malandragem !
Salve Zé do Cais !

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

As Faces de Maria: Mestra Maria Navalha


Olá amigos seguidores, hoje vou explicar um pouco sobre a outra face de Maria, uma das mais deturpadas com certeza, a mestra Maria Navalha, que também já foi chamada de Amália (Amalha), com diversas histórias atreladas a Zé Malandro e a outros mestres da Jurema Sagrada, vou tentar esclarecer com muito carinho, humildade e fé sobre essa linda catimbozeira, apontando as diferenças dela para suas outras "faces".

A Mestra Maria Navalha tem seus fundamentos pautados no Catimbó (Culto da Jurema), proveniente em sua grande parte no Nordeste brasileiro, ainda que existam cultos semelhantes no Norte do país, ela que tem seu legado atrelado a Recife (Pernambuco), ao Mercado São José, as Ruas da Guia, Apolo e Judeu, como também ao Cais do Porto Pernambucano. A História da bela Mestra tem a referencia do Zé Malandro (Mestre), a sua irmã Anália (Nome que vez ou outra confunde - se ao seu) e ao Bairro Casa Amarela, sempre apontada como uma belíssima mulher, que trabalha astralmente com bons caminhos, defesas e no combate as negatividades semelhante as suas outras faces. A SUA história de encarnada também tem sofrimento, quase como todas as que conhecemos, o que faz da Mestra Maria Navalha, diferente da Malandra, Baiana ou Pombagira é a sua forma de atuação, ela trabalha muito diferente quando acostada na sua médium lá no culto nordestino. Ela tem acesso a portais, linhas, elementos, alcances e manifestações completamente diferentes das outras.

 A Mestra Maria Navalha não é só regionalista, ela traz consigo todo o conhecimento ancestral da ciência da Jurema, ela traz as ervas, a cura, o sagrado da natureza. As semelhanças entre ela e as diversas faces de Maria reside na luta da mulher, os direitos das mulheres, a feminilidade, a emancipação feminina, a ancestralidade, o sagrado feminino, a garra, coragem e a força, mas seus trabalhos são essencialmente diferentes.

A Encantada Mestra traz seus fundamentos voltados ao Catimbó nordestino, podendo ou não conter muitos elementos, pois apesar de Jurema ser diferente de Umbanda, lá também existem esferas de evolução. Os Mestres e Mestras se tratam com respeito, carinho, cada qual trabalhando em sua erva, função magística, densidade energética, propósito, encanto e mistério, mas sem deixar de respeitar o que o outro encantado se propõe. Também respondem espiritualmente a outros Mestres mais velhos, mais fortes* (Evolução*)
Apesar do grande sofrimento que essa linhagem de espíritos compõem o termo Mestra Maria Navalha, todas são muito fortes, valentes, destemidas, para não dizer bravas rs, são tidas como onças, que defendem que é seu sem medir esforços, tanto quando eram encarnadas, como depois de passarem pelo processo de encantamento. A Mestra Maria Navalha não tem haver com a Malandra Maria Navalha, mas algumas Malandras, não só Maria Navalha, trazem consigo os mistérios do catimbó, porque muitas em suas vidas encarnadas tiveram contato com o culto, por isso não é de se estranhar que algumas Malandras tenham essa referência, isso quando não vem de vidas enraizadas no Nordeste. Porém, a Mestra Maria Navalha que se apresenta nos Cultos de Jurema mais ruralistas, interioranos no Nordeste raramente tiveram contato com as formas de atuação das Malandras, Pombagiras ou Baianas, são coisas muito distintas, essas Mestras Juremeiras nem sempre tem contato com outras religiões, mesmo que a casa tenha culto de Jurema, e trabalhe com Umbanda, Candomblé, etc. Astralmente essas Mestras tem suas localidades, aldeias e cidade encantada, cujo o trabalho se dá ligado a Mestres, Encantados, que inclusive tem outra frequência vibratória, escala evolutiva diferente de entidades de Umbanda.

(Mesa de Jurema)

A Mestra (Catimbozeira) Maria Navalha não tem subordinação de um Orixá, falangeiro ou qualquer denominação do tipo, pois os Mestres tem fundamentos muito diferentes de Umbanda e Candomblé, mas eles tem grande respeito pelas Divindades Africanas, a Mestra Navalha, assim como outros, trabalha com o Fumo (Mistura de Jurema e outras ervas de segredo), vinho de Jurema (Vinho tinto com segredos) terços (Ligação do Catimbó com catolicismo), raízes, cascas, frutos, sementes, ervas, garrafadas, chás, banhos, maracá, chave, bengala de mestra, cachimbo (Que pode ser de jurema, angico, junco, aroeira). A Mestra Navalha também tem sua erva principal, sua raiz, sua aldeia (cidade) e mistérios, mas isso é um segredo próprio do culto. Muitas outras coisas não puderam ser reveladas aqui, para preservação do culto, seus adeptos fazem segredo e mantém tradições veladas.

Lírios de Mestra I (Pontos de Jurema)

"Eu Vou Beber, Vou Farrear,
Para A Polícia Me Levar.
Eu Moro Em Casa Amarela,
Lá Na Encruzilhada é a minha perdição,
E Quem Quiser Saber Meu Nome,
Sou Eu Maria Navalha."

Aqui diz claramente, a mestra diz quem ela é, da onde ela vem. Que morava no Bairro Casa Amarela mas lá na Encruzilhada, tinha a sua perdição, pois era lá que morava o seu amor, Zé Malandro.

Lírio de Mestra II

"Eu a Procuro Mas Não Vejo,
Cadê Maria Navalha?
Vai Pro Japão, Jandaia.
Mulher De Malandro Tem Nome,
E Se Conhece Pela Saia.
Nego Meu, Neguinho Meu,
Nego Meu, Neguinho Meu
Ele é Preto, é Maconheiro
É Vagabundo Mais É Meu."

Lírio de Mestra III


"Oh ôôôôôô Anália
Cadê Maria Navalha
Ela é Moça Bonita
Que Se Veste Com Sete Saias."


Eu espero que vocês tenham gostado !
Muito Axé pra vocês !
Salve a Mestra da Jurema Maria Navalha !



quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Malandrinha da Estrada


Olá amigos, irmãos de axé hoje venho atender o pedido muito especial de algumas seguidoras da página, que me pediram uma postagem em homenagem a linda Malandrinha da Estrada, com carinho, humildade e fé, irei dividir com vocês o pouco que sei sobre essa linda entidade.

Malandrinha da Estrada é um nome espiritual atribuído a espíritos que tiveram desencarnes com tenra idade, espíritos que morreram jovens, mas também foram acolhidos e preparados para o trabalho espiritual. As Malandras com designação de Malandrinha tem a mesma importância que Malandras com esse termo, a nomenclatura é sempre para apontar que estes espíritos são muito novos, são moças, meninas, jovens mulheres que aceitaram trabalhar junto de suas médiuns, promovendo o bem, o amor e acima de tudo a caridade. Gostam muito de trabalhar para questões amorosas, pois não suportam verem mulheres sofrendo, principalmente suas médiuns, trazem muita feminilidade, vaidade, um grande carisma e charme, não há quem não se encante com elas. Sempre amáveis, não é ´por serem novas que deixam de cobrarem suas coisas, ou cobrar seriedade nos trabalhos, não são forçadamente exigentes, mas gostam de suas coisas arrumadas, perfumadas e serem bem tratadas. Se são menosprezadas pelo fato de serem novas, ou se veem humilhações as suas médiuns, logo partem para grande defesa. Tem um grande carinho por Maria Navalha da Estrada (Sub - Chefe), por Malandra da Estrada e seu Zé Pelintra da Estrada, costumam ser "apadrinhadas" por eles, para executar os serviços espirituais com maestria. Normalmente suas vidas encarnadas tem últimas trajetórias aqui no Rio de Janeiro, mas nada impede que tenham vindo de outros estados, são ligadas a Malandragem carioca, aos seus fundamentos, costumes e tradições. Sua principal manifestação popular é o samba, o samba de roda, muito na raiz de suas alegrias e amores. Gostam de sambar logo quando chegam, encantando a todos com seu gingado, beleza e habilidade.

Características:

Cores: Vermelho, branco e raramente preto, mas podem usar outras cores.

Indumentária: Usam mais saias do que calças, mas nada impede que peçam calças.
Gostam de chapéus de qualidade e muito trato com suas coisas, que devem sempre estar separadas, organizadas e cuidadas.
Podem usar blusa listrada branca e vermelha (opcional).

Bebidas: Podem beber quase qualquer coisa, mas sua preferencia é a cerveja branca.

Comidas: Gostam de pratos arrumados, comidas enfeitadas, com capricho e carinho. Fazem bom gosto do salame e linguiça calabresa.

Fumo: Gostam de filtro branco e filtro vermelho.

Fundamentos: Samba de roda, cigarro, velas vermelhas, dado vermelho, dado colorido, baralhos, naipe de copas, naipe de ouros, perfumes, flores (rosas), pimentas (principalmente dedo de moça), saias com roda, punhais.

Espero que vocês tenham gostado !

Axé e Salve a Malandrinha da Estrada.

Imagem da Loja Arte Esotérica.

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