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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Malandrinho das Almas


O querido Malandrinho das Almas, é um dos Malandros, que tive a Honra de conhecer, conheço pouco de sua história, trechos que foram sendo escritos a partir de relatos, quando o mesmo está incorporado.

Quando Encarnado o mesmo se chamava João Paulo, foi assassinado brutalmente com apenas 18 anos, desencarnou o João, mais nasceu o grande Malandrinho das Almas, ele é Novo, é faceiro, mais trabalha muito bem e realiza os trabalhos na espiritualidade com grande seriedade e dedicação.



Morou no Rio de Janeiro a maior parte da sua vida, aprendeu muito com a dureza que a vida ensina, passou por onde não devia, conheceu coisas que não prestavam, mais era o submundo, e depois de tantas dificuldades, as “facilitações” daquele meio, meio que fascinaram o “moleque”. Ele sabia que aquilo não era vida, e que o futuro poderia ser ingrato, mais ele queria mais a boêmia, curtia essa vida, cada minuto tinha que ser bem aproveitado.



Nas Giras de Malandros, nos Terreiros de Umbanda, por aí a fora, é sempre muito animado, muito elegante e principalmente muito querido. É um grande amigo mais de poucos, ele escolhe muito bem e sabe como tratar as pessoas, ainda mais as que merecem e as que não merecem. É brincalhão, mais está atento a tudo, vigia cada passo, e as palavras das pessoas ao redor dele, não se nega a responder as coisas, mais também quando responde, valha-me Deus, com todo respeito, responde tudo muito bem, e muito bem explicadinho.

“É quase um recado, tu não queria ouvir parceira, agora vai ter que escutar...”


Seus Gostos são muito apurados, gosta de tudo de bom gosto, e tem que ser bem feito.


Gosta de Cigarro de Filtro vermelho em especial, porém raramente gosta do filtro branco também.


Sua bebida favorita é o clássico da Malandragem, a cerveja branca de boa qualidade.


Suas cores são Branco e vermelho tradicionais, porém gosta muito das cores que representam sua origem, como o branco e preto ( devido sua ligação com as Almas ).


É um Malandro que gosta de Roda de Samba, mais também é "chegado" a um Catimbó.


Dentre suas comidas, estão a Sardinha Frita no Dendê, o Salaminho, o queijo coalho e a azeitona.Nisso ele é exigente, gosta da comida dele, sempre a postos.


É respeitoso com as mulheres, brinca, mais sem perder a elegância e charme, que faz todos o terem como bom amigo.


Pontos Cantados de Seu Malandrinho das Almas:

“Moleque perigoso era meu nome,
Na roda de baralho eu me criei,
Por causa de uma mulher perdi meu nome,
Por causa de uma mulher me regenerei.”

“Tava sentado no muro
Fumando bagulho, a polícia chegou,
Joguei o bagulho pro lado,
Saí no Pinote, ninguém me pegou,
Houve tiroteio, houve confusão,
Bateu na porta, o camburão.”



Cantigas de Umbanda - Domínio Público.

Salve Malandrinho das Almas !

Salve a Malandragem !

Obs: Este texto, assim como os outros, estão proibidos para cópias, sejam parciais ou integrais sem autorização prévia (expressa) da autora. Não copie. Plágio é Crime.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Joãozinho Navalha:


Joãozinho Navalha, é uma entidade que transita entre a Linha de Exu Mirim e a Linha de Malandros, na Umbanda,ou seja, ele pode se apresentar, tanto em uma , quanto a outra.Ele é um Malandrinho bem novo, rapazote, que trabalha na maioria das vezes com nossa querida Malandra Maria Navalha, é um pouco astucioso , e sempre trabalha, com segundas intenções, querendo coisas em troca.

É bem levado, e se não for bem doutrinado, pode perder todos os ensinamentos e a caridade, bem exercida na Umbanda.

Salve a Malandragem !

Salve Joãozinho Navalha!




obs: Eu escrevi este pequeno artigo, por intuição e sendo orientada pelos seres de Luz.
Não copie sem autorização prévia. Plágio é crime.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Pontos Cantados do Seu Zé Pelintra :







Chamada Zé Pelintra:

Zé Pelintra,
Seu Zé Pelintra quando vem ,
Ele traz sua magia,
Para saudar todos seus filhos,
E retirar feitiçaria,
Pisa na Aruanda Zé Pelintra eu quero ver,
Pisa na Aruanda Zé Pelintra eu quero ver,
Seu Zé Pelintra quando vem,
Ele traz sua magia,
Para saudar todos seus filhos,
E retirar feitiçaria,
Pisa na Aruanda Zé Pelintra eu quero ver,
Pisa na Aruanda Zé Pelintra eu quero ver.


  Risca o Ponto:

Dim dim dim dim dim dim,
Risca ponto,
Dim dim dim dim dim dim,
Firma ponto,
Dim dim dim dim dim dim,
Pulando cruzado no meio do terreiro chegou,
Povo da Bahia, do Congo e da Lei de Nagô,
Chegou Zé Pelintra que veio do lado de lá,
Fumando e bebendo,
E gritando: vamos saravá,
Saravá ô, ô Saravá.



  Ô meu limão, ô meu limoeiro :

Ô meu limão,
Ô meu limoeiro,
Ô meu limão,
Ô meu limoá,
Eu sou Zé Pelintra , Zé Pelintra eu sou,
Joguei meu punhal no ponto,
Para meu ponto afirmar,
Chamei meus camaradas,
Para vir me ajudar,
Joguei meu punhal no ponto,
Para meu ponto afirmar,
Chamei meus camaradas,
Pra demanda vir quebrar.





Amigo Zé Pelintra:
Zé Pelintra, Zé Pelintra,
Boêmio da madrugada,
Vem na linha das Almas,
E também da Encruzilhada,
Mas o amigo Zé Pelintra,
Que nasceu lá no sertão,
Enfretou a boêmia,
Com seresta e violão,
Hoje na lei de Umbanda,
Acredito no senhor,
Pois sou seu filho de fé,
Pois tem fama de doutor,
Com magia e mironga,
Dando forças ao terreiro,
Saravá seu Zé Pelintra,
O amigo verdadeiro.
Quem quiser me ver , ô Zé :
E quem quiser me ver, ô zé,
Vai em cima do barranco, ô zé,
O Malandro e o Zé Pelintra tão no meio da encruzilhada,
Toma conta e presta conta,
No romper da madrugada,
E quem quiser me ver ô zé,
Vai em cima do barranco ô zé,
O Malandro e o Zé Pelintra são dois fiéis companheiros,
Zé Pelintra na entrada,
E os Malandros no terreiro.







  Boa Noite Pra quem é de Boa Noite;

Boa noite pra quem é de boa noite,
Bom dia pra quem é de bom dia,
A benção, meu papai a benção,
Seu Zé Pelintra é o rei da boêmia.



  Cidade das Torrinhas - Babalorixá Bené de Ogum :

Na cidade das Torrinhas,
Sete portas se fecharam,
Com a fumaça ao contrário,
Que Zé Pelintra soltou,
Eu soltei periquito,
Eu soltei sabiá,
Eu virei macumbeiro de pernas pro ar,
Quem foi que viu Zé Pilintra folgando nesse salão?
Com um copo de cachaça,
E um charuto aceso na mão,
A cachaça só é boa,
Feita da cana torta,
Vocês bebem pelo vício,
E Zé Pelintra porque gosta,
Quem foi que viu Zé Pelintra vagando por esse mundo?
Na boca de quem não presta,
Zé Pelintra é vagabundo,
Quando eu nasci foi chorando,
Sem ter leite pra mamar,
Mamei leite de sete vacas,
Na porteira do curral,
Eu soltei periquito,
Eu soltei sabiá,
Eu virei macumbeiro de pernas pro ar,
Quem está batendo na porta ?
Quem nesta porta bateu ?
É Jesus sacramentado,
E Zé Pilintra sou eu,
Eu soltei periquito,
Eu soltei sabiá,
Eu virei macumbeiro de pernas pro ar.



Mesa da Jurema - Babalorixá Bené de Ogum :

Estava sentado numa mesa da Jurema,
Afirmei meu ponto,
Balancei o maracá,
E eu saudei foi a Jurema Preta,
Seu José Pelintra dê um tombo,
E venha cá.



  Morada de Zé Pilintra - Babalorixá Bené de Ogum:

Seu Zé Pelintra onde é que o senhor mora ?
Seu Zé Pelintra onde é sua morada ?
Eu não posso te dizer,
Porque você não vai me compreender,
Eu nasci no Juremá,
Minha morada é bem pertinho de Oxalá.



  Zé Pilintra e Lampião:

Mulher, mulher não tenha medo do seu marido,
Se ele é bom na faca,
Eu sou no facão,
Se ele é bom na reza,
Eu na oração,
Se ele diz que sim,
Eu digo que não,
Eu sou Zé Pelintra,
E ele é Lampião.






Seu Zé Pelintra não teve pai,
Seu Zé Pelintra não teve mãe,
Ele foi criado por Ogum Beira Mar,
Em nome de Deus e de todos os Orixás.




  Seu Zé Pelintra é Quem Chegou :

Seu Zé Pelintra é quem chegou agora,
Seu Zé Pelintra vem pra trabalhar,
Seu Zé Pelintra mestre de Aruanda,
Afirma seu ponto neste congá,
Mas ele veio foi de Alagoas,
Mas ele veio pra me ajudar,
Seu Zé Pelintra mestre de Aruanda,
Afirma seu ponto neste congá.



  Tava dormindo na beira do mar :

Tava dormindo na beira do mar,
Quando as almas me chamaram,
Pra trabalhar,
Acorda Zé Pelintra vai guerrear,
O inimigo está invadindo,
A porteira do seu lado,
Bota fora as suas armas,
Vai guerrear,
Bota o inimigo pra fora,
Para nunca mais voltar.



  Toma Cuidado com o Balanço da Canoa :

Ô Zé quando vem lá da lagoa,
Toma cuidado com o balanço da canoa,
Ô Zé faça tudo que quiser,
Mas não maltrate o coração dessa mulher.



Mandei chamar Zé Pelintra,
 nego do pé derramado 
e quem mexer com Zé Pelintra,
 ou tá doido ou vem danado. 
 Seu doutor, seu doutor, Zé Pelintra chegou. 
Se você não queria, para que lhe chamou. 






(Esta imagem, do Seu Zé Pelintra,foi fabricada pela Imagens Agostini,uma excelente Fornecedora de Imagens do Rio de Janeiro - Nota da Moderadora do Blog )




Lá na Vila do Cabo, 
ele é primeiro sem segundo.
 Só na boca de quem não presta, 
o Zé Pelintra é vagabundo.



Zé Pelintra no Reino 
Eu sou um Rei Real. 
Zé Pelintra no reino e eu vim trabalhar.
 Trunfei, Trunfei, Trunfei, Trunfá. 
Zé Pelintra no Reino, estou no meu Jurema.
 Trunfariá!



Na passagem de um rio, 
Maria me deu a mão. 
E o prometido é devido,
 é chegada a ocasião.



Seu Zé tá bêbado por quê?
Ainda não vi Seu Zé beber,
Seu Zé tá bêbado por quê?
Ainda não vi Seu Zé beber,
Bota no copo que a caneca tá furada,
Seu Zé não bebeu nada,
Bota no copo que a caneca tá furada,
Seu Zé não bebeu nada.








De terno branco,
Seu punhal de aço puro,
Seu ponto é seguro,
Quando vem pra trabalhar,
Segura o "nêgo",
Que esse "nêgo" é Zé Pelintra,
Na descida do morro,
Ele vem trabalhar.



Seu Zé Pelintra é um cabra bom,
Seu Zé Pelintra é um cabra bom,
Que não me deixa escorregar,
Vence demenda, quebra feitiço,
Ele é o mestre lá no Juremá.



Malandro com Malandro,
Marido e Mulher,
Malandro com Malandro,
Zé Pelintra é.



Zé Pelintra veio ao mundo,
Cumprir a sua missão,
Ajudar a quem precisa,
Tira a nossa aflição.



Eu vi seu Zé Pelintra,
Falando com a 7 saias,
A moça bonita e valente,
Mulher que tanto trabalha,
Ai, ai, ai, eu vi  seu Zé Pelintra.



A história de um certo Zé,
Eu agora vou contar,
Ele fez uma promessa,
Nos braços de Iemanjá....
A canoa já virou,
Foi a marola lá no mar....BIS
Se salvasse a sua vida,
De bebida ia largar....BIS
Por causa dessa promessa,
Nego Zé se transformou,
Saravá seu Zé Pelintra,
Na Umbanda ele é doutor.



Atina, atina, Seu Zé Pelintra,
Não tem medo de mandinga,
Seu Zé Pelintra, é um moço educado,
Não gosta de quem anda errado,
Por aí, a fazer confusão,
É neste barco, que o fulano,
Entra no couro,
Se é Mulato, fica loiro
De tanto levar balão.



Cadê seu Zé Pelintra,
De chapéu branco na mão,
Com gravata encarnada,
Mandando socar pilão.


Na baixa do sapateiro,
Formou-se uma confusão,
Era malandro Zé Pelintra,
Sambando de pé no chão.



La no pé da Juremeira,
Zé Pelintra assentado,
Fazendo seu catimbó,
Dava conta do recado.



Seu doutor não maltrate,
Esse nego,
Que esse nego,
Tem muito valor....BIS
Ele usa camisa de seda,
Gravata rendada,
E  anel de doutor....BIS
Seu doutor, seu doutor,
Bravo senhor,
Zé pelintra chegou,
Bravo senhor,
Mas se tu não queria,
Bravo senhor,
Para que lhe chamou,
Bravo senhor,
Ele é doutor, ele é Nagô....BIS
Seu doutor, seu doutor,
Bravo senhor,
Zé Pelintra chegou / bravo senhor,
Para quem lhe chamou / bravo senhor,
Ele é doutor, ele é Nagô.



Seu Zé Pilintra, com sua ternura,
Sentado no tronco,
Ele reza as criaturas....BIS
A estrela de Oxalá,
Seu povo iluminou,
Ele é seu Zé Pelintra,
Ele é nosso protetor.



Conheceu a boêmia,
Tem que ver romper o dia....BIS
Eu ouvi aquela história,
Que passou lá na Bahia....BIS
E quem não conhece,
Nego Zé alforriado,
Seu terno branco,
Pano bom e engomado,
Contar a história,
Ele também foi doutor,
Na mesa da boêmia,
Ele só teve um grande amor.



Subida de Zé Pelintra :

Agora pro seu morro vai subir,
Meu Deus ele já vai embora,
Conversa de malandro não tem fim,
Boa noite meu senhor,
Boa noite minha senhora.

Pontos Cantados de Domínio Público.
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