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sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Malandro Zé Pelintra da Calunga:


"Zé Pelintra desceu, Zé Pelintra baixou,
É ele que chega e parte a fechadura,
Do portão cerrado.
Zé Pelintra desceu, Zé Pelintra baixou,
É ele quem chamega, quem penetra,
Em cada fresta e rompe o cadeado.

E quando Zé Pelintra pinta na aldeia,
O povo todo saracoteia.
Aparta briga feia, terno branco alinhado,
Cabelo arapuá de brilhantina besuntado,
Ele do ovo é a porção gema, bebe sumo de jurema,
Resolve impossível demanda.
Homem elástico, homem borracha,
Desliza que nem vaselina,
Saravá à sua banda,
(Saravá, saravá)
É ele quem abre uma brecha,
Acende uma mecha no breu,
Desparafusa a rosca e seu cavalo sou eu."
Salve seu Zé Pelintra da Calunga ! Salve a força do seu Zé !
Salve a Malandragem e os Mestres da Jurema.