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sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Malandra Maria do Cais:


"Maria do Cais,
Na beira do Cais,
Sempre a espera de alguém.

Um dia Maria, como qualquer Maria,
Achou o seu bem,
Sonhou acordada,
Seu sonho de amor,
Despertou, não viu nada,
Sentiu-se enganada,
Maria chorou.

Vida perdida na vida que conduz ao nada,
Soma de dores e dores em cada jornada,
Um lenço branco que fica, um lenço branco que vai,
O triste adeus que indica,
Outra Maria que cai, ai, ai.

Quanta Maria aguardando esperanças no mar,
Quanta Maria afogando tristezas num bar,
Dois olhos sobre o horizonte,
Na luz distante e fugaz,
Na procissão das Marias,
Pobres Marias do Cais."

Triste canção de Maria, como sofrem Marias, mas como renascem aquelas que um dia misturaram suas lágrimas com as águas. A fluidez das águas, o confluir dos rios, o vai e vem das ondas exprimem com exatidão o trabalho das Malandras do Cais. Em especial Maria, que apesar do sofrimento, nunca se fez de coitada. Quanta força ressurge de uma filha das águas, quanta riqueza reluz das guardiãs de Iemanjá, Oxum e Nanã. 

Salve todas elas, senhoras do amor, o amor mais puro, o amor que transcende, o amor de nossos orixás, entidades e guias por nós.

Fé e luz para elas !

Salve Maria do Cais 
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