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sábado, 8 de março de 2014

Malandra Maria do Morro.

Olá seguidores do nosso querido blog Malandros e Malandras !!!


Hoje vou falar sobre uma Malandra não muito comum, chama-se Malandra Maria do Morro. Lembrando sempre que nenhuma entidade é igual a outra, o que faço aqui é partilhar um pouco da minha intuição e vivência no meu humilde terreiro com vocês.



Também compartilho histórias, contos e "causos"das entidades que querem falar, para que seus médiuns e umbandistas em geral tenham acesso á um material correspondente ao Povo da Malandragem. Agora chega de conversa fiada, vamos falar da Malandra !




Dona Malandra Maria do Morro é uma Malandra muito simples, tão simples como seu nome, seu nome não a faz pior ou melhor que ninguém. Das Malandras da Umbanda é uma das mais novas, desencarnou a pouquíssimo tempo, porém foi rapidamente acolhida e tratada para ajudar as pessoas, ela gosta muito disso, gosta de ajudar as pessoas, sempre tem um conselho a dar ou uma palavra amiga. 


Quando encarnada, nasceu, viveu e desencarnou no Morro, amava aquilo, tinha orgulho da favela e de toda cultura dentro da mesma, nasceu de família simples e tinha muitos irmãos, o pai abandonou a família quando ela era pequena,  a mãe era lavadeira e desde pequena ela á ajudava como podia, aprendeu a cozinhar, limpar a casa e cuidava dos irmãos.

Gostava, Gosta e sempre irá gostar de samba. E foi o mesmo samba que a fez conhecer seu único amor, ele era negro, forte, alto, sambista como ninguém, era Malandro de vida bandida, compôs sambas em homenagens a ela, sempre que podia a arrastava para a boêmia. Porém era muito Malandro e ela era muito ciumenta, foram morar juntos e não deu certo, também nem poderia ...

As brigas eram constantes, queria deixa-lá em casa e ir para a farra, ela não aceitava isso, Maria não era malandra, mais era esperta e não queria ser passada para trás. Foi numa dessas brigas que aconteceu a confusão, ela quebrou uma garrafa e partiu pra cima do valentão, ele sacou seu 38, já que era amigo do Zé do Morro, com três tiros a queima roupa matou Maria, filha da lavadeira da esquina.

Veio tudo o que era gente, o dono do bar, a vizinha fofoqueira e até a senhora lavadeira, ela chorou quando viu a filha estendida no chão, de longe já se ouvia, a sirene da polícia.



O Valentão tentou pular o muro, ficou preso num beco sem saída, não teve história certa, foi parar na delegacia.

Outros boêmios após de esconderem, ao verem as "joaninhas" indo embora com o valentão preso, só cantavam :

" Deu uma blitz no morro, a polícia vem aí Malandro que é malandro se escondeu lá na figueira. 
Olha ele aí, olha ele aí."

No final das contas, Malandro que é Malandro mesmo escapou e o valentão teve que pagar por tirar a vida da Maria.

Maria assim que desencarnou, sentia uma grande e intensa dor na cabeça, desesperou se ao ver seu corpo sangrando e sua mãe chorando, gritou o mais alto que pode, porém, ninguém lhe ouviu, viu muitas pessoas entrando e saindo do barraco, algumas tentando consolar sua mãe. Foi quando avistou uma forte luz vindo de um canto, essa luz tornou - se uma mulher, uma bela mulher, que assim lhe disse:

- Querida Maria, não temas, suas dores logo cessarão, sua mãe irá melhorar e você receberá ajuda. Essa mesma mulher, conduziu Maria para um posto de socorro, passadas algumas semanas, explicou a Maria sobre o trabalho da Linha da Malandragem dentro da Umbanda. Maria nunca foi muito religiosa, mas gostou da umbanda, por ser uma religião simples, com base na caridade e no respeito ao próximo, a mulher lhe ofereceu um trabalho para preparar-se e futuramente atuar como entidade na Linha das Malandras. Maria gostou muito e agradeceu a oportunidade. Após meses preparando-se, Maria recebeu seu nome de entidade, Maria do Morro e viu que tinha tudo a ver com ela. Ela perdoo o homem que a matou, porém, jurou nunca mais amar ninguém.

Salve a Malandra Maria do Morro !!!


Ponto Cantado da Malandra Maria do Morro:

" Você está vendo aquela Casa pequenina,
Lá no alto da colina que eu mandei fazer,
É lá que a Malandra mora, otário não tem moradia."

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