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terça-feira, 8 de agosto de 2017

Malandro Zé do Cais

Olá irmãos de axé, amigos, seguidores, faz mais ou menos uma semana que esse Malandro entrou em contato comigo, juntamente com minha Maria Navalha para ensinar as pessoas sobre ele. Sua energia tranquila, serena, porém forte, cruzou - se com meus pensamentos, então vou escrever o pouco que sei, conforme eles me passaram.
A primeira coisa que ele e a Navalha me pediram foi pra desfazer a confusão entre Marinheiros e Malandros, algo que as pessoas vem popularizando sem estudar. Esse lindo espirito, trabalhador exímio do Cais, Beira do Cais, Portos e colônias de pescadores, sucinta que Marinheiro é Marinheiro, Malandro é Malandro, entretanto a linha que o espírito vai trabalhar no Terreiro de Umbanda é decidida bem antes do seu contato com médium (desenvolvimento), ou seja, ele é determinado a trabalhar com uma dessas linhas, podendo, ou não trabalhar intercruzado. Não existe Marinheiro Malandro, assim com a palavra junta, isso não é uma falange, o que existem são inúmeros espíritos que foram pescadores, estivadores, marujos, trabalhadores do cais, escravos e até boêmios que se encontravam nessas localidades, esses mesmos foram posteriormente designados a trabalhar como Marinheiros na linha da Marujada da Umbanda, ou como Malandros de Umbanda. O Malandro que trabalha intercruzado com o Marujo não se torna um Malandro Marinheiro, ou vice - versa, mas um Malandro com ligações a esse povo, o contrário também acontece, com marinheiros que podem, ou não trabalhar com Malandros, porém, isso é complexo e completamente raro.
Existem muitas casas de umbanda, que não fazem giras de malandros ou marinheiros separadas, cada gira única com sua energia própria, então intercruzam chamando essas duas linhas juntas, não cabe a nós julgar esses trabalhos, pois muitos marinheiros não obtém reconhecimento para trabalhar, então encontram isso como única forma de exercer a caridade. Contudo, eu prefiro que as giras sejam completamente distintas, separadas, por múltiplos fatores, um deles é que todos os médiuns tem marinheiros, malandras e malandros, sendo que todos precisam do espaço para trabalhar, outro fator é que as energias cruzadas podem interferir em alguns trabalhos específicos. Também prefiro todas as giras separadas por questões energéticas, mas respeito casas que fazem trabalhos cruzados, por suas doutrinas e tradições. Exemplos: Malandros/Baianos, Malandros/Exus, Malandros/Marinheiros, Malandros/Exus Mirins.
Voltando a falar do Zé do Cais, ele é um belíssimo Malandro, ele realmente trabalhou, viveu no cais e toda sua trajetória está junto dos Portos, mercados populares, feiras regionais, com estivadores, marinheiros, prostitutas e vadios (termo vadiagem em constructo histórico). A sua falange também faz parte dos sub chefes composta principalmente por homens que tem trajetórias ligadas a essas coisas.
Um Malandro extremamente educado, simples, humilde e gentil, valoriza seus médiuns como bons amigos, costuma ter roupagem fluídica como jovem, se apresenta jovem, apesar de uns raros na falange serem mais velhos. Muito sedutor, mas na medida certa, é galante com mulheres, sempre muito flexível e um grande trabalhador nas emoções. Leva em seu chapéu nossas dores, desamores, tristezas, mágoas e uma infinidade de sentimentos ruins, positivando nosso chakra cardíaco no que condiz ao amor, harmonia e felicidade. Por isso devemos cuidar dele com carinho, respeito e muito agrado.


Características:

Cores: Branco, vermelho, azul claro, azul escuro, cinza e raramente preto.
Indumentária: Calça branca, calça preta, calça cinza. Camisas azul clara/azul escuro/cinza ou branca (Sim, ele pode usar tudo branco). Chapéu simples, podendo até ser de palha de boa qualidade, mas gosta muito do chapéu branco com fita azul.

Fumo: Cigarro de filtro branco/vermelho e cigarro de palha.

Bebida: Coquinho, pinga com mel (melado/meladinha), cerveja branca, rum, gim, cachaça pura.

Comida: Quase todos os petiscos do Mar, principalmente sardinha (Em 7, fritas no dendê), manjubinha, camarão frito e ovos de codorna.



Fundamentos: Moedas (principalmente antigas), naipe de paus, naipe de copas, dados brancos, dados vermelhos, dados coloridos, dados azuis, dados cinzas, búzios, chaves, baús, flores, pregos, velas brancas, velas azuis.



Salve a Malandragem !
Salve Zé do Cais !

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