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sexta-feira, 4 de agosto de 2017

As Faces de Maria: Mestra Maria Navalha


Olá amigos seguidores, hoje vou explicar um pouco sobre a outra face de Maria, uma das mais deturpadas com certeza, a mestra Maria Navalha, que também já foi chamada de Amália (Amalha), com diversas histórias atreladas a Zé Malandro e a outros mestres da Jurema Sagrada, vou tentar esclarecer com muito carinho, humildade e fé sobre essa linda catimbozeira, apontando as diferenças dela para suas outras "faces".

A Mestra Maria Navalha tem seus fundamentos pautados no Catimbó (Culto da Jurema), proveniente em sua grande parte no Nordeste brasileiro, ainda que existam cultos semelhantes no Norte do país, ela que tem seu legado atrelado a Recife (Pernambuco), ao Mercado São José, as Ruas da Guia, Apolo e Judeu, como também ao Cais do Porto Pernambucano. A História da bela Mestra tem a referencia do Zé Malandro (Mestre), a sua irmã Anália (Nome que vez ou outra confunde - se ao seu) e ao Bairro Casa Amarela, sempre apontada como uma belíssima mulher, que trabalha astralmente com bons caminhos, defesas e no combate as negatividades semelhante as suas outras faces. A SUA história de encarnada também tem sofrimento, quase como todas as que conhecemos, o que faz da Mestra Maria Navalha, diferente da Malandra, Baiana ou Pombagira é a sua forma de atuação, ela trabalha muito diferente quando acostada na sua médium lá no culto nordestino. Ela tem acesso a portais, linhas, elementos, alcances e manifestações completamente diferentes das outras.

 A Mestra Maria Navalha não é só regionalista, ela traz consigo todo o conhecimento ancestral da ciência da Jurema, ela traz as ervas, a cura, o sagrado da natureza. As semelhanças entre ela e as diversas faces de Maria reside na luta da mulher, os direitos das mulheres, a feminilidade, a emancipação feminina, a ancestralidade, o sagrado feminino, a garra, coragem e a força, mas seus trabalhos são essencialmente diferentes.

A Encantada Mestra traz seus fundamentos voltados ao Catimbó nordestino, podendo ou não conter muitos elementos, pois apesar de Jurema ser diferente de Umbanda, lá também existem esferas de evolução. Os Mestres e Mestras se tratam com respeito, carinho, cada qual trabalhando em sua erva, função magística, densidade energética, propósito, encanto e mistério, mas sem deixar de respeitar o que o outro encantado se propõe. Também respondem espiritualmente a outros Mestres mais velhos, mais fortes* (Evolução*)
Apesar do grande sofrimento que essa linhagem de espíritos compõem o termo Mestra Maria Navalha, todas são muito fortes, valentes, destemidas, para não dizer bravas rs, são tidas como onças, que defendem que é seu sem medir esforços, tanto quando eram encarnadas, como depois de passarem pelo processo de encantamento. A Mestra Maria Navalha não tem haver com a Malandra Maria Navalha, mas algumas Malandras, não só Maria Navalha, trazem consigo os mistérios do catimbó, porque muitas em suas vidas encarnadas tiveram contato com o culto, por isso não é de se estranhar que algumas Malandras tenham essa referência, isso quando não vem de vidas enraizadas no Nordeste. Porém, a Mestra Maria Navalha que se apresenta nos Cultos de Jurema mais ruralistas, interioranos no Nordeste raramente tiveram contato com as formas de atuação das Malandras, Pombagiras ou Baianas, são coisas muito distintas, essas Mestras Juremeiras nem sempre tem contato com outras religiões, mesmo que a casa tenha culto de Jurema, e trabalhe com Umbanda, Candomblé, etc. Astralmente essas Mestras tem suas localidades, aldeias e cidade encantada, cujo o trabalho se dá ligado a Mestres, Encantados, que inclusive tem outra frequência vibratória, escala evolutiva diferente de entidades de Umbanda.

(Mesa de Jurema)

A Mestra (Catimbozeira) Maria Navalha não tem subordinação de um Orixá, falangeiro ou qualquer denominação do tipo, pois os Mestres tem fundamentos muito diferentes de Umbanda e Candomblé, mas eles tem grande respeito pelas Divindades Africanas, a Mestra Navalha, assim como outros, trabalha com o Fumo (Mistura de Jurema e outras ervas de segredo), vinho de Jurema (Vinho tinto com segredos) terços (Ligação do Catimbó com catolicismo), raízes, cascas, frutos, sementes, ervas, garrafadas, chás, banhos, maracá, chave, bengala de mestra, cachimbo (Que pode ser de jurema, angico, junco, aroeira). A Mestra Navalha também tem sua erva principal, sua raiz, sua aldeia (cidade) e mistérios, mas isso é um segredo próprio do culto. Muitas outras coisas não puderam ser reveladas aqui, para preservação do culto, seus adeptos fazem segredo e mantém tradições veladas.

Lírios de Mestra I (Pontos de Jurema)

"Eu Vou Beber, Vou Farrear,
Para A Polícia Me Levar.
Eu Moro Em Casa Amarela,
Lá Na Encruzilhada é a minha perdição,
E Quem Quiser Saber Meu Nome,
Sou Eu Maria Navalha."

Aqui diz claramente, a mestra diz quem ela é, da onde ela vem. Que morava no Bairro Casa Amarela mas lá na Encruzilhada, tinha a sua perdição, pois era lá que morava o seu amor, Zé Malandro.

Lírio de Mestra II

"Eu a Procuro Mas Não Vejo,
Cadê Maria Navalha?
Vai Pro Japão, Jandaia.
Mulher De Malandro Tem Nome,
E Se Conhece Pela Saia.
Nego Meu, Neguinho Meu,
Nego Meu, Neguinho Meu
Ele é Preto, é Maconheiro
É Vagabundo Mais É Meu."

Lírio de Mestra III


"Oh ôôôôôô Anália
Cadê Maria Navalha
Ela é Moça Bonita
Que Se Veste Com Sete Saias."


Eu espero que vocês tenham gostado !
Muito Axé pra vocês !
Salve a Mestra da Jurema Maria Navalha !



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