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Mostrando postagens de junho, 2017

Edição - Falanges de Malandras - Malandras e Malandrinhas da Lapa.

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(Pintura da Artista Maria do Carmo da Hora) Olá meus queridos seguidores, amigos, irmãos de axé, hoje vou finalizar a Edição de Falanges sobre as Malandras, as grandes falangeiras de Maria Navalha na Linha da Malandragem da Umbanda. Por incrível que pareça, a minha Malandra, Dona Maria Navalha, é da falange da Lapa, e conforme vieram as intuições, percebi que sua falange ficou para o último texto. Não que isso seja ruim, mas por questão de aprendizagem, humildade e para todos sempre aprendermos, nenhuma falange é melhor que a outra, como nenhuma linha da umbanda também, todas tem seu valor, trabalho e imensa luz. Agora vamos ao texto. As Malandras e Malandrinhas da Lapa são espíritos que se afinizaram com o bairro boêmio, o seu entorno e tudo o que existe lá, mesmo aquelas que não viveram as suas vidas propriamente na Lapa, viveram nos Morros próximos, no Centro do RJ, nos bairros adjacentes, enfim, sempre estiveram envolvidas de alguma forma com a boêmia carioca. Aquelas rar...

Delegado Chico Palha

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"Delegado Chico Palha, Sem alma, sem coração, Não quer samba nem curimba, Na sua jurisdição. Ele não prendia, Só batia. Era um homem muito forte, Com um gênio violento, Acabava a festa a pau, Ainda quebrava os instrumentos. Ele não prendia, Só batia. Os Malandros da Portela, Da Serrinha e da Congonha, Pra ele eram vagabundos, E as mulheres sem-vergonhas. Ele não prendia, Só batia. A curimba ganhou terreiro, O samba ganhou escola, Ele expulso da polícia, Vivia pedindo esmola." (Zeca Pagodinho) (Bezerra da Silva) Curiosidades : Portela é uma escola de Samba muito conhecida no Rj, a escola do coração do Zeca. Serrinha e Congonha são comunidades próximas a Madureira (RJ). Historicamente, o samba, os cultos aos Orixás (Umbanda e Candomblé), o Caxambu, a Capoeira, aconteciam principalmente em Morros, tanto no Morro com no "asfalto" foram muito julgadas, sofreram grande preconceito, como pratica...

Malandra Maria do Morro da Mangueira ♣

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"Delegado Chico Palha, sem alma, sem coração, Não quer samba, nem curimba, na sua jurisdição." (Zeca Pagodinho) Hoje venho falar de outra Maria, mais uma senhora do Morro, que por intuição e ordens de Navalha, quis me passar um pouco mais de axé, fundamento e aprendizagem, A Maria de hoje é uma belíssima negra, antiga moradora do Morro da Mangueira, seu passado se funde com a história do Morro, com a história do samba, da cultura popular, das rodas de "macumba" antigas. Conhecedora de magias, aquela que conquistava a todos com ginga, requebrado e sobretudo inteligência. Muitos lhe subestimaram, foi ofendida e humilhada por tudo, pela cor de sua pele (racismo), pelo seu lindo cabelo afro (crespo), por sua devoção (Culto aos ancestrais), por seu amor pelo samba (proibido por muito tempo), enfim, são tantas dores dessa Maria, que um texto seria pouco. Gostava de disputas, Maria não era Maria vai com as outras, mulher de muita fibra e opinião, filha de Ians...

Malandro Zé Pretinho das Almas

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"Sombras" "Os Homens de Preto e os Homens de Cinza" Somos a poeira da estrada, quase ninguém nos vê, quase ninguém nos enxerga na escuridão das noites, os filhos de fé rogam nossa proteção, somos a guarda baixa, homens da velha guarda, com o costume e as riquezas de nossas tradições. Nossa Marca é a elegância, nossa força é a divina luz. Caminhos cruzados com a noite, temos sim nosso jeito de resolver as coisas, somos rápidos e limpos, ágeis e sinceros, afiados como nossas lâminas. Guaridas, guardas, menestréis, a navalha não corta a seda mesmo, capoeiras de outrora, mestres da cultura popular, respeite (mesmo) quem pode chegar, aonde a gente chegou. Mensagem de Zé Pretinho das Almas. Obs:  Este texto, assim como os outros, estão proibidos para cópias, sejam parciais ou integrais, sem prévia (expressa) autorização da autora. Não copie. Plágio é crime.

Malandra Maria do Cabaré ♥

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"A preciosidade que realmente dou valor é a minha liberdade. Ninguém, absolutamente ninguém pode me controlar. Eu controlei homens poderosos, mulheres mesquinhas, manipulei fatos e autoridades, não me arrependo de nada, alguns mereciam, alguns talvez não. O que realmente me traz arrependimentos é a falta de tempo, nos faltou tempo, tanto tempo, precioso tempo, que ainda nos buscamos na eternidade, idas, vindas e voltas. Mas eu estou aqui, ajudando alguns, amparando outros, dedicando me na umbanda, para que nos pertença o infinito." Mensagem da Malandra Maria do Cabaré, contendo imenso amor para todos, hoje e sempre. ♥ Obs:   Este texto, assim como os outros, estão proibidos para cópias, sejam parciais ou integrais, sem prévia (expressa) autorização da autora. Não copie. Plágio é crime.

Edição - Falanges de Malandros - Falange Camisa Preta:

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Miguelzinho Camisa Preta, Seu Zé Camisa Preta, Malandro Miguel, Miguel Camisa Preta são todas nomenclaturas diferentes para a mesma energia, egrégora, grupo espiritual chefiado por Miguel Camisa Preta, grande amigo, companheiro de jornada e trabalho espiritual junto com seu Zé Pelintra. Ele é um dos sub chefes na Falange dos Malandros na Linha da Malandrage m da Umbanda. Querido, amado, odiado, ferido, marcado, venerado, guerrilheiro, bom de briga. Um dos grandes capoeiristas que existiu, comandando grupos de luta, sempre impecáveis no andar, no falar e no sorrir. Quando você quiser saber quem nos guia nos caminhos da luz e eternidade, procure os "sombras", os gatos da noite, os mistérios da escuridão que trabalham a serviço de Oxalá. Essa defesa astral tem muito da cor preta em suas vestes, mas aqui ninguém é ruim. É o corte da negatividade, da demanda, do inimigo oculto, esse é o propósito, é a defesa, é o poder que vem da transmutação. Aqui bate e aqui vai. Não é ...

Edição - Falanges de Malandras - Malandras e Malandrinhas do Morro.

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Olá a todos, meus queridos amigos seguidores, hoje falarei um pouco sobre a falange de Malandras e Malandrinhas do Morro, atendendo todos os pedidos, tanto por email, quanto por mensagens, e comentários na nossa página na rede social facebook. Antes de adentrarmos os mistérios dessa falange, preciso dizer algo muito importante. A primeira Maria Navalha, a nossa querida senhora chefe de falange, nasceu, criou - se, viveu toda a sua boêmia num dos Morros cariocas. Então, é perfeitamente plausível dizer, que a Falange do Morro, foi uma das primeiras a ser criadas dentro da Linha de Malandras da Umbanda. Nenhuma das falanges é acima, ou abaixo, todas são iguais, entretanto, a do Morro é realmente uma das mais antigas, devido a vivência encarnatória da Chefe de Falange. Muitos já leram sobre a mesma, alguns copiaram meu texto e alteraram, mas não muda o fato, de que ela nasceu no Morro da Providência, e muitas de suas falangeiras vem dos Morros do RJ. Não impede que venham de outro...

Edição - Falanges de Malandras - Malandras da Beira do Cais, Cais e Cais do Porto.

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Como prometi na postagem anterior, vou atender ao pedido de uma leitora da página do facebook e falar sobre Malandras do Cais. Aqui temos três falanges com nomes diferentes, mas com o mesmo tipo energético e forma de atuação. As Malandras da Beira do Cais, Cais ou Cais do Porto são entidades afinizadas com o Mar, portos, feiras livres, estivadores e marinheiros, ou seja, essas entidades tem essa roupagem fluídica, na maioria das vezes por ter tido contato com esses lugares, essas pessoas, esses ambientes quando encarnadas. Isso não significa que não existam aquelas que receberam como missão terem essas falanges e nomes, sem nunca ter tido esse contato, mas isso é muito raro, tão raro, que distancia muito das suas vivências históricas. A maioria dos espíritos que compõem a falange, tem muita ligação com as águas, sejam por terem sido locais de transição, locais de trabalho (formal ou informal), moradia, encontros, desencontros e até desencarne. As mulheres do Cais são eximias trabal...