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domingo, 7 de maio de 2017

Linha de Malandras na Umbanda

"No início sabíamos que não iriam nos aceitar. Disseram então, nossos superiores na espiritualidade, que algumas de nós seríamos enviadas aos terreiros como pombagiras, catimbozeiras, baianas e mestras. Algumas aceitaram, e sob tutela do nome Pombagira se afinizaram, apesar de todas saberem a verdade. Também existiu a afinidade devido nossos conhecimentos sobre o culto dá Jurema, o Catimbó sagrado e por nossos trabalhos também poderem servir na linha de Baianos. Após toda nossa luta, nossas bravas e belíssimas médiuns conseguiram pouco a pouco mostrar a que vieram, conseguimos maior espaço para nos apresentarmos como Malandras. A luta não parou, mas conquistamos o que planejamos desde o início, nossa parte na linha. Malandras somos. Malandras sempre. Entretanto as mais antigas, com medo das represálias de terreiros tradicionais permaneceram com a insígnia Pombagira, outras por questões energéticas ficaram como mestras ou baianas, mas nossa comandante é uma Malandra, então essa é a essência das nossas lâminas. Nossa linha existe, somos da malandragem, Malandras e Malandrinhas sob a tutela de uma Maria, que não é Padilha, Quitéria ou Mulambo. Apesar do respeito que temos as senhoras da linha de comadres, nossa Maria é Navalha, e esse nome não é enfeite, traz dor, luta, trabalho e força. Eu honro ela, assim como todas nós honramos, ela existe, menos tempo que Padilha e todas as suas falangeiras, mas ela existe sim e sempre nos orienta , a luta será árdua e não pode parar..."

Maria Navalha da Lapa.
Salve a malandragem.


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