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quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Roupagens Fluídicas e a Malandragem (Malandras e Malandrinhas):

Olá seguidores, hoje vou falar um pouco sobre a visão limitada de algumas pessoas em relação as entidades, questões sobre roupagens fluídicas, confusões e esteriótipos.


Certa vez eu estava pesquisando textos na internet sobre Malandragem (eu sempre leio tudo, coisas boas, coisas ruins, as coisas que escrevi no passado, livros raros sobre malandros, principalmente Zé Pelintra, fora as minhas vivências no meu terreiro e nos terreiros de amigos), mas voltando aos textos virtuais, encontrei um texto falando que Malandras "parecem" com as Pin ups de antigamente. Nada contra o autor, nada contra a doutrina, abordagem, referencias desse autor, mas isso me deixou um pouco perplexa, por dois simples fatores. O primeiro, é que talvez o autor conheça poucas Malandras, por generalizar que são como "pin up", a segunda é que talvez seja culpa minha, das antigas postagens do blog, que tinham imagens meramente simbólicas para indicar boêmia, jogos, vida noturna. O blog sempre teve imagens ilustrativas, mas elas nunca deveriam ser tomadas ao pé da letra. Não é porque tem uma moça de roupa extremamente curta, decotada, cheia de purpurina, balangandãs, lantejoulas, magrinha, branca, ou qualquer coisa do gênero, que Malandras e Malandrinhas deveriam ser consideradas assim, pelo menos não todas. 
Existem os mais variados tipos de indumentárias para entidades, todas são expressas por seu trabalho, algumas até por vaidade, porém, sua grande maioria condiz com a doutrina umbandista. Uma Malandra que viveu no cabaré, poderá pedir jóias, saia com fenda (ou não), um adereço dourado. Entretanto, não vai se apresentar como na época, porque já não condiz com sua missão espiritual, não há real necessidade de ter um vestido muito curto, maquiagem pesada, ou pedir um adereço em ouro puro. Essas questões implicam em vaidade excessiva, destoante do trabalho, vaidade mediúnica por desequilíbrio energético/psíquico, mistificação, entre outras coisas.

É importante sempre estabelecer que nenhuma entidade é igual a outra, não existe uma verdade absoluta, mas existem dogmas essenciais. Não é porque é de um jeito no terreiro de Zequinha, que Joãozinho está completamente errado. Ambos podem ter a mesma entidade, com mesmo nome, campo de atuação, falanges, mas nunca serão completamente iguais. Não é porque Maria Preta aqui é Malandra nova, que em outra casa será, ou usará a mesma roupa, terá o mesmo fundamento, não é por aí.
Isso se aplica amplamente nas questões de roupagem fluídica, uma Malandra poderá se apresentar para sua médium como uma moça branca, de cabelos ruivos, mas não é toda Malandra que será da mesma maneira. É de suma importância pensar nas minucias da espiritualidade, ela se apresenta com a roupagem escolhida por ela e seus superiores, a roupagem da última vida, ou da vida anterior, isso varia essencialmente, podendo apresentar de várias inclusive. Podemos conhecer muita coisa, basta estudarmos, nos dedicarmos e termos humildade. 

A reflexão sobre as imagens que consideramos para nossas entidades também são reflexo de nosso interior, tem médiuns que se focam em fantasias, em vidas sempre muito boas para suas entidades, desconsiderando seus sofrimentos, defeitos, aprendizagens. Já vi pessoas que focam em um biotipo fundamentado na beleza exterior, no luxo, roupas vistosas, sem considerar que existiram Malandras novas, velhas, brancas, ruivas, loiras e negras, muitas, muitas, muitas negras. Elas trazem mirongas, fuxicos e mistérios de muitas vidas, e nem sempre tiveram uma vida tão simples, reduzida, como muitos médiuns atribuem.

Muita gente não ouve a própria entidade, muita gente se baseia no amigo, no irmão, no paizinho, na internet. As pessoas podem sim nos ajudar, mas cabe a nós com imenso respeito, nos conectarmos com nossos guias. Nem sempre Malandro vai jogar capoeira, nem sempre vai beber cerveja, nem sempre vai ser galanteador, nem sempre vai usar branco e vermelho, nem sempre vai ser jogadora de baralho, ou viveu no cais. Existem muitas formas de trabalho, cabe a nós, focarmos no que nos ronda, o que nos protege, cabe a cada um de nós reconhecermos nosso poder, principalmente o axé da nossa Malandragem.
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