Seguidores

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

A Bengala da Malandragem!


Olá, queridos seguidores do Blog Malandros e Malandras, quero lhes dizer, que estou muito feliz, com todos os comentários, e com os emails, de vocês.

Eu venho pesquisando e cuidando dos blogs de uma maneira geral, porém ando me dedicando muito ao blog :http://livrosdeumbandaecandomble.blogspot.com/ ,

Que é meu mais novo blog, e como ele é novinho, merece atenção, carinho, pesquisas e postagens, rs* 

Agradeço a quem me seguir lá também..Ele se refere a Livros, eu amo ler, amo leitura e acho essencial um bom estudo e um bom conhecimento, ainda mais quando se trata de religião, então criei ele para poder divulgar e ter informações mais precisas sobre livros de umbanda e candomblé.

Agora vamos a nossa postagem, eu relatei em uma postagem passada, que iria pesquisar sobre o uso da bengala na Linha de Malandros e Malandras na Umbanda, mais ainda não tido tempo de pesquisar mas amplamente, e cuidando do outro blog, acabou que me esqueci, peço desculpas.

Foi quando fui alertada pelo email da saudosa Mariana, uma de nossas seguidoras fiéis, que me questionou, quando eu faria uma postagem sobre a Bengala, acessório primordial de alguns Malandros e raramente das Malandras na Umbanda, então lá vamos nós !




História da Bengala 

A história dos bastões de caminhada ou bengalas, como nós conhecemos hoje, começou quando os homens ocuparam a Terra.

No começo, varas, cajados, armas e bastões, eram usados da mesma forma. Mas, durante o curso da história, a bengala também se transformou em um símbolo de status para os homens. Basta você pensar nos cetros dos bispos, reis e imperadores, os quais simbolizavam o poder.



A partir do séc. XVII e XVIII, a bengala passou a ser um acessório de moda. Nenhum homem da cidade podia ficar sem uma.
Esses gloriosos trechos confirmam o alto status social dos seus proprietários.





Antes da bengala transformar-se em um item “fashion”, por volta do séc. XVIII, o bastão era levado junto com a espada, sendo tão importante quanto esta. Gradualmente, entretanto, nossa sociedade começou a substituir a espada pela bengala, como símbolo de cavalheirismo e status.

Um lado positivo, entretanto, é que a bengala pode ser tão útil quanto à espada, quando necessário!



Acredito que esta seja a razão pela qual, em 1702, em Londres – Inglaterra, um cavalheiro tinha que ter licença para ter o privilégio de carregar consigo uma bengala, e cumprir certas regras, sob pena de perder seu privilégio. Acreditem ou não, isso era realmente uma regra policial. Era considerada uma extrema violação, carregar uma bengala como uma arma, ou seja, brandi-la no ar ou arrastá-la no chão ou apoiar-se nela enquanto parado…

Rapaz, se isso fosse hoje, não apenas ela seria afastada de mim, como ainda eu estaria na prisão!



Entretanto, assim como a bengala substituiu a espada como um acessório de vestimenta no séc. XIX, o guarda chuva gradualmente substituiu a bengala, no começo do séc. XX. A bengala como acessório, agora só aparecia em ocasiões extremamente formais. 




Mas, se nós todos pudéssemos ver a bengala, não apenas como uma proposta médica estaria trazendo-a de volta como um acessório de moda importante para aqueles de nós que tem que viver com uma todos os dias!

Desconheço o autor do texto mais acima , mais ele  foi retirado do site:


Exímio fabricante de Bengalas, todas de muita qualidade e requinte.




Minha opinião sobre o uso da Bengala (acessório) na Linha de Malandros e Malandras da Umbanda.

Depois de muita pesquisa, compreendi que ninguém sabe ao certo, como, ou quando seu Zé Pelintra e os demais Malandros começaram a usar a Bengala, como forma de acessório, mais o que encontrei de relatos, foi que a mesma, seria de forma magística, um instrumento importante nas magias do seu Zé. Dizem que a bengala tem um mistério que poucos conhecem.



A Malandragem em si, é uma Linha nova dentro da Umbanda, mais Seu Zé, esta entidade maravilhosa, já é antigo, ele vem do catimbó, faz parte da Jurema, mais conseguiu seu merecido espaço, dentro da Umbanda, penso eu que quando encarnado, o mestre Zé Pelintra possa ter usado a bengala, dotado de grande elegância, charme e requinte, álias o que faz dele uma das entidades tão queridas, nos terreiros Brasil afora.



Mais na época que o mesmo, andou sobre a terra (álias isso vai da opinião de cada um, tem umbandista que acredita que eles não encarnaram respeito essa opinião, mais na minha acredito que viveram aqui sim) o uso da bengala, era freqüente, principalmente em relação aos homens, a bengala em si, transmitia pompa, e denotava cavalheirismo. Talvez por isso, seu Zé, nos mostrando com toda sua ginga, gostaria de transmitir como uma bengala o deixa ainda mais encantador.



 Passou então depois de um tempo, elas fazerem parte dos Malandros e Malandrinhos. Toda entidade, quando vem em terra, pede seus objetos, para consagrá-los, fazer uso dos mesmos, não só habitualmente, mais sempre com um caráter magístico pessoal, e com muita individualidade, ou seja, não é porque todos usam bengalas, que todos são iguais, é apenas mais uma semelhança da linha, e também é importante ressaltar, que nem todos os malandros, vão exigir este acessório, o que pode acarretar pedidos de outros objetos. Isso é normal, e acontece, não muito dificilmente.


Também existem casos de que seu Zé, ou a malandragem, fazendo uso da bengala, em tempos mais antigos, como arma de defesa, pois a mesma era preparada com um Punhal dentro, ela rapidamente se transformava numa arma de ataque, surpreendo o inimigo, e assim auxiliando numa luta.


Essas são as bengalas mais raras, que se tem ouvido falar, tanto que teve uma época, que alguns países, que proibiram o uso de bengala, pelo fato de a mesma, poder ser utilizada como arma.


Em relação às Malandras usarem bengalas, este é um fato muito recente, como às vezes nós, umbandistas, nomeamos simbolicamente objetos ligados as linhas de trabalho, a bengala da malandragem é como o punhal de um cigano, etc.



 Voltando a falar sobre as Malandras, aos poucos se tem noticia, de que raramente algumas malandras, em especial, dona Maria Navalha, utiliza-se da bengala, mais nem sempre como acessório e sim, com fundamentos magísticos bem específicos, é outro mistério das entidades que poucos serão capazes de compreender.

Pesquisando, também descobri, que muitas bengalas, feitas de material especial, e com um fundo oco, a pedido das entidades, como firmeza é colocado ali, muitas coisas, tais como pós, e podem ser passado ervas especiais, ou mesmo dendê, mel, varia conforme atuação das entidades, e a sintonia de seus trabalhos.


Muitas vezes ocorre, também da entidade cruzar ou defumar, seus objetos, para assim obterem uma firmeza e limpeza fluídica para o uso dos mesmos.







“Tenho um caso a relatar, uma vez eu estava numa loja de artigos religiosos, de uma amiga, foi quando ela me contou uma história, de que um homem, não muito velho, havia ido pesquisar com ela, sobre o comércio de bengalas, ela me disse que o mesmo, estava à procura de uma bengala muito antiga que se transformava em um punhal, como já disse anteriormente, essas tem fabricação muito antiga e extinta na maioria dos lugares, minha amiga também me disse, sobre um fato, no mínimo, queridos seguidores, curioso, o homem lhe havia dito que a bengala, não era para Seu Zé Pelintra, nem pra Malandro, mais para uma Malandra, acho que a maioria já desconfia de quem se trata, é claro que a bengala com punhal, era pra dona Maria Navalha! "

Saravá toda a Malandragem!

Saravá Seu Zé Pelintra, Seu Zé Malandro e Dona Maria Navalha!

Salve os Malandros, malandrinhos, Malandras e malandrinhas da Umbanda!

Salve a Magia e o Encanto da Bengala dos Malandros e Malandras.



A primeira e a última imagem, foram criadas, por uma grande amiga e nobre artesã chamada Gisely, que realiza trabalhos com excelente qualidade, um nível raro, é um talento primoroso na arte de esculpir e moldar entidades de luz.

As duas estão no acervo da mesma, em seu blog artístico :http://giselyartesa.blogspot.com
o qual inteiramente recomendo.

As utilização das imagens, foi autorizada pela Gisely, previamente.

Demais imagens retiradas da internet, eu não sei quem são seus idealizadores, mais sabendo disso, terei prazer em citá-los.

O Segundo texto é de minha autoria, com orientação e intuição dos Malandros e Malandras.

Espero que gostem!

Um Abraço Fraterno !

Priscila . Moderadora do Blog Malandros e Malandras.








onselectstart='return false'