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sexta-feira, 2 de junho de 2017

Antigos Cais do Porto do Rio de Janeiro

Olá queridos seguidores, uma das nossas leitoras fiéis me pediu, para fazer uma postagem sobre as falanges do Cais, mas antes de escrever sobre eles, tive a idéia de buscar esse texto e essas fotografias, falando um pouco como se organizou historicamente o cais na cidade do Rj. Eu poderia ter pego de várias cidades, mas preferi o Rj, pela vivência histórica e trajetória de muitos Malandros. Em sequência a esse texto, vem a continuação das falanges de Malandras, explicitando sobre Cais. Espero que gostem. (Nota da moderadora do blog).


A preocupação acerca de um cais ou local apropriado para embarque e desembarque de moradores e viajantes, assim como carga e descargue de embarcações sempre ocuparam as mentes dos Governadores do Rio de Janeiro, desde os tempos coloniais.
Antigos e primeiros cais da cidade
Os padres Jesuítas possuíam seu embarcadouro particular entre o Morro do Castelo e Largo do Carmo (Largo do Paço ou Praça XV). Do outro lado da Praça XV havia a Praia do Peixe, onde muitos pescadores colocavam suas embarcações, e em frente à casa dos Governadores, atual Paço Imperial havia também local de embarque e desembarque, assim como uma rampa, que após reformas se tornou o cais Pharoux.
Próximo ao Arsenal de Marinha, que ficava de frente à praia próxima ao Morro e Mosteiro de São Bento, situava-se o cais dos Mineiros, anteriormente chamado de Braz de Pina, onde havia saída de barcas para o fundo da Baía e Porto da Estrela para quem fosse subir a serra de Petrópolis.
Desconforto e dificuldade para viajantes, carga e descarga
O acesso às embarcações era feito portanto de modo não muito confortável para os habitantes, e mais complicado ainda quanto ao desembarque de mercadorias para o abastecimento da Cidade.
A carga e descarga de mercadorias do navios que aqui aportavam era deveras trabalhosa. As embarcações maiores fundeavam entre a Ilha de Vilegagnon e Ilha das Cobras ao lado do Mosteiro de São Bento, quando então eram transferidas para os saveiros que precisavam aguardar muitos dias, esperando sua vez para entrar na Doca da Alfândega, também no litoral entre a Praça XV e Praça Mauá.
Enfim, não existia um grande cais acostável, o que provocava desconforto para os viajantes que precisavam antes pegar uma pequena embarcação até chegar à embarcação de maior porte, desconforto este também para o comércio como descrito mais acima. Em decorrência disto havia o desejo justificado para a construção de um cais onde pudessem acostar as embarcações maiores.
Ideias para um Novo Porto e novas Docas
No ano de 1853, ainda em Governos do Império ou Monarquia Constitucional, surgiu com mais vigor a idéia de construir um cais com águas mais profundas em suas margens, possibilitando assim o acostamento de grandes embarcações, onde estas pudessem carregar e descarregar mercadorias diretamente, sem passar pelas embarcações menores.
O Visconde de Itaboraí (Joaquim José Rodrigues Torres), então Ministro da Fazenda contratou um engenheiro Inglês, Charles Neate, que esteja no Brasil para planejar e executar tal obra e foram construídas as Docas da Alfândega e Docas D. Pedro II em 1871. Entretanto estas não foram suficientes para atender à contento todo o movimento do porto do Rio.
A melhoria do porto do Rio de Janeiro era um assunto sempre em voga, não somente nos últimos anos do Império como também durante início da República, em 1890. Entretanto não havia recursos para levar adiante tais planos e concretização das obras. Somente na década de 1910 é que foi concretizada a construção do Novo Porto do Rio de Janeiro.


(Praça Mauá/Rio de Janeiro - Década de 30)


Referencias e Fontes:
  • Consulta a diversos livros sobre a história e iconografia do Rio de Janeiro para dar suporte à criação desta página.
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