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sábado, 20 de maio de 2017

Diferença entre nomes, falanges, hierarquia, origens e atuações : Malandros e Malandras

Para começo de polêmica, vamos falar sobre chefes de falanges.

Chefes de Falanges não incorporam.
O que Priscila ?
Como assim ?

O que quero esclarecer é que os verdadeiros chefes nas linhas de Umbanda não incorporam, então existe um Zé Pelintra e uma Maria Navalha que nunca vão incorporar, que nunca vem ao nosso Plano, que não trabalham mediunizados. Esses dois espíritos apenas comandam grupos com seus nomes. Nesses grupos existem sub chefes, espíritos com vários graus, e esses são os que nós vemos nos terreiros. Você recebe um Zé Pelintra (Que em vida passada se chamava Carlos, Pedro, Rafael, ou seja, não é todo Malandro que se chamava José quando encarnado, e o Zé Pelintra só existiu uma vez), isso significa que muitos espíritos semelhantes, afinizados, foram recolhidos na linha e receberam o nome de Zé, Zé Pelintra, Zé Malandrinho, Zé Malandro, Zé Pretinho, etc. Com Dona Maria Navalha é o mesmo. Apesar de muitas histórias sobre ela, poucas, talvez apenas uma em vida era chamada de "Maria Navalha", as outras eram Marias, Paulas, Lucias, Helenas, por aí vai. Após o desencarne, resgate, trabalho, tratamento, ensinamentos, elas recebem o primeiro nome da Guardiã, como Maria, e depois o nome espiritual : Maria Navalha, Maria Pelintra, Maria Rosa.

Os Malandros e Malandras tinham nomes encarnados, mas isso cabe somente a eles, não muda em nada o trabalho deles nos terreiros, mas caso queiram dividir com seus médiuns, não há problema. Inclusive dividir nomes de várias vidas, e como eram suas vidas, tudo depende do merecimento do médium, da sua condição emocional, tendo em vista que as histórias são fortes.

Existem os raros Malandros que não recebem nomes espirituais (Exemplo de nome espiritual: Maria Navalha), então mantém o nome encarnado (Exemplo de nome da última vida: Maria Alzira). Esses espíritos só tem acrescentado falanges, mistérios e fundamentos. (Exemplo: Maria Alzira da Lapa).

Existem ainda os casos excepcionais de Médiuns que ainda não podem saber os nomes de seus Malandros e Malandras, por isso recebem nomes usuais (Zé da Noite) (Maria da Boêmia). Noite não é falange. Tem tudo haver com Malandros, mas não é falange. Após o desenvolvimento, a entidade revela sua verdadeira falange. Boêmia também não é falange, então é nome usual.

Tem Malandros que são mais ligados ao Catimbó, Jurema, Baianos (Linha dos Nordestinos na Umbanda) por isso dão nomes que trazem dessas ligações, entretanto, por estarem na Malandragem, tem falanges de Malandragem.

Exemplo 1: 
Zé Pereira da Calunga (Catimbozeiro + Falange da Malandragem)
Maria Luziara das Almas (Catimbozeira + Falange da Malandragem)
Zé Baiano da Encruzilhada ( Linha da Bahia + Falange da Malandragem)

Se essas entidades viessem nos seus lugares de origem, seria completamente diferente:

Exemplo 2: Zé Pereira (Catimbozeiro da Aldeia Cadindé)
Maria Luziara  (Catimbozeira da Cidade Vajucá)
Zé do Berimbau do Sertão da Paraíba (Baiano + Estado de Identificação)

Espero ter esclarecido algumas coisas. Se tiverem dúvidas, mandem mensagens para a página ou email para mim. (priscilacartomante@hotmail.com)

Axé e Salve a Malandragem !





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