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Rádio da Malandragem - Blog Malandros e Malandras;

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Malandrinho 7 Navalhadas do Morro


Amor Boêmio

Um dia aconteceu
acordei e ele não estava
procurei na casa toda 
e ele não se encontrava 
Olhava da janela ansiosa
esperando ele voltar 
a vida corria triste 
já sem lágrimas pra chorar 
Os dias passando lentamente
meu coração se acalmando 
tudo seguia seu curso 
com sua ausência acostumando 
Um dia nem mais esperava
quando ele reapareceu, 
não acreditei no que via 
meu coração se enterneceu .
Chegou cansado abatido
perdeu a vivacidade 
parecia arrependido 
pela busca da liberdade 
Seus olhos outrora tão lindos
perderam e brilho e a cor 
nas noites de boêmias 
deixou todo seu frescor 
As cicatrizes da vida
castigaram o seu corpo 
as marcas feitas pelo tempo 
aparecem no seu rosto 
Sua boca não diz nada
mas seu olhos pedem perdão 
afago-o sem nada dizer 
e o aqueço em meu coração 
Ele me olha agradecido
vejo uma lágrima rolar 
o acolho sem reprimendas 
mas sei que não vai ficar .
Sua natureza é errante
prendê-lo seria a morte 
até o fim de seus dias 
viverá entregue à sorte .
Não nasceu pra ter raízes
Será sempre bandoleiro 
nesse ir e vir sem fim 
até o dia derradeiro .
Um dia não voltará
só restará a saudade 
voará pro infinito 
em eterna liberdade. 



Ailuj 



Publicado no Recanto das Letras em 31/10/2008 



Salve o Malandrinho 7 Navalhadas do Morro. 



Salve a Malandragem. 



Este texto é uma forma de expressar como é o Amor Boêmio deste Malandrinho.

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