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Rádio da Malandragem - Blog Malandros e Malandras;

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

A Malandragem e a Capoeira : Parte II - Navalha e a Capoeira;


Naifa, Nafe, Sardinha, eram alguns dos nomes pelos quais era conhecida a Navalha, uma arma outrora muito utilizada pelos capoeiras. Pelo que se sabe, a navalha é uma herança dos portugueses, que a teriam introduzido entre os capoeiristas no Rio de Janeiro ainda no século XIX.

Os “fadistas” portugueses, sobretudo na cidade  de Lisboa, que freqüentavam os bairros tradicionais da Alfama, Mouraria e Madragoa, no início do século passado, eram sujeitos sociais muito próximos aos “capoeiras” do Rio de Janeiro, pois além de freqüentarem os mesmos ambientes: portos, boemia, prostíbulos, botequins, eram também considerados sujeitos marginais que sofriam a dura perseguição da polícia, assim como os capoeiras por aqui. E nesses conflitos com a polícia, e também nas disputas entre os seus próprios pares, a navalha era uma arma que estava sempre à disposição, e não raro, eram responsáveis por graves ferimentos entre esses sujeitos e até morte em muitos casos.

O próprio “lenço de seda” utilizado no pescoço, parte indispensável da indumentária da capoeira (e também do sambista) clássico de outros tempos - aquele que usava chapéu “de banda”, terno branco, sapato bicolor e uma argola na orelha esquerda - tinha uma função muito específica: proteger o cidadão, do golpe certeiro da navalha. O “esguião”, como também era conhecido o lenço de seda, tinha a propriedade de impedir o corte da navalha por mais afiada que ela fosse, pois a seda do qual era feito, fazia com que a navalha deslizasse sobre sua superfície sem atingir o pescoço da vítima.



Manduca da Praia, Natividade e o legendário Madame Satã no Rio de Janeiro, assim como Caboclinho, Inocêncio Sete Mortes e Noca de Jacó na Bahia, ou como Nascimento Grande em Pernambuco, são nomes de alguns capoeiras que ficaram também conhecidos como exímios manejadores da navalha.

A navalha hoje em dia, já não faz mais parte do universo da capoeiragem, mas é sempre bom ficar de olho aberto, numa roda de capoeira.



(Essa Fotografia,relacionada a uma Tatuagem de Navalha e rosa,foi retirada do site maravilhoso : http://artetattoo.com.br/,para quem gosta de tatuagem,esse site é uma verdadeira galeria de arte .)





Declarações de Maria Navalha:


Eu Priscila, tive o prazer de estar com Dona Maria Navalha, algumas vezes, incorporada nas suas médiuns inconfundíveis, ela parece escolher muito bem, as mulheres que irão incorporá-la, são sempre mulheres de fibra, de coragem, que não fogem da luta.

Todas as vezes que estive com ela, senti sua energia sagrada, ela é encantadora, tal qual seu Zé e os outros malandros, ela é envolvente, é sedutora, mais é misteriosa, tem um jogo de cintura muito grande, já a vi sendo muito quieta, e também já presenciei navalhas que conversam com mais freqüência. Mais isso realmente não importa, todas tem sua magia, uma mironga muito especial, dizem que ela vem pelos caminhos do Orixá Iansã (Oyá) talvez pelo aspecto guerreiro, imponente, dominadora e forte, que essa Malandra apresenta.

Venho neste Texto, esclarecer a partir da minha humilde opinião, algumas dúvidas, que as pessoas têm sobre a Dona Maria Navalha. 





Maria Navalha é Pombo gira?

Não!Ela pode vir numa Linha de Exu e Pombagira, pela falta de senso por parte dos dirigentes, por falta de conhecimento das pessoas, por não ter Gira SÓ de Malandros e Malandras, totalmente separados dos Exus e Pombagiras guardiães, por ignorância das pessoas, e devido alguns dirigentes não deixarem o médium incorporar mais entidades, as pessoas por não saberem, acham que não tem Malandro e Malandra, que só alguns tem e outros não, um erro pensar e agir assim ,todos tem , todos os médiuns sem exceção tem uma grande falange de entidades de luz, o caso é que alguns demoram a desenvolver no médium, ou mesmo demoram a se apresentar, mais se existe uma casa de umbanda, com um desenvolvimento bacana, todas as entidades vem.

Exemplo: Lurdes tem a Pombo gira Maria Padilha e tem como Malandra Maria Navalha.

Ou mesmo: Kátia tem a Pombo gira Maria Farrapo e a Malandra da Lapa.

Acontece também das médiuns desenvolverem os Malandros em vez das Malandras, e vice-versa, exemplo: Paula recebe a Pombogira Maria Mulambo e o Malandro do Morro.

Isso é totalmente normal, porém após os malandros estarem devidamente desenvolvidos, terem apresentado seu nome, e seu ponto cantado, após terem prestado um trabalho de caridade significativo, bastará um pouco de conversa, doutrina e paciência, para que estes “dêem passagem” para as Malandras.

Também quero deixar claro,que existem entidades que talvez não incorporem,pode acontecer do “Malandro” falar o nome da sua companheira de trabalho, e orientar que não há necessidade de incorporação, pois só a ele foi designado o trabalho espiritual.

Mais isso não quer dizer que as mesmas não existem.



Voltando a falar sobre Dona Maria Navalha, ela mesma relatou para mim, uma vez em um terreiro, que não é Pombagira, e deu uma declaração na frente de muitos, ela nos contou um causo, que havia ocorrido...

Certa noite, após a Gira de Exus e Pombagiras, houve uma Gira em Homenagem a Malandragem, Malandra Maria Navalha chegou,encantando e envolvendo a todos os presentes, um homem aparentando certa experiência “dentro do santo”, dirigiu-se a Malandra, com estas palavras” Boa Noite, Pombogira”, Maria Navalha ao ouvir isso declarou:

“Você não me conhece,quando você saber quem sou,venha falar comigo.

Eu não falo Hahaha, e nem arreio no chão, como acha que sou Pombagira! “

É isso deixa claro e encerrado o assunto, pelo menos para mim.



Ponto de Dona Navalha:

Maria Navalha disse:
Cuidado para não errar,

Ela jurou,jurou ,tornou jurar,

Que mata sem tirar sangue,

Engole sem mastigar!



Os nomes aqui utilizados são fictícios.

Não escrevi esse texto, para ofender, denegrir a doutrina de ninguém, só quis discorrer minha humilde opinião sobre a Malandra Navalha.

Meu Abraço Fraterno aos seguidores queridos, do nosso amado blog.

E Saravá Maria Navalha.



Malandra Maria Navalha ♥ Parte V



A Malandra Maria Navalha que muitas vezes é confundida erroneamente com Pombagira, é uma Malandra que trabalha na Linha dos Malandros, da Umbanda.

É uma Malandra conselheira e amiga, que quando cuidada da forma correta e presenteada, ajuda seus médiuns e consulentes, nas questões financeiras e do amor.

Ela como nenhuma outra é autêntica e adora envolver seus amigos com suas canções de alegria e de dor, carrega sempre consigo sua navalha, marca dessa linda Malandra.





Adora bebidas de bar, e também petiscos de bar, como: salames, queijos, ovos, lingüiça entre outros, e cigarro.

Gosta de usar chapéu e calça, sua cor pode ser vermelho e preto, branco e vermelho, existem qualidades que usam saia.

Maria navalha não gosta de ser afrontada, diz que perdoa, mais sempre dá o troco.





Ponto de Maria Navalha :


“Quem foi que disse que mulher não briga bem,
Quem foi que disse que mulher tem que chorar,
Eu firmo meu ponto na folha da Marambaia,
Corto demanda na Umbanda,
Me chamam, Maria Navalha"

Salve suas Navalhas, que cortam negatividade e nos ajudam a enfrentar os caminhos da vida!

Salve seu Lindo Trabalho de Caridade, dentro da Umbanda!

Salve sua Gira no Terreiro, salve sua Bebida, sua Mironga, seu Feitiço, salve sua Magia!

Saravá Malandra Maria Navalha!


sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Pontos Cantados do Seu Zé Pelintra :







Chamada Zé Pelintra:

Zé Pelintra,
Seu Zé Pelintra quando vem ,
Ele traz sua magia,
Para saudar todos seus filhos,
E retirar feitiçaria,
Pisa na Aruanda Zé Pelintra eu quero ver,
Pisa na Aruanda Zé Pelintra eu quero ver,
Seu Zé Pelintra quando vem,
Ele traz sua magia,
Para saudar todos seus filhos,
E retirar feitiçaria,
Pisa na Aruanda Zé Pelintra eu quero ver,
Pisa na Aruanda Zé Pelintra eu quero ver.


  Risca o Ponto:

Dim dim dim dim dim dim,
Risca ponto,
Dim dim dim dim dim dim,
Firma ponto,
Dim dim dim dim dim dim,
Pulando cruzado no meio do terreiro chegou,
Povo da Bahia, do Congo e da Lei de Nagô,
Chegou Zé Pelintra que veio do lado de lá,
Fumando e bebendo,
E gritando: vamos saravá,
Saravá ô, ô Saravá.



  Ô meu limão, ô meu limoeiro :

Ô meu limão,
Ô meu limoeiro,
Ô meu limão,
Ô meu limoá,
Eu sou Zé Pelintra , Zé Pelintra eu sou,
Joguei meu punhal no ponto,
Para meu ponto afirmar,
Chamei meus camaradas,
Para vir me ajudar,
Joguei meu punhal no ponto,
Para meu ponto afirmar,
Chamei meus camaradas,
Pra demanda vir quebrar.





Amigo Zé Pelintra:
Zé Pelintra, Zé Pelintra,
Boêmio da madrugada,
Vem na linha das Almas,
E também da Encruzilhada,
Mas o amigo Zé Pelintra,
Que nasceu lá no sertão,
Enfretou a boêmia,
Com seresta e violão,
Hoje na lei de Umbanda,
Acredito no senhor,
Pois sou seu filho de fé,
Pois tem fama de doutor,
Com magia e mironga,
Dando forças ao terreiro,
Saravá seu Zé Pelintra,
O amigo verdadeiro.
Quem quiser me ver , ô Zé :
E quem quiser me ver, ô zé,
Vai em cima do barranco, ô zé,
O Malandro e o Zé Pelintra tão no meio da encruzilhada,
Toma conta e presta conta,
No romper da madrugada,
E quem quiser me ver ô zé,
Vai em cima do barranco ô zé,
O Malandro e o Zé Pelintra são dois fiéis companheiros,
Zé Pelintra na entrada,
E os Malandros no terreiro.







  Boa Noite Pra quem é de Boa Noite;

Boa noite pra quem é de boa noite,
Bom dia pra quem é de bom dia,
A benção, meu papai a benção,
Seu Zé Pelintra é o rei da boêmia.



  Cidade das Torrinhas - Babalorixá Bené de Ogum :

Na cidade das Torrinhas,
Sete portas se fecharam,
Com a fumaça ao contrário,
Que Zé Pelintra soltou,
Eu soltei periquito,
Eu soltei sabiá,
Eu virei macumbeiro de pernas pro ar,
Quem foi que viu Zé Pilintra folgando nesse salão?
Com um copo de cachaça,
E um charuto aceso na mão,
A cachaça só é boa,
Feita da cana torta,
Vocês bebem pelo vício,
E Zé Pelintra porque gosta,
Quem foi que viu Zé Pelintra vagando por esse mundo?
Na boca de quem não presta,
Zé Pelintra é vagabundo,
Quando eu nasci foi chorando,
Sem ter leite pra mamar,
Mamei leite de sete vacas,
Na porteira do curral,
Eu soltei periquito,
Eu soltei sabiá,
Eu virei macumbeiro de pernas pro ar,
Quem está batendo na porta ?
Quem nesta porta bateu ?
É Jesus sacramentado,
E Zé Pilintra sou eu,
Eu soltei periquito,
Eu soltei sabiá,
Eu virei macumbeiro de pernas pro ar.



Mesa da Jurema - Babalorixá Bené de Ogum :

Estava sentado numa mesa da Jurema,
Afirmei meu ponto,
Balancei o maracá,
E eu saudei foi a Jurema Preta,
Seu José Pelintra dê um tombo,
E venha cá.



  Morada de Zé Pilintra - Babalorixá Bené de Ogum:

Seu Zé Pelintra onde é que o senhor mora ?
Seu Zé Pelintra onde é sua morada ?
Eu não posso te dizer,
Porque você não vai me compreender,
Eu nasci no Juremá,
Minha morada é bem pertinho de Oxalá.



  Zé Pilintra e Lampião:

Mulher, mulher não tenha medo do seu marido,
Se ele é bom na faca,
Eu sou no facão,
Se ele é bom na reza,
Eu na oração,
Se ele diz que sim,
Eu digo que não,
Eu sou Zé Pelintra,
E ele é Lampião.






Seu Zé Pelintra não teve pai,
Seu Zé Pelintra não teve mãe,
Ele foi criado por Ogum Beira Mar,
Em nome de Deus e de todos os Orixás.




  Seu Zé Pelintra é Quem Chegou :

Seu Zé Pelintra é quem chegou agora,
Seu Zé Pelintra vem pra trabalhar,
Seu Zé Pelintra mestre de Aruanda,
Afirma seu ponto neste congá,
Mas ele veio foi de Alagoas,
Mas ele veio pra me ajudar,
Seu Zé Pelintra mestre de Aruanda,
Afirma seu ponto neste congá.



  Tava dormindo na beira do mar :

Tava dormindo na beira do mar,
Quando as almas me chamaram,
Pra trabalhar,
Acorda Zé Pelintra vai guerrear,
O inimigo está invadindo,
A porteira do seu lado,
Bota fora as suas armas,
Vai guerrear,
Bota o inimigo pra fora,
Para nunca mais voltar.



  Toma Cuidado com o Balanço da Canoa :

Ô Zé quando vem lá da lagoa,
Toma cuidado com o balanço da canoa,
Ô Zé faça tudo que quiser,
Mas não maltrate o coração dessa mulher.



Mandei chamar Zé Pelintra,
 nego do pé derramado 
e quem mexer com Zé Pelintra,
 ou tá doido ou vem danado. 
 Seu doutor, seu doutor, Zé Pelintra chegou. 
Se você não queria, para que lhe chamou. 






(Esta imagem, do Seu Zé Pelintra,foi fabricada pela Imagens Agostini,uma excelente Fornecedora de Imagens do Rio de Janeiro - Nota da Moderadora do Blog )




Lá na Vila do Cabo, 
ele é primeiro sem segundo.
 Só na boca de quem não presta, 
o Zé Pelintra é vagabundo.



Zé Pelintra no Reino 
Eu sou um Rei Real. 
Zé Pelintra no reino e eu vim trabalhar.
 Trunfei, Trunfei, Trunfei, Trunfá. 
Zé Pelintra no Reino, estou no meu Jurema.
 Trunfariá!



Na passagem de um rio, 
Maria me deu a mão. 
E o prometido é devido,
 é chegada a ocasião.



Seu Zé tá bêbado por quê?
Ainda não vi Seu Zé beber,
Seu Zé tá bêbado por quê?
Ainda não vi Seu Zé beber,
Bota no copo que a caneca tá furada,
Seu Zé não bebeu nada,
Bota no copo que a caneca tá furada,
Seu Zé não bebeu nada.








De terno branco,
Seu punhal de aço puro,
Seu ponto é seguro,
Quando vem pra trabalhar,
Segura o "nêgo",
Que esse "nêgo" é Zé Pelintra,
Na descida do morro,
Ele vem trabalhar.



Seu Zé Pelintra é um cabra bom,
Seu Zé Pelintra é um cabra bom,
Que não me deixa escorregar,
Vence demenda, quebra feitiço,
Ele é o mestre lá no Juremá.



Malandro com Malandro,
Marido e Mulher,
Malandro com Malandro,
Zé Pelintra é.



Zé Pelintra veio ao mundo,
Cumprir a sua missão,
Ajudar a quem precisa,
Tira a nossa aflição.



Eu vi seu Zé Pelintra,
Falando com a 7 saias,
A moça bonita e valente,
Mulher que tanto trabalha,
Ai, ai, ai, eu vi  seu Zé Pelintra.



A história de um certo Zé,
Eu agora vou contar,
Ele fez uma promessa,
Nos braços de Iemanjá....
A canoa já virou,
Foi a marola lá no mar....BIS
Se salvasse a sua vida,
De bebida ia largar....BIS
Por causa dessa promessa,
Nego Zé se transformou,
Saravá seu Zé Pelintra,
Na Umbanda ele é doutor.



Atina, atina, Seu Zé Pelintra,
Não tem medo de mandinga,
Seu Zé Pelintra, é um moço educado,
Não gosta de quem anda errado,
Por aí, a fazer confusão,
É neste barco, que o fulano,
Entra no couro,
Se é Mulato, fica loiro
De tanto levar balão.



Cadê seu Zé Pelintra,
De chapéu branco na mão,
Com gravata encarnada,
Mandando socar pilão.


Na baixa do sapateiro,
Formou-se uma confusão,
Era malandro Zé Pelintra,
Sambando de pé no chão.



La no pé da Juremeira,
Zé Pelintra assentado,
Fazendo seu catimbó,
Dava conta do recado.



Seu doutor não maltrate,
Esse nego,
Que esse nego,
Tem muito valor....BIS
Ele usa camisa de seda,
Gravata rendada,
E  anel de doutor....BIS
Seu doutor, seu doutor,
Bravo senhor,
Zé pelintra chegou,
Bravo senhor,
Mas se tu não queria,
Bravo senhor,
Para que lhe chamou,
Bravo senhor,
Ele é doutor, ele é Nagô....BIS
Seu doutor, seu doutor,
Bravo senhor,
Zé Pelintra chegou / bravo senhor,
Para quem lhe chamou / bravo senhor,
Ele é doutor, ele é Nagô.



Seu Zé Pilintra, com sua ternura,
Sentado no tronco,
Ele reza as criaturas....BIS
A estrela de Oxalá,
Seu povo iluminou,
Ele é seu Zé Pelintra,
Ele é nosso protetor.



Conheceu a boêmia,
Tem que ver romper o dia....BIS
Eu ouvi aquela história,
Que passou lá na Bahia....BIS
E quem não conhece,
Nego Zé alforriado,
Seu terno branco,
Pano bom e engomado,
Contar a história,
Ele também foi doutor,
Na mesa da boêmia,
Ele só teve um grande amor.



Subida de Zé Pelintra :

Agora pro seu morro vai subir,
Meu Deus ele já vai embora,
Conversa de malandro não tem fim,
Boa noite meu senhor,
Boa noite minha senhora.
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