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terça-feira, 30 de agosto de 2011

7 Malandras;



" 7 Vezes eu Caí,7 Vezes eu Levantei,

7 Vezes eu Subi,pela Mão de um Rei,meu Rei,

Se o Arco Iris tem as suas 7 Cores,

A Semana 7 Dias,

A Mulher 7 Amores,

Lá na Lapa ,tem 7 Malandras,

E Ninguém Tira,Vou Chamar 7 Malandras,

Pra Tomar Conta da Gira ."



Ponto de Umbanda Adaptado.



sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Aí Malandragem..Vamos Pro Samba ?


Samba é um gênero musical rapidamente associado ao nosso país. A animação presente nas rodas retrata a alma do brasileiro. E o dia 02 de dezembro é marcado por ser o Dia Nacional do Samba.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Mulheres e Baralhos ! Baralhos e Malandras !






Mesas em Homenagem a Malandros e Malandras :




( Mesa de Homenagem a Malandra Rosa e sua Falange de Malandros - Do Centro respeitadíssimo : Casa de Caridade Ogum 7 Ondas - Rio de Janeiro)

Malandra Maria Navalha da Lapa;


Salve a Malandra Maria Navalha da Lapa !

Salve a Malandragem !

Malandra Maria Navalha do Cabaré


Salve a Malandra Maria Navalha do Cabaré !

Pontos Cantados em Homenagem a Malandra Maria Navalha do Cabaré :

Malandrinha eu te dei aquela Rosa,

 Malandrinha eu te dei aquela Rosa

venha Sambar comigo e Jogar Jogo de Ronda.

O seu sorriso,
 a sua beleza,
 o seu gingado com muita clareza,
Navalha antes de ir um embora,
 deixei uma rosa,
 só que sem espinhos ,
a mais bonita no meus caminhos...


Estes Pontos são de autoria da minha querida amiga ,Tatiane ,que tem inspiração ,graça e luz ao escrever palavras de carinho a essa Linda Entidade ,chamada Maria Navalha !

Salve a Malandragem !

domingo, 14 de agosto de 2011

Malandro 7 Facadas;


Sete facadas - Malandro que passou por esse mundo por mais de sete vezes.

Como um bom malandro respeita as mulheres, crianças e todos aqueles que são seus camaradas. Sete já me livrou da morte, me livrou da má sorte e de coisas ruins que esse mundo pode me oferecer.

Sete é encantado e tem passe livre para caminhar em qualquer linha de trabalho, inclusive junto com as crianças ou ibejis.

Sete foi pai e com o instinto paternal envolve com sua proteção todos os seus e como ele mesmo diz "- sete facadas ele é meu grande amigo, sete facadas ele me livra dos perigos".

Sete é apenas um grão de areia na imensidão que é a espiritualidade e se ele for um espírito sem luz, um quiumba, um Egum ou mesmo um obsessor o tempo irá dizer.
 Ele é confirmado pelas entidades que me encaminham por essa vida, ele é ordenança de um EXÚ e uma Pombagira, ele dá e presta conta das coisas que ele faz, pois sete é sete um malandro que trabalha na seara do bem.


Ponto Cantado do Malandro 7 Facadas:

                                                                                                                           
"É Sete, é Sete na Folha da Bananeira,
Trabalha com a Malandragem e não de Brincadeira”

Salve Malandragem!

E acima de Sete vem ele” Ogum iê, Patacorí Ogum"

Desconheço o Autor deste Brilhante Texto ,mais se um dia eu souber,terei prazer em citá-lo, pois é um texto muito bom.

Fonte: Internet.





quinta-feira, 11 de agosto de 2011

♪ Zé Pelintra Quando Vem Lá de Aruanda ... ♪


Zé Pelintra nasceu no Nordeste, há controvérsias se o mesmo tivesse nascido no Recife ou Pernambuco e veio para o Rio de Janeiro, onde se malandreou na Lapa e certo dia foi assassinado a navalhadas em uma briga de bar.

Sendo assim, Zé Pelintra formou uma bela falange de malandros de Luz, que vêm ajudar aqueles que necessitam, os malandros são entidades amigas e de muito respeito, sendo assim não aceitamos que pessoas que não respeitam as entidades e a Umbanda, digam que estão incorporados com seu Zé ou qualquer outro Malandro e que eles fumem maconha ou tóxicos, entidades usam cigarros e charutos, pois fumaça funciona como defumador astral.

Podemos citar além de Mestre Zé Pelintra, Zé de Virada, Zé Malandro, Zé Pretinho, Seu Malandro, Navalha, Zé do Morro e Maria Navalhada, etc...

Os Malandros vêm na linha de Exu, Mas malandros não são Exus...

Ao contrario de Exus que encontramos nas encruzilhadas, Malandros encontramos em bares, subidas de morro, festas e muito mais...

Salve seu Zé Pelintra!

Salve os Malandros!

Salve a Malandragem!



quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Os Arcos da Lapa - Rio de Janeiro ;




Berço da famosa boemia carioca, bairro revela também um dos mais ricos conjuntos arquitetônicos da cidade.

Apenas um bairro no Rio de Janeiro pode agregar variadas manifestações musicais sem ofuscar gêneros e artistas. O local é a Lapa, no centro da cidade, onde fica a emblemática obra dos Arcos da Lapa. Palco para o lirismo das letras do samba, os acordes do som do nordeste e a modernidade da música eletrônica, todos convivem em perfeita harmonia nos bares espalhados pelas ruas Mem de Sá, Riachuelo e Lavradio.



Desde o início da década de 50, a Lapa já era um dos principais pontos de referência da vida noturna da cidade. O local, com seus famosos cabarés e restaurantes, era considerado a “Montmartre Carioca”, freqüentada pela fina flor dos artistas, intelectuais, políticos e diplomatas. Daquela época até hoje, a Lapa continua a pulsar. A Prefeitura do Rio já restaurou boa parte do bairro, que manteve quase intacta a arquitetura original dos prédios do início do século, a principal característica do lugar. Visualmente, o local é um banho de história, abrigando os centenários Arcos da Lapa, o Passeio Público, a Escola Nacional de Música e a Igreja de N. Sra. da Lapa são verdadeiros ícones do Rio Antigo.



Mas é quando a noite cai que a Lapa mostra porque já se firmou como atração cultural da cidade. A Sala Cecília Meirelles, considerada a melhor casa de concertos de música de câmera do Rio, divide a rua com o bar Asa Branca, onde o malandro vai procurar música popular forró. Bares como o Semente e do Ernesto têm a manifestação mais carioca do samba, o chorinho. Para os fãs de rodas de samba, as dicas são o Emporium 100 e o Rio Scenarium, que durante o dia funcionam como antiquários. Os mesmos estilos musicais invadem também o Carioca da Gema, a Casa da Mãe Joana e o Dama da Noite.

As batidas do house, Techno e outras nuances modernas, além de shows de grandes artistas da MPB, encontram espaço na Fundição Progresso, e não raro, em eventos promovidos ao ar livre, usando sempre um dos arcos como teto e cenário para as performances.

Ainda na mesma Lapa, restaurantes como Nova Capela, Manoel e Joaquim e Bar Brasil garantem a noite oferecendo boa gastronomia. De fato, é nesse espaço multicultural que o carioca reencontra suas origens e o turista faz um passeio pela história num dos mais preciosos conjuntos arquitetônicos do Rio de Janeiro.





Malandro Seu Camisa Preta :


Camisa Preta – o nome é o registro de um hábito deste Boêmio, que só usava camisa de cor negra – foi mais um dos muitos malandros que engrossaram a lista dos temíveis e respeitados valentes que povoaram as ruas da Lapa até os idos de 40. Nomes como Sete Coroas, Meia Noite, Miguelzinho da Lapa, Joãozinho da Lapa, Nelson Naval, Madame Satã, etc.


Camisa preta, o malandro boêmio das madrugadas, um cara em que você, pode confiar muito fino, até mesmo pra dar um passa fora em alguém.


Em vida viveu em torno do seu maior amor, a escola de samba Portela.


Hoje em dia, vem na Linha de Malandro pra socorrer os que realmente lhe são fiéis.


São pouquíssimos os Malandros com denominação, Miguel Camisa Preta.
e , por isso essa singela homenagem!


“De Terno Preto, de Chapéu de Panamá,
Camisa Preta já chegou nesse lugar,
ele virou mundo, ele viajou no tempo,
Camisa Preta não me saí do pensamento!”


“As histórias de malandros / que eram tipos assim / chinelo cara de gato / bem brasileiro mulato / trazendo uma ginga no passo / violão debaixo do braço / gostando da Rosinha ou Risoleta / assim vivia o malandro / no tempo do Camisa Preta ”.


História de Criança (samba de 1940) – Wilson Batista









A Lapa de Miguel Camisa Preta :




MIGUEL CAMISA  PRETA.....

Os palavreados nasciam na Lapa, subiam os morros e iam para Copacabana e Leblon. Vez ou outra chegava a Tijuca quando passavam com destino a Vila Izabel. A malandragem, os Proxenetas e Cafetões se esbarravam nas vielas dos becos do Centro e se podia notar o respeito quando, num balanço mágico de corpo, se sacava quem tinha ou não tinha navalha no bolso de trás.

As brincadeiras de "Tem Pente Ai"?, levando a mão na bunda do amigo, nasceu nestas buscas de navalhas escondidas. Nesta época, o Rio de Janeiro, lançou um pente que se abria em formato de navalha em homenagem a estas escondidas armas, usadas por malandros e prostitutas da lapa....

Havia um bandoleiro (carne--seca) que usava esta arma para cortar pessoas quando o bonde deixava as madrugadas com destino a Muda ou Santa Teresa. Depois de longas maldades humanas foi preso e quase linchado nas imediações do Arco da Lapa, pelos malandros. Era uma afronta para a malandragem e para  madane Satã  gente enlameando a área.
 HAVIA grandes malandras, belas prostitutas, malandro MIGUEL CAMISA PRETA, madame satã, Bôa Noite e o Velho Edgar. Faziam "ponto" no Ponto Azul, Bola Preta, Arcos, Maraguape, Mauá, Estácio e Glória.
Hoje, aos 70 anos revejo estes lindos momentos desta Lapa Boêmia que meu amigo Nelson Gonçalves tanto cantou, amou e frequentou...

Isto era um pouco do Rio nos anos 40 e 50...


Sempre tive uma alma excessivamente curiosa e ia em todas. As vezes no Dancing Avenida na Cinelândia, outras vezes estava no Dancing Brasil furando os cartões e sempre que podia, no final da noite, uma esticada no Bola Preta, lanchava no Ponto Azul e dormia mesmo na Rua Riachuelo ou Visconde de Maraguape quando não na Frei Caneca, sempre acompanhado por belas prostitutas. Só ia para casa com o Sol do meio dia.

Quanto a Praça Mauá, suas noites eram alongadas e alegres. As Boates ficavam até o dia clarear, o Novo México, então virava o dia com gringos bêbados cheios de dólares que caiam pelas calçadas sendo levados por travestis e prostitutas espertas.

Antes que estas noites tivessem inicio gostava era de ficar tomando chope preto no Amarelinho onde se podia ver desde MADANE SATÃ e MIGUEL CAMISA PRETA, MIGUELZINHO, indo em direção aos bondes de Santa Teresa, até Orlando Silva se deliciando com suas pingas e chopes de colarinho.

Foi ai que conheci o famoso chope Preto do Bar do Luiz na Senador Dantas onde mais tarde passeei com Lúcia em nossa lua de mel nos anos 60. Interessante que quando estive na Lapa, andando na rua do Passeio com minha mãe Ecila, e falei de minhas andanças e passeios com Lúcia, ela disse que era um coincidência, pois tinha sido ali que ela passeava com meu pai nos anos 30, quando se casaram.

Ou a Lapa era mesmo um ponto turístico ou houve uma bela e divina atração nossa por este local tão boêmio do Rio de Janeiro.

Havia uma esquina  numa loja de Dandão e Gó na esquina onde se comia os melhores Galetos do Rio. Sempre que a noite caia e antes que as boates começassem o seu piscar de luzes avermelhadas e, o Amarelinho ainda tinha suas cadeiras estendidas no calçadão, era comum a gente vê muitos malandros e prostitutas transitando no local. Era no bar dos irmãos de Aciollio Pena e dona Lopelina que estes malandros passavam as longas noites do Rio boemio dos anos 40 e 50!!!
A lapa do Rio de Janeiro foi uma escola onde não faltou nada. Estava ainda com l9 anos e tudo estava no tom do afloramento. ....da descoberta!



Sempre de camisa de linho preto ou seda preta, com uma faixa preta atravessada no chapéu de panamá,em homenagem ao seu clube de futebol,o vasco da gama,  MIGUEL CAMISA PRETA, MIGUELZINHO era se não me engano,carioca da lapa,dos seus 40 anos, alto e jogava capoeira sempre rindo e cumprimentativo, ele sabia que os malandros do morro estavam ali só para bisbilhotar o mulato dono das mais belas prostitutas da lapa. O muro da casa do velho Chateaubriand dava para a rua particular do Camões e era fácil ver o vulto de MIGUEL CAMISA PRETA, MIGUELZINHO,
elegantemente vestido, levando uma famosa prostituta francesa loura para sua cama, se não me engano , pagando seu preço de trabalho, ela era conhecida como a  MARY DE MIGUELZINHO, prostituta que ninguem mexia ou desrespeitava....  .
OS malandros da lapa tinham sempre encontros agressivos com os malandros do morro . Uma espécie de revanche por causa das prostitutas que para eles trabalhavam. Quando havia alguma festa  na lapa era fatal algumas brigas. Lembro de Camilo, Reco e outros que gostavam das brigas. .

As noites no Rio de Janeiro eram como uma faculdade de vivências O Novo México com suas bailarinas importadas de Caxias ou de Buenos Aires tinha o ar refeito de luzes que piscavam em coloridos pobres e danças desconcertadas por marujos desengonçados. Num canto da boate, uns proxenetas contavam sempre dólares amassados tirados de bolsas e bolsos sujos para pagar as suas prostitutas e suas bebidas.

Alguns destes dólares eram surrupiados por novas prostitutas Alguns ingleses e noruegueses passavam em passos bêbados e balbuciando a linguagem universal do etílico. Neste inteligível universal caminham, transando a rua para os barco ancorados na Mauá. Um balcão ainda sujo com restos de cervejas brilha quando o Sol começava a penetrar seus raios nas mesas vindo da direção de Niterói.

Enquanto um velho, de braços ossudos e óculos picinez, reconta moedas que resvalam no Raio do Sol e vinha até minha mesa, no canto esquerdo do salão, que fedia a cigarro, cuba-libre e caipirinha com vodka. Era assim as madrugadas no Novo México numa das esquinas perto do centro da malandragem no Rio de Janeiro dos meus l9 anos.O charmoso mulato MIGUEL CAMISA PRETA, MIGUELZINHO, malandro da lapa  sempre estava lá  pré disposto a um longo papo nas madrugas.

Era ele  que, longe de ser violento, era respeitado por todos os malandros e frequentadores da lapa pelo alto índice de carisma e cuidados com as suas   famosas prostitutas marginais que usavam navalhas,famoso por  suas  pernadas capoeristas sempre bem certeiras....e suas musicas seresteiras que falavam da sua paixão pela loura francesa, prostituta que trabalhava nos bares da lapa para madame satã!

As vezes indo até a LAPA ou PRAÇA MAÚA  se podia diferenciar o ambiente. Algumas mulheres eram as mesmas e, se não fossem os métodos, poderiam se considerar na igualdade do socialismo mundano tão rico em peripécias e tão bonito de vivenciar. Na LAPA, alguns gringos. A maioria dos freqüentadores era mesmo da zona Sul e alguns forasteiros turistas paulistas ou mineiros.

A ainda não havia sido divulgado o Beco das Garrafas e os inferninhos ainda eram coisa de  prostitutas e malandros......a praça maúa” era cheia  mini-boate frequentadas por prostitutas e seus cafetãos. Havia o esbarramento com malandros famosos e temidos  que moravam na lapas e nos morros e iam nas noites, havia a diferença do malandro da lapa e do malandro do morro....grande diferença que limitavam suas atividades noturnas...
Um piano tocado por Agostinho dos Santos em inicio de carreira e alguns boêmios vindo do Antonius, ou do Jangadeiro, do barril l800, ou do Zepelin de Ipanema.

O Rio de Janeiro para mim, um menino saído das ruas empoeiradas de Macaé, tinha um caráter de curiosidade e encantamento. Claro que moleque criado nos bast fonds de Macaé, conhecendo desde Ermita até o Quadrado, passando por outras tantas das nossas noites, o Rio era como um Segundo Grau ou um Vestibular. Como não me dava bem nas aulas escolares, nestas aulas ia me saindo com notas acima de 7. Não entrava em bolas divididas nas noites e sabia onde estava e andava os meus limites e com isso fui sendo bem chegado ao ponto de em todos os mundos cariocas ter me dado otimamente bem como se estivesse sentado num barzinho das ruas puras de minha cidade.

O Barril l800 era onde se via os que podemos chamar de pequenos burgueses em alta e a classe média sul./norte em roupas de grife. A maioria era formada por freqüentadores do Alcazar, outro point da beira do mar de Copacabana, e que era onde se podia tomar de fato o melhor chope. Só era comparado ao chope do amarelinho ou do bar do Luís da Senador Dantas..

Uma mistura de música de gafieira com  Bossa Nova.....era  a  BOÊMIA!!!!!
Assim era este Rio de Janeiro onde as noites emendavam nas manhãs e o Sol se punha com toda a sua beleza dourando toda a extensão de lapa a copacabana.foi um bom Segundo Grau na escola da vida!!!. Mais tarde alguns macaenses foram tomando conta das noites. Lucas Vieira, de seu Manduquinha, foi tocar com Ivon Curi. Lucas, um dos mais requisitados pianistas das noites, recebia sempre os macaenses onde quer que tocasse.

Havia uma Macaé sempre presente no Rio de Janeiro e as noites haviam encontros que se prolongavam por horas e horas. O Rio ainda tinha o cheiro da e paz que ainda não conhecia o arranhamento do desnível social. Morro era mesmo morro do Chão de Estrelas e a Lapa tinha ainda o cheiro das pólvoras da torre da Igreja que faltava e que Adelino Moreira colocou no Samba que Nelson Gonçalves cantava. Bater samba em mesa do Amarelinho em caixa de fósforo e harmonia nos pés era toda noite nas madrugadas do Rio nos anos 40 e 50..

As sinucas eram freqüentadas e MIGUEL CAMISA PRETA, MIGUELZINHO, tomava seu café com leite calmamente antes de fechar o jogo da bola Vermelha ate a Preta , matando a 5, pegando a seis duas vezes e a sete no fundo. Era mesmo uma Lapa gostosa dos bondes de Santa Teresa e saídas para Tijuca e Meier.

Tudo girava em torno de um Rio de Janeiro bem interior e bem Carioca.O Bar Ponto Azul era sempre freqüentado por MIGUEL CAMISA PRETA e sua turma das sinucas da Riachuelo e Centro..MADAME SATÃ subia as ladeiras do Arco da Lapa num gingado típico das grandes marcas da malandragem....o único travesti malandro que a lapa temeu e MIGUEL CAMISA PRETA respeitou!

A alegria de MIGUEL CAMISA PRETA,O MIGUELZINHO,  era comentada por gente que o conheceu nas esquinas da vida do Rio de Janeiro. . Célio Ferraz, que morou na casa de MIGUEL no Rio, me contou, numa madrugada alegre no Bar São Cristovão, que MIGUEL  adorava as delícias de um Feijão Pingado com Curvina Frita, e que Benedito Lacerda criou as duas músicas vendo as menininhas saírem do Ginásio Macaense vestidas de Azul e Branco,e que MIGUEL CAMISA PRETA, O MIGUELZINHO,o ajudou a compor!!!.

A musica original era mais ou menos assim. “Vestida de Azul e Branco, trazendo um GM num bolsinho encantador..Depois eles adaptaram:. Trazendo um sorriso franco.nun rostinho encantador...

GM era a sigla de Ginásio Macaense que todas as meninas usavam na altura dos seios.



O Autor deste brilhante Texto é José Milbs de Lacerda gama (editor de www.jornalorebate.com )

Lapa Boêmia;


LAPA BOÊMIA - CD Vol.I


Composição: Crioulo Doido/Marujo

Lapa Boêmia

(Crioulo Doido/ Marujo)

(REFRÃO)
Eu sou do tempo da Lapa boêmia (bis)
E da malandragem
Quando o artigo 159 (bis)
Era o da vadiagem

Malandro que era malandro
Andava alinhado..
Com cordão de ouro fino em trancelim
De chinelo Charlot e "chapéu corpado"
A "grifa" pagava a despesa, quando o cacife era esperto
E a média com pão e manteiga
Saía quentinha no bar do Ernesto

(Refrão)

Bons tempos àqueles vividos:
Boite Capela, Night and Day e
Luz e Cores...
Neons reluzentes na Lapa tão bela.
E o ponto de bicho na esquina...
O cortiço com seu ti-ti-ti,
Dividia o espaço da noite...
A mariposa e os travestis.

(Refrão )

Quando a bronca esquentava entre os valentões,
A "fio de sola" e navalha
Riscava o vento com precisão.
Madame Satã, Miguelzinho,
Camisa Preta e Brancura...
Malandros que entraram "pra" história
Porque tinham fama de Donos da Rua.

(Refrão)





domingo, 7 de agosto de 2011

Chapéu Palheta;



O chapéu-palheta é um tipo de chapéu de palha com textura rígida, muito popular nas primeiras décadas do século XX

Origem e popularização

O seu uso tem origem como acessório em competições de canoagem, durante o século XIX. No alvorecer do XX, já era um modismo popular nos Estados Unidos.




Brasil 

No Brasil, o item já era conhecido desde os primeiros anos do século XX, mas se popularizou ainda mais na década de 1920, com a influência da cultura norte-americana, que atingia o país principalmente através do cinema. Até o início dos anos 40 foi um acessório comum no vestuário do brasileiro. Durante a Segunda Guerra Mundial, o chapéu-palheta começou a entrar em desuso no país, até desaparecer. 

Cultura popular 

Nos anos 30 o palheta foi largamente usado pelos boêmios do bairro da Lapa, no Rio de Janeiro. A razão era o seu baixo custo somada ao seu formato (que evoca o que é tropical). Com isso, tal chapéu passou a fazer parte da figura do malandro, no imaginário popular brasileiro. Um exemplo é o Zé Carioca (que usa chapéu-palheta), personagem criado por Walt Disney para estereotipar o brasileiro. Talvez fosse esse o motivo do palheta ter diminuído a sua popularidade nos anos 40, embora acontecesse o mesmo no exterior. 

Wikipédia





Digno de nota é também seu chapéu de palha, mais conhecido em português como palheta. O palheta é um clássico entre os chapéus para o verão. Mais rígido do que o chapéu Panamá, o palheta é um tradicional acessório dos gondoliers que cruzam os canais de Veneza. Ele é muito popular também entre açougueiros mais tradicionais da Inglaterra e da Alemanha. Em inglês ele se chama boater e, em francês, esse simpático chapéu de palha é conhecido como "matelot" ou "canotier"



O palheta faz também parte do traje recomendado para os espectadores da tradicional regata de Henley, que ocorre todos os anos no início de julho, ao longo do Tâmisa na Inglaterra. Parte do charme do palheta é a sua indiferença a distinções de classe - do açougueiro ao aristocrata, do marinheiro ao presidente, do aviador ao apresentador de televisão, muitos homens aderiram ao ar de elegância casual evocado por esse simpático chapéu de palha.



Artigo de Marcel Basthos.



Malandro Camisa Preta : Em Quadrinhos !


Mais uma editora decidiu entrar no mercado de histórias em quadrinhos nacionais.
É a Ygarapé, que faz sua estreia nas HQs com o álbum Camisa Preta (formato 21 x 28 cm, 64 páginas, R$ 23,00), de Nani (roteiro) e Guidacci (arte).
Camisa Preta é um malandro da Lapa do Rio de Janeiro, da velha guarda, que decide voltar à atividade. Neste álbum, Nani apimenta as histórias do seu herói malandro com bastante humor, junto com imagens debochadas e provocantes de Guidacci.



"Camisa Preta é um herói meio malandro, meio boa-praça, meio canalha, com quem cada um de nós tem alguma coisa em comum, metido em situações incomuns. Um malandro responsa, clássico, antenado, que cultiva, só de marra, o anacronismo da navalha, sem dar nem bola para as contradições que todo herói da Lapa tem que tirar de letra até hoje para sobreviver. Instigante. ...Foi com gratíssima surpresa que tive o privilégio de ver esses originais, de perto, antes de todo mundo. Não que não pudesse imaginar aonde dois caras como o Nani e o Guidacci seriam capazes de chegar. O que me surpreendeu, mesmo, foi eles terem se associado com esse objetivo. Inesperado. Surpreendente. Caí sentado e estou rindo até agora. Logo eu, que gosto da coisa. Eles me deram uma rasteira, sem se levantar das suas mesas de trabalho. Um luxo.

 Um clássico.Definitivo." Marco Carvalho - Autor de “Feijoada no Paraíso” livro que inspirou o filme “Besouro”. 

Texto completo, maiores informações e vendas: http://www.ygarape-books.com/

EMT - Divulgação

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Samba da Malandragem : O Malandro ;


O Malandro Chico Buarque


(Kurt Weill - Bertolt Brecht -
versão livre de Chico Buarque/1977-1978)


O malandro/Na dureza
Senta à mesa/Do café
Bebe um gole/De cachaça
Acha graça/E dá no pé

O garçom/No prejuízo
Sem sorriso/Sem freguês
De passagem/Pela caixa
Dá uma baixa/No português

O galego/Acha estranho
Que o seu ganho/Tá um horror
Pega o lápis/Soma os canos
Passa os danos/Pro distribuidor

Mas o frete/Vê que ao todo
Há engodo/Nos papéis
E pra cima/Do alambique
Dá um trambique/De cem mil réis

O usineiro/Nessa luta
Grita (ponte que partiu)
Não é idiota/Trunca a nota
Lesa o Banco/Do Brasil

Nosso banco/Tá cotado
No mercado/Exterior
Então taxa/A cachaça
A um preço/Assustador

Mas os ianques/Com seus tanques
Têm bem mais o/Que fazer
E proíbem/Os soldados
Aliados/De beber

A cachaça/Tá parada
Rejeitada/No barril
O alambique/Tem chilique
Contra o Banco/Do Brasil

O usineiro/Faz barulho
Com orgulho/De produtor
Mas a sua/Raiva cega
Descarrega/No carregador

Este chega/Pro galego
Nega arrego/Cobra mais
A cachaça/Tá de graça
Mas o frete/Como é que faz?

O galego/Tá apertado
Pro seu lado/Não tá bom
Então deixa/Congelada
A mesada/Do garçon

O garçon vê/Um malandro
Sai gritando/Pega ladrão
E o malandro/Autuado
É julgado e condenado culpado
Pela situação


1977 © by Cara Nova Editora Musical Ltda.





(Fotografia do brilhante André Vilarrion)

Zé Malandrinho do Morro;


Zé Malandrinho do morro,
preciso de você
pra me tirar de um sufoco(bis)
A vida sem você não vale nada

Zé Malandrinho, meu camarada(bis)



Salve Seu Zé Malandrinho do Morro!

Salve a Malandragem !


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