Seguidores

Rádio da Malandragem - Blog Malandros e Malandras;

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

O Encontro de Zé Pelintra e Lampião.


Um dia desses, passeando por Aruanda, escutei um conto muito interessante. 

Uma história sobre o encontro de Zé Pelintra com Lampião…

Dizem que tudo começou quando Zé Pelintra, malandro descolado na vida, tentou aproximar – se de Maria Bonita, pois a achava uma mulher muito atraente e forte, como ele gostava. Virgulino, ou melhor, Lampião, não gostou nada da história e veio tirar satisfação com o Zé:

_Então você é o tal do Zé Pelintra? Olha aqui cabra, devia te encher de bala, mas não adianta…Tamo tudo morto já! Mas escuta bem, se tu mexer com a Maria Bonita de novo, vou dá um jeito de te mandar pro inferno…

_Inferno? Hahahaha, eu entro e saiu de lá toda hora, num vai ser novidade nenhuma pra mim!_ respondeu o malandro _ Além do mais, eu nem sabia que a gracinha da “Maria” tinha um “esposo”! Então é por isso que ela vive a me esnobar!

_Gracinha? Olha aqui cabra safado, tu dobre a língua pra falar dela, se não tu vai conhecer quem é Lampião! _ disse Virgulino puxando a peixeira, já que não era e nunca seria, um homem de muita paciência.

_Que isso homem, tá me ameaçando? Você acha que aqui tem bobo?_ e Zé Pelintra estralou os dedos, surgindo toda uma falange de espíritos amigos do malandro, afinal ele conhecia a fama de Lampião e sabia que a parada era dura.

Mas Lampião que também tinha formado toda uma falange, ou bando, como ele gostava de chamar, assoviou como nos tempos de sertão e toda um “bando” de cangaceiros chegaram para participar da briga. A coisa parecia já não ter jeito, quando um espírito simples, com um chapéu na cabeça, uma camisa branca, cabelos enrolados, chegou dizendo:

_Oooooooxxxxxx! Mas o que que é isso aqui? Compadre Lampião põe essa peixeira na bainha! Oxente Zé, tu não mexeu com Maria Bonita de novo, foi? Mas eu num tinha te avisado, ooooxx, recolhe essa navalha, vamo conversar camaradas…

_Nada de conversa, esse cabra mexeu com a minha honra, agora vai ter! _ Disse 
Lampião enfurecido!

_To te esperando olho de vidro! _ respondeu Zé Pelintra.

_Pera aí! Pela amizade que vocês dois tem por mim, “Severino da Bahia”, vamo baixar as armas e vamo conversar, agora!

Severino era um antigo babalorixá da Bahia, que conhecia os dois e tinha muita afeição por ambos. Os dois por consideração a ele, afinal a coisa que mais prezavam entre os homens era a amizade e lealdade, baixaram as armas. Então Severino disse:

_Olha aqui Zé, esse é o Virgulino Ferreira da Silva, o compadre Lampião, conhecido também como o “Rei do Cangaço”. Ele foi o líder de um movimento, quando encarnado, chamado Banditismo ou Cangaço, correndo todo o sertão nordestino com sua revolta e luta por melhores condições de vida, distribuição de terras, fim da fome e do coronelismo, etc. Mas sabe como é, cometeu muitos abusos, acabou no fim desvirtuando e gerando muita violência…

_É, isso é verdade. Com certeza a minha luta era justa, mas os meios pelo qual lutei não foram, nem de longe, os melhores. Tem gente que diz que Lampião era justiceiro, bem…Posso dizer que num fui tão justo assim_ disse Lampião assumindo um triste semblante.

_ Eu sei como é isso. Também fui um homem que lutou contra toda exploração e sofrimento que o pobre favelado sofria no Rio de Janeiro. Nasci no Sertão do Alagoas, mas os melhores e piores momentos da minha vida foram no Rio de Janeiro mesmo. Eu personificava a malandragem da época. Malandragem era um jeito esperto, “esguio”, “ligeiro”, de driblar os problemas da vida, a fome, a miséria, as tristezas, etc. 

Mas também cometi muitos excessos, fui por muitas vezes demais violento e, apesar de morrer e terem me transformado em herói, sei que não fui lá nem metade do que o povo diz_ dessa vez era Zé Pelintra quem perdia seu tradicional sorriso de canto de boca e dava vazão a sua angústia pessoal…

_Ooxx, tão vendo só, vocês tem muitas semelhanças, são heróis para o povo encarnado, mas, aqui, pesando os vossos atos, sabem que não foram tão bons assim. Todos têm senso de justiça e lealdade muito grande, mas acabaram por trilhar um caminho de dor e sangue que nunca levou e nunca levará a nada.

_É verdade, bem, acho que você não é tão ruim quanto eu pensava Zé. Todo mundo pode baixar as armas, de hoje em diante nós cangaceiros vamo respeitar Zé Pelintra, afinal, lutou e morreu pelos mesmos ideias e com a mesma angústia no coração que nós!

_ O mesmo digo eu! Aonde Lampião precisar Zé Pelintra vai estar junto, pois eu posso ser malandro, mas não sou traíra e nem falso. Gostei de você, e quem é meu amigo eu acompanho até na morte.

_Oooooxxxxx! Hahahaha, mas até que enfim! Tamo começando a nos entender. 

Além do mais, é bom vocês dois estarem aqui, juntos com vossas falanges, porque eu queria conversar a respeito de uma coisa! Sabe o que é…

E Severino falou, falou e falou… Explicando que uma nova religião estava sendo fundada na Terra, por um tal de Caboclo das Sete Encruzilhadas, uma religião que ampararia todos os excluídos, os pobres, miseráveis e onde todo e qualquer espírito poderia se manifestar para a caridade. Explicou que o culto aos amados Pais e Mães Orixás que ele praticava quando estava encarnado iria se renovar, e eles estavam amparando e regendo todo o processo de formação da nova religião, a Umbanda…

_…é isso! Estamos precisando de pessoas com força de vontade, coragem, garra para trabalhar nas muitas linhas de Umbanda que serão formadas para prestar a caridade. E como eu fui convidado a participar, resolvi convidar vocês também! Que acham?

_Olha, eu já tenho uma experiência disso lá no culto a Jurema Sagrada, o Catimbó! Tô dentro, pode contar comigo! Eu, Zé Pelintra, vou estar presente nessa nova religião chamada Umbanda, afinal, se ela num tem preconceito em acolher um “negô” pobre, malandro e ignorante como eu, então nela e por ela eu vou trabalhar. E que os Orixás nos protejam!

_Bem, eu num sô homem de negar batalha não! Também vou tá junto de vocês, eu e todo o meu bando. Na força de “Padinho” Cícero e de todos os Orixás, que eu nem conheço quem são, mas já gosto deles assim mesmo…

E o que era pra transformar – se em uma batalha sangrenta acabou virando uma reunião de amigos. Nascia ali uma linha de Umbanda, apadrinhada pelo baiano “Severino da Bahia”, pelo malandro mestre da Jurema “Zé Pelintra” e pelo temido cangaceiro “Lampião”.

Junto deles vinham diversas falange. Com o malandro Zé Pelintra vinham os outros malandros lendários do Rio de Janeiro com seus nomes simbólicos: “Zé Navalha”, “Sete Facadas”, “Zé da Madrugada”, “7 Navalhadas”, “Zé da Lapa”, “Nego da Lapa”, entre muitos e muitos outros.

Junto com Lampião vinha a força do cangaço nordestino: Corisco, Maria Bonita, Jacinto, Raimundo, Cabeleira, Zé do Sertão, Sinhô Pereira, Xumbinho, Sabino, etc.

Severino trazia toda uma linha de mestres baianos e baianas: Zé do Coco, Zé da Lua, Simão do Bonfim, João do Coqueiro, Maria das Graças, Maria das Candeias, Maria Conga, vixi num acaba mais…
Em homenagem ao irmão Severino, o intermediador que evitou a guerra entre Zé Pelintra e Lampião, a linha foi batizada como “Linha dos Baianos”, pois tanto Severino como seus principais amigos e colaboradores eram “Baianos”.

E uma grande festa começou ao som do tambor, do pandeiro e da viola, pois nascia ali a linha mais alegre, mais divertida e “humana” da Umbanda. Uma linha que iria acolher a qualquer um que quisesse lutar contra os abusos, contra a pobreza, a injustiça, as diferenças sociais, uma linha que teria na amizade e no companheirismo sua marca registrada. Uma linha de guerreiros, que um dia excederam – se na força, mas que hoje lutavam com as mesmas armas, agora guiados pela bandeira branca de Oxalá.

E, de repente, no meio da festa, raios, trovões e uma enorme tempestade começaram a cair. Era Iansã que abençoava todo aquele povo sofrido e batalhador, igualzinho ao povo brasileiro. A Deusa dos raios e dos ventos acolhia em seus braços todas aqueles espíritos, guerreiros como ela, que lutavam por mais igualdade e amor no nosso dia – dia.

E assim acaba a história que eu ouvi, diretamente de um preto – velho, um dia desses em Aruanda. Dizem que Zé Pelintra continua tendo uma queda por “Maria Bonita”, mas deixou isso de lado devido ao respeito que tem pelo irmão Lampião. Falam, ainda, que no momento ele “namora” uma Pombagira, que conheceu quando começou a trabalhar dentro das linhas de Umbanda. Por isso é que ele “baixa”, às vezes, disfarçado de Exu…

“Oxente eu sou baiano, oxente baiano eu sou
Oxente eu sou baiano, baiano trabalhador
Venho junto de Corisco, Maria Bonita e Lampião
Trabalhar com Zé Pelintra
Pra ajudar os meus irmãos…!”

"O mulher não tenha medo do seu marido,
Se ele é bom na faca,
Eu sou no facão,
Se ele é bom na reza,
Eu na oração,
Se ele diz que sim,
Eu digo que não,
Se ele é Zé pilintra,
Eu sou lampião."

SARAVÁ SEU ZÉ PELINTRA!!!!!!

Desconheço o Autor .

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Malandra 7 Saias do Cabaré;



“A quase morte de Zé Malandro”


"A quase morte de Zé Malandro” conta a história de um jovem folgado que um dia ganha o dom de ser invencível no baralho, uma figueira que quem sobe nela só desce com seu consentimento, e um banco e um saco de pano que quem se sentar ou entrar nele só sai também com seu consentimento. E com isso engana a Morte e o próprio Diabo. Mas quando chega a hora de entregar a rapadura às coisas não saem do jeito que ele planejou.

Um trecho da última história:

“Certa noite, bateram na sua porta. Era um homem estranho, de cara feia, chapéu e paletó escuro.

- Zé, se prepare – disse o homem. – Sua hora chegou.

- Quem é você? – quis saber Zé Malandro.

- Sou o Diabo – respondeu o outro, tirando o chapéu e mostrando dois tristes chifres. – A Morte não quis vir de jeito nenhum, mas me mandou no lugar dela para buscar você.

- Mas como! – disse o Zé espantado. – Já? Deve haver algum engano!

O Diabo caiu na gargalhada.

- Não venha com essa conversa mole. Já estou avisado sobre você. Vamos embora agorinha mesmo. Ou vai me pedir pra subir na figueira? Nessa eu não caio!

Zé Malandro baixou a cabeça.

- Posso fazer um último pedido? – perguntou ele com lágrimas nos olhos. – É muito importante. É o último deseja de um pobre velho miserável raquítico esclerosado caindo aos pedaços. Queria tomar um traguinho de cachaça antes de abotoar o paletó. Você me acompanha?

O Diabo lambeu os beiços.

- Até que não é má idéia!

- Sente-se aí enquanto eu pego os copos e a pinga – disse Zé Malandro, puxando o banquinho.

Dito e feito. O Diabo sentou-se lá e não saiu mais.

- Me tira daqui! – gritou ele, assustado.

Zé Malandro deu risada, despediu-se e foi jogar baralho.

Com o Diabo preso no banquinho, acabaram-se os crimes na cidade. As cadeias ficaram vazias e os guardas, delegados, advogados e juízes preocupados em perder seus empregos. Além disso, como as pessoas agora só falavam a verdade, começou a haver muita confusão porque as verdades são muitas. Mas o pior não foi isso. Acontece que o Diabo passava o dia inteiro sentado no banquinho gritando, guinchando e falando os piores palavrões.”


Este Texto do livro Contos de Enganar a Morte, de Ricardo Azevedo, da editora Ática. As ilustrações do próprio autor são em preto e branco, em traço firme e grosso, lembrando muito xilogravuras de literatura de cordel. 


O livro traz quatro saborosas narrativas populares brasileiras de pessoas que não queriam morrer e inventam truques e ardis para escapar da morte. Mas ela sempre vence no final, é claro. 




Pontos Cantados de Malandros;


 Malandro que é malandro
É batizado por Ogum
Malandro que é malandro
Pede  a bênção a Mãe Oxum
E gira na Umbanda
Quebrando feitiço
Quebrando demandas
E gira na Umbanda
Quebrando feitiço
Quebrando demandas
Eu sou Malandro Baiano
Não nego meu natural
Eu chego com alegria
Pra livrar você do mal
Mas obedeço  a um
Penacho da Lei
Sarava seu Sete Flechas
Nessa banda ele é meu rei





Roda do Baiano


Vem pra roda do Baiano
     Venha ver o que é que tem
     Todo povo do seu “gueto”
     Vai chegar aqui também
     Zé  Malandro e a Navalha
     A Poeira e o Zé Pretinho
     Zé Pilintra juremeiro
     Vai pisando de mansinho
     E se chegam e se juntam
     A banda do Baiano
     Ninguém vai espalhar
     E se chegam,  e se juntam
     No terreiro de Umbanda para trabalhar
     E o Malandro lá do Alto
     Também vem não dá bobeira
     E conversa de Malandro
     Vai render a noite inteira
     Firma na ponta do pé
     Bate na palma da mão
     O povo da malandragem
     Eu saúdo de coração
     Firma na ponta do pé
     Bate na palma da mão
Pra  sambar com a malandragem
Tem que ter disposição.




Malandro da Gamboa

Ele é filho da rua, e amante da lua
E ginga nos braços da madrugada
A sua vida sempre levou “numa boa”
Estou falando do Malandro da Gamboa
Lê lêlê , lê lê lê lê lê lê lê
Seu Malandro da Gamboa
Trabalhando pra você

 Rei da Boemia

Minha palavra é de amor, é de amor
Eu estou sempre contigo
Meu axé fecha seu corpo
Meu gingado te equilibra
Pode me chamar de amigo
Na tristeza ou alegria
Eu estarei ao seu lado
Sou Malandro Baiano
Sou o rei da Boemia
Sou o rei do carteado

Subida da Malandragem

Eu vou voltar pra rua
Vou voltar pra boemia
Até outra hora
Até outra noite
Até outro dia

Subida do Malandro Baiano

Pros moços deixo um abraço
Pras  madames um cheiro e uma flor
Deixo força no terreiro
Deixo palavras de amor
Viola viola madrugada chamou
O Malandro já vai

Pontos Retirados das Faixas (Músicas) do Cd com Dedicação Especial aos  Malandros ;Do Templo a Caminho da Paz (Rio de Janeiro).

Malandra Maria Navalha ♥ Parte IV



NAVALHA: UMA MALANDRA OU UMA POMBA GIRA?
- AMBAS!


MARIA NAVALHA é o nome adotado por muitos espíritos com apresentação feminina que trabalham de modo independente. Podem trabalhar como  Pombas Giras, especialmente junto à  falange de Maria Padilha ou na "Linha dos Malandros".



Do mesmo modo que há uma incompreensão e entendimento sobre Maria Farrapo, o mesmo ocorre com Maria Navalha.

Enquanto Maria Farrapo trabalha com a falange Maria Mulambo, a Pomba Gira Maria Navalha está intimamente ligada à falange Maria Padilha, que foi onde esses espíritos,  encontraram oportunidade organizada de trabalho como Pombas Giras.

Ainda não formam uma Falange (de Pombas Giras) propriamente dita.

Não se deve confundir MARIA NAVALHA com MARIA PADILHA DA NAVALHA ou MARIA PADILHA DAS SETE NAVALHAS.



São espíritos especializados em "GENTE", profundos conhecedores dos abismos da alma humana e do que ela tem de mais degradante, e isso devido às próprias e dolorosas experiências pretéritas.



O INSTRUMENTO NAVALHA: O SÍMBOLO DA MALANDRAGEM

O instrumento Navalha foi amplamente utilizado, e ainda o é,  como instrumento de defesa, dor e morte pelos que viviam a lei por conta própria. Contavam apenas consigo mesmos e sentiam-se apartados de um mundo que lhes socorressem ou protegessem.

A vida era dura: olho por olho e dente por dente.

A  navalha tornou-se o símbolo maior da malandragem e seus códigos próprios.
Mas seu significado na Umbanda, além de identificar os Malandros é sua capacidade de cortar, separar, apartar o mal que está fora e principalmente dentro dos seres.






MARIA NAVALHA POMBA GIRA
As Marias Navalhas que trabalham como Pombas Giras podem apresentar as complementações usuais como: da Encruzilhada, do Cemitério, da Praia, do Cabaré, da Calunga, etc. Apresentam ponto riscado de Pomba Gira e comportam-se como tal.
Algumas vertentes  da Umbanda não reconhecem Maria Navalha como Pomba Gira, apenas como Malandra. E como não chamam essa linha (Malandros), nesses Terreiros essas entidades não trabalham.

Maria Navalha é o braço "esquerdo" de Maria Padilha, sempre cooperando de modo próprio com os trabalhos de Padilha. Não existem rivalidades entre Maria Padilha e Maria Navalha, como alguns sugerem. Do mesmo modo que não existem disputas entre Maria Mulambo e Maria Farrapo.






MARIA NAVALHA MALANDRA:

As que trabalham na falange dos Malandros costumam ter denominações complementares típicas dos mesmos, como: do Morro, da Ladeira, da Lapa, da favela, do forró, do samba, da madrugada, da esquina, do asfalto, da Boemia, Pé de Valsa, e outros . Outra característica na denominação é a complementação regional: Maria Navalha de Pernambuco, de Minas, Baiana, do Norte, etc..
São  mais livres e passionais em suas manifestações, usando trajes mais coloridos e alegres que os tradicionais vermelho e preto das Guardiãs. Também gostam muito de usar chapéu e lenço (usados também por algumas Marias Navalhas Pombas Giras). 

Comunicam-se de modo simples e direto, com vocabulário popular, em alguns casos fazendo uso de expressões e gírias típicas da malandragem.

Preferem  bebidas como cervejas, batidas, água de coco, caipirinhas e aguardente.
Pedem mais elementos para trabalho e solicitam mais oferendas que as Marias Navalhas Pombas Giras.


As histórias a respeito desses espíritos são repletas de mortes trágicas, traições, paixões, abandono, carência financeira, ausência de estrutura familiar, falta de oportunidades de educação e formação, pobreza e miséria. Uns poucos conseguiram fama e fortuna, com os "recursos" que tinham.


Pomba Gira ou Malandra, fato é que Maria Navalha, Maria Navalhada ou Maria das Sete Navalhas, conhece os efêmeros prazeres e as profundas dores do submundo das criações humanas. E como tal, pode ajudar aos que ainda encontram-se presos e comprometidos à essa realidade.

Salve a Pomba Gira Maria Navalha!
Salve a Malandra Maria Navalha!

Pontos Cantados de Malandras Maria Navalha :

 Não mexa com essa mulher

  Cuidado cuidado seu Zé

  Não mexa com essa mulher
  Se você pisar devagarinho
  Ela abre seu caminho
  Ela abre seu caminho
  Mas se você debochar
  Maria Navalha bota pra quebrar
  Mas se você debochar
  Maria Navalha bota pra quebrar

      ♣ Ela é Malandra
         Malandrinha lá do cais
         Quero ver você fazer
         O que a Navalha faz
         Quero ver, quero ver

♠ Malandra malandrinha
   Da cor brasileirinha
   O seu gingado me enfeitiçou
   Quando ginga as cadeiras
   Essa morena faceira
   Alivia minha dor 
   Ela tem força na magia
   E não é de brincadeira
   Desafia feiticeiro
   E bota fogo no paiol
   A morena juremeira
   Derrubou cabra safado quimbandeiro
   Só no rabo de arraia
   Toma cuidado com ela
   Ela  esconde uma navalha
   Na barra da sua saia
   Rainha de ouros
   Com ela ninguém se mete
   Ela é Maria Navalha
   Malandrinha   de terreiro  
   A morena bola sete.


Autora :CLAUDIA BAIBICH

Este Texto foi  Retirado do Site : http://pombagiras.blogspot.com/


Para difundir a Maravilhosa explicação sobre as Entidades "Malandras" a partir da visão da Autora ,Cláudia Baibich.
onselectstart='return false'