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sexta-feira, 13 de maio de 2011

Malandra do Cabaré;



A Malandra do Cabaré foi uma mulher a frente de seu tempo, nasceu muito humilde, no Rio de Janeiro, mais precisamente na Gamboa (Zona Portuária), quando jovem (Com uns 15 anos, talvez) começou a sair, ir para a Lapa para se divertir, jogava carteados com os malandros que por ali estavam, aprendeu coisas ruins e coisas boas com a vida, começou a beber e a fumar e ter outros vícios.





Envolveu-se com muitos homens, por dinheiro e também para passar o tempo, se divertir, todos eles gostavam muito dela, o que atraia inveja das outras mulheres, apesar disso teve uma amiga, que hoje na Linha de Malandros, é uma entidade chamada Malandra Maria Navalha.




Era muito querida por seus “clientes” e por Malandros da época. Viveu muito bem a partir daí, muita bebida, muito cigarro, algumas drogas, carteado (Jogos de Baralho), homens para sucumbir seus desejos, o samba da noite carioca. Teve tudo o que quis tudo do bom e do melhor, mais nunca teve amor, e isso a entristecia muito.

Os vícios começaram a ficar cada vez mais fortes, tanto que não resistiu muito tempo, com uma vida desregrada, as drogas foram prejudicando seu corpo e sua alma.

Desencarnou cedo, sem filhos, sem marido, sem amores, sem família, sua família era a Lapa, seus melhores amigos eram os malandros, e toda sua trajetória de vida estava ali, naqueles arcos, naquelas ruas, naqueles cabaréis.



Quando desencarnada recebeu uma missão, para incorporar em médiuns na religião umbanda, e assim praticar a caridade, isso seria a forma de evolução de seu espírito, seu nome como entidade seria Malandra do Cabaré, malandra pela vida boêmia que teve quando encarnada e Cabaré,por ser o lugar que freqüentara muito na vida material.

Ela trabalha muito, ajudando pessoas que como ela tem problemas com vícios, também trabalha para o amor, e negócios financeiros.



Ela gosta de Cravos vermelhos, brancos e rosas vermelhas.

Gosta de Baralho E Dados (Vermelhos e Brancos)e pode usá-los em suas consultas.

Características

Cores: Branco, vermelho e dourado.


Bebidas: Cerveja Branca.


Fuma: Cigarro de filtro vermelho gosta de fumar com piteiras pequenas.


Guia: Vermelha e branca.


Comidas: Farofa com carne seca, queijo de coalho, coisas que há nos botequins, mais sua preferida é salaminho (Salame) temperado com limão.


Indumentária: Roupas vermelhas, douradas e brancas. Usa chapéu panamá branco com uma fita vermelha. E Saia com naipes de baralho.


Lugar: Seus pontos de força são o cabaré e a Lapa.



Música para a Malandra do Cabaré:

Foi num cabaré na Lapa
Que eu conheci você
Fumando cigarro,
Entornando champanhe no seu soirée

Dançamos um samba,
Trocamos um tango por uma palestra
Só saímos de lá meia hora
Depois de descer a orquestra

Em frente à porta um bom carro nos esperava
Mas você se despediu e foi pra casa a pé
No outro dia lá nos Arcos eu andava
À procura da Dama do Cabaré

Eu não sei bem se chorei no momento em que lia
A carta que recebi não me lembro de quem
Você nela me dizia que quem é da boemia
Usa e abusa da diplomacia
Mas não gosta de ninguém

Foi num cabaré na Lapa...

Dama do Cabaré - Noel Rosa.




Ponto Cantado para a Malandra do Cabaré :

Mulher deixaste tua moradia,
Pra viver de boêmia,
E beber nos cabaréis,
E eu, pra não morrer de tristeza,
Me sento na mesma mesa,
Mesmo sabendo quem é,
E hoje nós vivemos de bebida,
Sem consolo e sem guarida,
Num mundo enganador,
Quem era eu?
Quem eras tu?
Quem somos agora?
Companheiros de outrora,
Inimigos do amor.



Esta é nossa querida entidade Malandra do Cabaré, uma mulher de muita fibra, guerreira, que não se deixa abater pelas dificuldades  e que nos apóia nos momentos mais difíceis de nossa vida.

Salve a Malandragem!

Salve Dona Malandra do Cabaré!

Esse texto é de minha autoria, existem muitos sites que o copiaram, eu ameacei entrar com medida judicial, mesmo assim não retiraram do ar. Plagiadores, amadores, pessoas que não tem capacidade de escrever e narrar o que as entidades pedem. Eles pararam com seus blogs, e continuo firme e forte, apesar das cópias.

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